O LEITOR ESCREVE
Eleições (1)
O resultado das urnas na eleição deixa claro que os eleitores, na sua maioria, também acreditam nessa máxima do regime democrático. Concordando ou não com os nomes escolhidos para o segundo turno das eleições para prefeito de Londrina, o recado é claro: renovação já. O mesmo aconteceu com os vereadores escolhidos pelos eleitores. É verdade que nesse caso ainda voltarão para a Câmara pelo menos três vereadores que faziam parte do esquema fraudulento do ex-prefeito e, também, foram eleitos outros três que incentivavam o mesmo esquema.
Mas, esperamos que a grande maioria eleita tenha um perfil socialmente mais avançado. A liderança desse grupo está nas mãos de uma ilustre mulher: Elza Correia. Particularmente sempre acreditei na eficiência das mulheres. Seja quem for o futuro prefeito, esperamos que os vereadores eleitos, pelo menos a maioria, não montem um rolo compressor, como o existente no esquema belinatiano.
Nossa democracia está no caminho certo. Chega dos mesmos que estão no poder há cerca de 36 anos e dos que mudam de partido por puro interesse eleitoreiro. Alternância no poder é salutar e parece que agora isso foi captado pelo eleitor. Que os vereadores eleitos e o futuro prefeito de Londrina tenham isso em mente. E, finalmente, que não seja desativado o grupo de moralização política. Vigiar sempre, este é o lema.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Eleições (2)
O resultado das eleições foi uma demonstração de indignação do eleitorado brasileiro, que não aguenta mais ver o País na situação que se encontra. Basta corrupção, basta privilegiar interesses estrangeiros e esquecer do nosso gigante Brasil. Esta foi a mensagem passada através dos votos de grande parte da população.
Enfim, o povo brasileiro está preocupado em mudar a situação do País. Este foi um ano onde pudemos notar várias amostras do despertar do povo brasileiro, principalmente na nossa cidade de Londrina. O eleitorado está dando um voto de confiança e depositando todas as suas esperanças em um grupo novo que ganha espaço no cenário político brasileiro. Essa é a hora de mudar, de moralizar e fazer valer todos aqueles princípios que são a base da administração pública.
- SABRINA ELOISA DE FREITAS, estudante, Londrina
Olimpíadas (1)
A frustração nacional parece não ter atingido o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, que avaliou como positiva a classificação brasileira em 52º lugar no quadro de medalhas da última Olimpíada do Milênio. Pensando bem, foram só três medalhas, o Brasil ficou lá pela 22ª posição. Mas faltou o ouro, que se pretendia no último minuto com um cavalo belga, montado por um cidadão franco-brasileiro.
Se formos pensar nos R$ 23 milhões gastos com os 204 atletas nacionais que foram a Sydney, é muito pouco retorno, pois algumas vitórias vieram em esportes pouco populares, como o hipismo e o iatismo. Este resultado deve servir como reflexão para os nossos dirigentes nacionais, deixando evidente que há a necessidade de um investimento maior, desde a escola, valorizando e dando recursos melhores aos futuros atletas e esquecendo as situações vexatórias de desportistas mendigando e fazendo rifas para poderem representar seu país nos jogos.
A classificação nacional é um pouco também de todo o resto que nos cerca. Apesar de termos uma das mais elevadas cargas tributárias da América, há ainda, segundo o Pnad do IBGE de 1999, mais de 18 milhões de brasileiros analfabetos (com 7 anos ou mais), 8 milhões de domicílios sem água encanada e outras 24 milhões de residências sem rede de esgoto. Isto sem contarmos que nosso sistema de saúde é de 125º do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, e que o 74º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano, da Onu, é nosso.
Estes itens todos, em conjunto ou isoladamente, educação, saúde, saneamento básico, corrupção, além da desigualdade social, que a Nação verde-amarela ganha ouro na disputa entre os latino-americanos, talvez expliquem um pouco das causas de o nosso sonho de ouro ter virado pó e termos tantas participações frustrantes nos Jogos Olímpicos, apesar da palavra em contrário de Carlos Nuzman. Até Atenas pode ser que as coisas melhores. O negócio é torcer para sofrermos e nos decepcionarmos menos.
- VILSON ANTONIO ROMERO, Porto Alegre
Olimpíadas (2)
Os recentes resultados obtidos nas Olimpíadas de Sydney demonstram a fragilidade do esporte brasileiro em planejamento, investimentos e realizações. Confiar somente no taco dos atletas ou simplesmente no vamos ver no que dá não tem mais lugar num mundo excessivamente tecnológico, metódico e competitivo.
Um país que tem a 10ª economia do mundo, com uma população de quase 200 milhões de habitantes, com acesso a todas as tecnologia existentes, só não consegue competir de igual para igual porque não leva a sério questões importantes, quais sejam: planejamento e investimento duradouros. Ao menos neste setor o Estado deveria investir maciçamente, pois além de lapidar muitos atletas, ainda estaria oferecendo oportunidades a todos aqueles jovens que apresentam um enorme potencial para os esportes. Esperar que a iniciativa privada tome conta também desta tarefa é perpetuar os fracassos ou o pouco brilhantismo obtido nas últimas Olimpíadas.
Construir bons centros de excelência e de referência esportiva espalhados por este país (respeitando as vocações esportivas de cada região), dotá-los de farto material de treinamento, importar bons e renomados técnicos, aperfeiçoar os já existentes, manter intercâmbio com o resto do mundo é o caminho para que tenhamos sucesso nas próximas competições internacionais. Sei que tudo isto é pura utopia, pois um governo que não cuida como devia nem da educação, jamais irá se preocupar com esportes. Mal sabe ele que é este binômio educação e esportes que pode tirar a juventude das ruas e dar fim à violência.
- ESMERALDINO FRANCO, professor, Santa Mariana
Correção
- Por problemas técnicos, os nomes de prefeitos e de vereadores de alguns municípios do Paraná foram repetidos na lista publicada ontem pela Folha. Da relação deixaram de constar os nomes de três vereadores de Rolândia: Arno Giesen (PSB), José Rubens Massussi (PTB) e Paulo Santis (PMDB). Os nomes dos eleitos em Astorga e Foz do Iguaçu também não foram publicados. Em Astorga, foi eleito prefeito Carlos Keide (PPB). Os 11 vereadores são: Sargento Fernando (PDT), José Carlos Ballarotti (PL), Marlene da Cocafé (PPS), Célio de Carlis (PPS), José Marcos Pastor Sanches (PPB), Paulo Rissato (PMDB), Antonio Carlos Lopes (PMDB), Nelson Carraro (PSDB), Thelma Nunes (PSB), Júlio Toshimitsu (PPS) e Norma Lopes (PSDB). Em Foz do Iguaçu, o prefeito eleito foi Sâmis da Silva (PMDB) e os vereadores são: Adilson Rabelo (PPB), Adilson da Silva (PPB), Valdir de Souza (PMDB), Daniel Alves de Novais (PMDB), Dilto Vitorassi (PT), Hermógenes de Oliveira (PPB), Rozily de Freita (PPB), Sérgio Paulo de Oliveira (PFL), Vilmar Andreola (PSDB), Ademar Hajak (PTB), Ney Patrício (PSC), Arival Malaquias da Silva (PFL), Eliseu Ferreira (PFL), Altair José Fernandes (PTB), Valdemar Menezes (PSDB), Nilton de Nadai (PSDB), Edson Mezomo (PSDC), Chico Brasileiro (PCdoB), Djalma Pastorello (PSDB), Cleusa Picolto (PMDB), Marcelinho Moura (PMDB).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





