Pão e circo
Quem merece a chave de nossa cidade? O Brasil todo faz esta pergunta nesta época de decisão. Tomara que os vencedores tenham em suas mentes uma saída milagrosa para mudar este quadro terrível e injusto. É terrível o procedimento de descarregar todos os erros e rombos em cima dos cidadãos com o aumento de impostos e multas impossíveis de se pagar. A cidade em que vivemos é a nossa casa. É preciso que se tenha responsabilidade e não apenas distribuir pão e circo para o povão. É importante que o eleitor reflita e faça um balanço dos trabalhos realizados de cada candidato. Temos várias opções de escolha, assim é necessário eleger os melhores administradores para nossa cidade. Vote consciente, por amor à nossa cidade e nossa gente. Chegou a hora e o fim de tantas pesquisas. Agora, você decide. Boa sorte!
- OSMAEL CHIAVELLI PUGA, Apucarana
Poderosos políticos
Não sendo economista e pouco sabendo de questão financeira, parei pensei e repensei e não encontrei resposta para uma dúvida que está na minha mente: o pretendente ao cargo de prefeito ou vereador gasta desbragadamente considerável fortuna para se eleger, milhões de reais, e não tem durante o mandato o retorno dessa gasto advindo de seu salário mensal. Qual é o mistério: por que um candidato a prefeito declarou que gastará R$ 4 milhões, se vai receber um salário de R$ 8 mil e será impossível o retorno do capital gasto? Não posso acreditar no que se suspeita!
Senhores candidatos, respondam-me por favor, como é esse milagre da multiplicação? Quem os está financiando, quais os grupos econômicos que estão por trás ou como acumular tamanha fortuna e colocá-la na roleta russa da política do ser, ou não ser? Por mais que penso, não consigo entender. Quantas mentiras se entrechocam. Por que não se respeita a Constituição, os poderosos ditam as regras, o dinheiro continua mandando e levando os incompetentes no poder? Cadê a democracria? O capitalismo predomina!
É humanamente impossível, diante dessa realidade, surgir alguém idealista, descompromissado de grupos econômicos e conquistar um espaço. Os milionários políticos desmoralizam o regime constitucional levados pela inconsciência e ambição pessoal.
Não se deve ficar anestesiado com falsos discursos. Estou ensimesmado, como cidadão londrinense e pagador de impostos, penso, existo e quero saber: de onde vêm os milhões para a campanha política? Até quando vamos ser enganados? Vocês vão ‘‘amarrados’’ para a prefeitura? Esperemos que a sociedade londrinense dê um basta aos maus políticos nas urnas. Se votarmos certo, cumprindo o dever democrático a situação pode melhorar.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Reserva de vagas
No debate de quinta na TV Globo, um candidato falou em implantar o cursinho pré-vestibular gratuito, para que a competição seja de igualdade para alunos que podem pagar um cursinho particular. A primeira necessidade de Londrina, em termos de vestibular, não é um cursinho gratuito e sim uma reserva de vagas da UEL para estudantes de Londrina e do Paraná, pois a citada universidade é paga por meio de recursos advindos de impostos recolhidos pelo governo do Estado do Paraná.
Mas o que observamos há alguns anos é o grande número de estudantes de outras localidades do País, principalmente do Estado de São Paulo, e que a minoria dos estudantes que conseguem entrar na UEL são paranaenses ou londrinenses. Isso nos leva a crer que a UEL não tem interesse nenhum nesta reserva de vagas, visto que, em épocas de vestibular em Londrina, tanto a cidade como a universidade enriquecem em termos comerciais como em nenhuma época do ano.
Nossos filhos fazem um, dois, três, às vezes até mais vestibulares, e acabam não conseguindo uma vaga, e a maioria até desiste, pois seus pais muitas vezes não possuem recursos financeiros para bancar cursinhos. Se a UEL separasse uma porcentagem das vagas para os estudantes de Londrina e do Paraná, acredito que esse problema seria amenizado. Afinal de contas, a UEL é realmente do Paraná?
- LISETE GAIDARJI DE MORAES, corretora de seguros, Londrina
Sugestões
Ao futuro prefeito de Londrina: nossa cidade precisa de um zoológico, porque nós queremos ver animais diferentes. Nós gostaríamos de mais parques para podermos brincar. A cidade sem poluição das fábricas ficaria mais bonita. Plantar mais árvores para respirarmos ar limpo também é importante. Assim como fazer casa para as pessoas morarem, ajudar as crianças pobres para ir à escola. É triste ver quem não tem o que comer, nem mesmo chocolate, pegando até comida do lixo. Os senhores poderiam trazer mais patos da fazenda para colocar no Lago Igapó, deixando nossa cidade mais bonita.
- ALUNOS DO PRÉ-ESCOLAR, Centro de Educação Infantil Equilíbrio em Londrina
Êxodo rural
Respondendo à carta publicada na última quinta-feira de autoria da engenheira agrônoma Rossana C. B. de Godoy, que levantou algumas dúvidas sobre o conteúdo do meu artigo ‘‘Os de cima sobem e os debaixo também’’, publicado no dia 23, gostaria de esclarecer o que se segue: primeiro, o êxodo rural é uma tendência mundial impossível de ser revertida. Portanto, é na cadeia produtiva do agronegócio e em outras ocupações desvinculadas das atividades agrícolas tradicionais, que já começam a ser encontradas as soluções relativas ao emprego, as quais deverão minorar as consequências sociais perversas produzidas pelo êxodo rural.
Segundo, a pesquisa em que me baseei foi veiculada pela última ‘‘Veja’’, e os dados são resultado do trabalho de 16 universidades juntamente com a referida revista. A título de ilustração transcrevo aqui alguns dos resultados: ‘‘Quatro em cada dez trabalhadores adultos nas áreas rurais ganham o pão hoje em atividades não-agrícolas, um crescimento de 35% em menos de dez anos. Fazendas decadentes voltaram a dar lucro, transformando-se em estabelecimentos de turismo, como restaurantes e hotéis-fazenda. Nas pequenas propriedades novas fontes de renda foram criadas pela renovação da atividades agrícola tradicional, como a criação de aves raras, animais de caça e fabricação de queijos finos. O número de donos de empresas com empregados triplicou entre 1981 e 1997, enquanto o de fazendeiros e sitiantes caiu de 10%. Os empregos sumidos são de peão de fazenda, bóia-fria e vaqueiro, que estão entre os de pior remuneração. Os novos são de motoristas, arrumadeiras, balconistas, guias de turismo, operadores de máquinas, garçons e pedreiros, que recebem salários maiores.’’ Assim, ‘‘aumentam as oportunidades e empregos fora da atividade agrícola, o que reduz o ritmo do êxodo rural e desativa o gatilho da explosão social’’.
- MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA, Londrina
Correção A Universidade Estadual de Londrina (UEL) abre na próxima segunda-feira as inscrições para o vestibular de janeiro de 2001. Elas poderão ser feitas até o dia 27 de outubro nas agências credenciados do Banestado e até o dia 29 de outubro pela Internet. Texto de ontem em Folha Cidades foi publicado de forma incompleta, sem a informação sobre a Internet.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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