O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Adoção
Toda hora a gente assiste, na TV, rádio e jornal, sobre injustiças. Por isso precisamos aprender a usar esses meios, procurando ajudar a justiça. O casal Edson e Regina Santos, que apareceram no jornal das 19 horas, do SBT, dia 2, além de grandes amigos são pessoas batalhadoras, honestas e justas. Com o desejo de diminuir a pobreza e a miséria do País, dirigiram-se à Casa do Caminho, para adotar uma criança, que até então não tinha pai nem mãe. Desde o nascimento a criança fora abandonada no orfanato. Foi escolhida e levada para casa. Deram-lhes todos os cuidados e acima de tudo muito amor, pai, mãe, avós e irmãos. A criança é o Bruno. Tempo depois o tal pai biológico reaparece exigindo o filho de volta. Agora que o Bruno já tem uma casa, uma família, por que? O Bruno ficou dois anos no orfanato. Por que esse pai não foi buscá-lo antes? Justiça é a segurança, a felicidade dessa criança. Isso tudo ele tem junto com Edson, Regina, Júlia e Thiago. A família que o escolheu.
- ROSANGELA SPERANDIO CHAMMÉ, Londrina
Desperdício de talento
Não há como desconhecer que o mundo, de hoje e mais ainda será o de amanhã, vive em função da criatividade na área da ciência e da tecnologia. Elas se tornaram parte da atividade humana e o seu domínio divide o mundo, entre ricos e pobres. Portanto, a sociedade deve se ocupar da qualidade da educação científica de seus jovens como forma de prepará-los para o mercado de trabalho. Na semana passada as universidades estaduais, reunidas em Ponta Grossa, deram uma demonstração de seu engajamento na formação de recursos humanos competentes ao tornar pública a produção científica de seus alunos de graduação. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPQ, desde o início desta década institucionalizou um programa de bolsas para jovens acadêmicos que desejam ter uma formação científica mais aprofundada. Este programa aloca uma quota de bolsas para uma determinada universidade e ela analisa os projetos de pesquisa, a capacidade dos professores em orientar e o desempenho acadêmico dos alunos para conceder as bolsas. O CNPQ está investindo em 1997 nas universidades estaduais do Paraná cerca de um milhão de reais para atender o programa. Os resultados mostram que valeu a pena o investimento, não só pela maneira profissional com que os jovens foram capazes de apresentar seus resultados como pela seriedade com que os trabalhos foram realizados.
- GLACI T. ZANCAN, professora titular de Bioquímica da UFPR e vice-presidente da SBPC, Curitiba
Bagagem furtada
Manifestamos insatisfação com a falta de consideração que a Viação Aérea São Paulo S.A. vem demonstrando em relação ao furto ocorrido com nossos pertences dentro do escritório da empresa em São Paulo.
Estávamos retornando de viagem aos Estados Unidos, dia 10 de abril, e voltaríamos a Londrina naquele mesmo dia, no vôo da Vasp de São Paulo a Londrina, às 11h30m. A lista de espera foi chamada antes da hora, nosso vôo atrasou em Miami e Recife, ficamos presos na alfândega e por causa da demora não foi possível que embarcássemos de volta no nosso vôo. Um funcionário da companhia reservou-nos hotel onde pernoitamos e embarcaríamos para Londrina no dia seguinte. Informaram-nos que poderíamos deixar nossa bagagem numa sala da Vasp próxima à sala da secretária. Uma pessoa do grupo questionou sobre a segurança do local e um funcionário da empresa respondeu que não haveria problema, pois sempre haveria gente no local e a bagagem estaria segura lá. Despreocupados, fomos para o hotel e só retornamos no dia seguinte para embarcar.
Tudo ocorreu de forma satisfatória até chegarmos a Londrina. Quando desfizemos as malas em casa notamos a falta de telefone celular (de Maria Teresa) e de um aparelho telefônico com secretária eletrônica (de Hélio Takeda). Temos esses aparelhos declarados na Alfândega, o que comprova que estávamos com eles ao chegar ao Brasil. Nesse mesmo dia (11 de abril) fomos ao aeroporto reclamar a falta dos pertences.
O gerente não se encontrava lá e um funcionário pediu que retornássemos no outro dia. Outras pessoas também deram falta de pertences e uma delas teve a mala violada. No sábado (12 de abril) voltamos ao aeroporto para reclamar. As reclamações foram anotadas em ata que seria encaminhada para a regional da empresa. Prometeram resposta até quarta-feira, 16 de abril. Nesse dia não tivemos resposta alguma. Por isso um amigo nosso, conhecido da sra. Clara Canhedo, entrou em contato com ela, que lhe assegurou que tomaria providências e não seria necessário recorrermos à imprensa. Mas fomos à Regional diversas vezes e até hoje ninguém soube nos informar nada. Esperamos que a Vasp nos dê uma satisfação.
- MARIA TERESA DO PRADO MACHADO e HÉLIO TAKEDA, Londrina
Moto-táxi
A pesquisa realizada pela Alvorada, domingo último, comprovou a verdadeira expectativa da população de Londrina aos serviços prestados pelas agências de moto-táxi: 71% de aprovação. Deixando as paixões de lado, cabe às autoridades competentes, especialmente os vereadores, observar sua atuação diante da liberação deste importante serviço aos cidadãos londrinenses; ou será que não perceberam que este serviço é uma realidade e não haverá mais retorno; isto é, independente de repressão ou não, esta é uma atividade que veio para ficar.
Legal ou ilegalmente! Não sejamos ingênuos. O serviço ilegal é prejudicial à população. Vejamos alguns pontos importantes da legalização deste serviço: 1) Benefícios ao tesouro municipal, com a retirada de alvarás de funcionamento; 2) Segurança: firmas reconhecidas deverão ser vistoriadas pela Comurb. Cursos de direção defensiva deverão ser obrigatórios. Com isto teremos veículos seguros e motoristas treinados; 3) Mais empregos. Na atual crise que atravessamos este novo setor absorveria grande número de atuais desempregados; isto é, já absorve! Diante do exposto, restamos contar com o bom senso - algo que não tem acontecido. Pessoas falam daquilo que desconhecem (pasmem, até advogados!)
- RICARDO RODRIGUES DOS SANTOS, Londrina





