O LEITOR ESCREVE
Eleições (1)
Na maior oportunidade de manifestação que lhe foi conferida pelo estado democrático de direito, o povo, fazendo uso de parcela dos seus poderes, foi às urnas e elegeu seus representantes. O inafastável direito popular de votar não implica, necessariamente, a realização da vontade geral dos eleitores e candidatos, por óbvias razões de interesse, oportunidade e referendo popular. Os eleitos, com maior ou menor número de votos, devem justificar a confiança da sempre considerável parcela da população que os elegeu e honrar o salário e o cargo que lhes serão proporcionados por toda a comunidade. Os governos de prefeitos e vereadores não são dos seus eleitores, mas dos municípios que representam e da vontade popular.
São diversas as formas de controle sobre atos e agentes públicos. Qualquer eleitor (cidadão), seja da situação ou da oposição, é parte legítima para propor ação popular, perante o Poder Judiciário, visando anular ato lesivo ao patrimônio público e à moralidade administrativa, ficando o autor da ação, salvo comprovada má-fé, isento das custas judiciais e dos ônus processuais. A democracia caminha para sua plenitude e isso se deve ao maior e contínuo esclarecimento da população sobre a necessidade de identificar e de relacionar as funções públicas com os serviços desenvolvidos por seus agentes.
Os vereadores não são secretários do prefeito municipal, não devem e não podem ser subordinados a qualquer outro órgão ou agente público, não possuem a faculdade de fazer dos seus mandatos postos de assistência social individual; cabe, sim, aos vereadores e prefeitos o exclusivo e pleno envolvimento na busca pela organização e prestação dos serviços públicos de interesse local, com qualidade, principalmente no que se refere a saúde, emprego, habitação, educação, esporte, transporte, lazer, segurança e meio ambiente equilibrado e sadio, visando ao cumprimento da real função pública de gerar o bem-estar físico, mental e social para toda a população.
- HÉLDER GONÇALVES DIAS RODRIGUES, advogado, Ibaiti
Eleições (2)
Primaveras em duplicidade chegaram a Londrina, e a cidade está florida. A magia e o perfume das flores dão novo alento à vida, especialmente à vida londrinense. Porque onde há flores, com certeza, haverá frutos; e o fruto é algo sensibilizante, edifica e mantém a existência humana. A boa colheita, todos sabem, está diretamente ligada a boa semeadura, ao trato da terra e as chuvas de verão. Para consumar isto, é exigido do homem somente um plano tal, que seja grandioso e, portanto, deve ser minuciosamente elaborado. A outra parte, a própria natureza faz, em obediência ao criador.
Se Nedson ou Barbosa pretendem construir um futuro brilhante, e uma colheita com frutos saborosos, é só investir na criança: ela é o futuro. Um governo só é inteligente quando vê isto. A bela e querida Londrina é a cidade dos nossos sonhos. Começamos já o preparo do solo para uma grande colheita; eliminamos os velhos políticos, não porque eram ruins e sim porque tínhamos dúvidas que nos governassem com metodologia dos políticos profissionais. O novo milênio vai exigir idéias novas. Hoje, respiramos aliviados.
- NELSON ARAUJO OLIVEIRA, Londrina
Santinhos
Pequenas providências podem evitar desagradáveis consequências. Refiro-me a essa enxurrada de papelório da propaganda eleitoral, que se esparramou ao longo das ruas e calçadas, e que poderia ser facilmente controlada, se colocarem (sem gasto algum) caixas de papelão vazias, em todos os locais, com os costumeiros avisos: não joguem papel no chão. As caixas podem ser encontradas em qualquer estabelecimento comercial, e depois de cheias, enviadas para reciclagem. Fácil, higiênico, sem entupimento de bueiros, sem o temor da chuva, o que seria um desastre. Por outro lado, já pensaram quão desagradável deve ser para o candidato, ver a sua fotografia no chão, pisoteada, menosprezada, alguém gostaria?
A educação e o respeito deve-se não só as pessoas, mas a quanto lhes concerne. Há anos, quando em São Paulo, fiz campanhas para que se colocassem lixeiras ao longo das praias; sobre o fumo nos lugares inadequados, a comodidade das feiras noturnas, a campanha da calça comprida no trabalho, e sugeri aqui em Londrina, as coletoras de lixo nas ruas. Se não houver onde depositá-lo, o que fará esse nosso povo, tão amável e cordial? É só pedir que ele atende! Referi-me a esses meus pequenos feitos, com a única intenção de fazer como aquele passarinho que queria pagar um incêndio com um dedal de água: Fiz a minha parte.
- IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina
Aterro sanitário
Contrariando a afirmação da reportagem Burocracia atrasa construção de aterros, publicada dia 3/10, o aterro sanitário ainda não foi concluído. A ONG ambiental de Rolândia, Movimento Nossa Terra, de posse de uma cópia do projeto do aterro sanitário, notificou órgãos competentes das irregularidades que estão acontecendo. Entre outras, roubos seguidos da fiação elétrica por estarem em local de fácil acesso, número insuficiente de poços de monitoramento, no projeto constam três, só foram feitos dois poços e esses não atingem o lenço freático impossibilitando o monitoramento, falta da proteção das laterais da trincheira, rede de alta tensão por cima de trincheira fato não previsto no projeto, falta de um plano de emergência, falta de eletricidade, de água e, pior de tudo, nada foi feito em Rolândia para a população começar a aprender a conviver corretamente com um aterro sanitário, aliado, ao que o sr. Enzo Bonetto, diretor de saneamento ambiental da Suderhsa afirmou na reportagem: a falta de conhecimento técnico nos municípios é outro fato que influencia na hora de colocar o aterro em operação.
Perguntamos: por que recebemos informações contraditórias? Como podem ser implantados aterros sem que questões técnicas, financeiras e operacionais sejam antes possibilitadas e resolvidas? O aterro sanitário de Rolândia em construção, colocado entre duas nascentes e sem o EIA-RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), gerou muita discussão, ganhou espaços na mídia e expôs inúmeros problemas que em vez de ignorados, minimizados ou ridicularizados deveriam ser analisados para ajudar o nosso e a outros municípios e evitar desastres ambientais. Somos todos responsáveis pelo futuro! Está na hora de cada um se conscientizar disso. Temos que nos manifestar, discutir, entender e não simplesmente deixar a responsabilidade para outros e procurar culpados quando as coisas não funcionam.
- DANIEL STEIDLE, presidente da ONG Movimento Nossa Terra, Rolândia
Correção
- O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), que culpou a Igreja Católica por sua derrota ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de Londrina, fez pronunciamento sobre o assunto na Câmara dos Deputados e não na Câmara Municipal, como saiu publicado na capa de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





