Arroz de ouro
Um cientista suíço, professor da Universidade de Zurique, em colaboração com cientistas americanos acaba de criar através de transformação genética o ‘‘golden rice’’ (arroz de ouro ou arroz dourado). Ele é assim chamado porque o cereal depois de modificado adquire uma coloração levemente brilhante. O cientista suíço conseguiu introduzir na estrutura genética do arroz o beta-caroteno. O beta-caroteno quando ingerido transforma-se em vitamina A.
O arroz é o cereal mais consumido no mundo, principalmente nos países pobres. Como o arroz não contém vitamina A, 1 milhão de pessoas morrem por ano por falta dessa vitamina e outras 350 mil pessoas tornam-se deficientes visuais (dados da ONU). No Brasil, o consumo de produtos transgênicos ainda é proibido por lei. Até quando?
- GUSTAVO LESSA FILHO, Londrina
Eleições
‘‘A Câmara cumpriu seu papel quando foi chamada.’’ Essa frase parece querer explicar o inexplicável. O procurador-geral da Câmara de Londrina, respondendo a um salutar exercício de cidadania do Padre Antônio, da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, em Londrina, acaba afundando ainda mais o conceito que a população londrinense tem dessa ‘‘casa do povo’’, que deveria ser o exemplo para a sociedade.
A Lei Orgânica do Município de Londrina estabelece claramente em seu artigo Artigo 18, item XI que compete à Câmara Municipal ‘‘fiscalizar e controlar, diretamente, os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração indireta e das fundações mantidas pelo município’’. Essa competência tem vários instrumentos que a própria Lei Orgânica dispõe ao Poder Legislativo, para exercê-la. Cabe ao mesmo zelar pela conservação do patrimônio público. Esses poderes independentes só têm sentido para isso: exercer a fiscalização constante. Isso é o mínimo que o cidadão espera desses ‘‘nobres edis’’: atuação firme e honesta diariamente. E não só quando são chamados.
Não vou exagerar. O cidadão londrinense sabe que tem algumas (raras) exceções. A defesa da democracia neste País e a construção de uma sociedade mais justa e mais humana passa sim pela renovação. A maior possível. O padre Antônio está certo em pedir essa renovação.
Esse é o desejo de uma comunidade que exige o seu suado dinheiro de volta e os corruptos na cadeia. E tem o direito de cobrar, reivindicar, externar sua decepção. E nada podemos esperar de quem cumpre seu papel apenas quando é chamado! Assim, padre Antônio, sou solidário com seu desejo: renovação já.
- GILSON JACOB BERGOC, arquiteto, Londrina
Propaganda
Vem sendo vinculada pela televisão, em horário nobre, propaganda de venda de telefones pelos quais se pode falar com duas pessoas ao mesmo tempo. Parabéns à Sercomtel por mais este sucesso. Mas quero deixar meu protesto, pois a mensagem, além de aumentar a venda de telefones, o que é bom para nós londrinenses, induz o jovem ao ócio, mostra meios de não estudar, e, principalmente, ensina-o a mentir descaradamente (o pior dos defeitos). Com a palavra, os pais indignados, comitê de auto-regulamentação da televisão, sociedade organizada e responsáveis pela propaganda.
- PEDRO KRELING, médico, Londrina
Cobertura
Para nós da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) e demais entidades envolvidas na organização da Semana Nacional de Trânsito, o sucesso da programação e participação dos escolares, assim como da comunidade não seria alcançado sem a cobertura oferecida pela Folha. O espaço que foi destinado à Semana do Nacional do Trânsito fez nossa comemoração chegar aos motoristas e pedestres de Londrina e até outras cidades, ajudando assim na educação para uma trânsito melhor e menos violento, colaborando também na formação de um novo motorista, a partir da participação dos estudantes das escolas municipais e estaduais. Para as próximas campanhas educativas de trânsito, CMTU, IPPUL, Cia. de Trânsito, Detran, Bombeiros, Siate, Conselho Londrinense de Trânsito, Escola de Trânsito do DER e Carrefour esperam continuar contando com sua valiosa participação.
- MOYSÉS CARDEAL DA COSTA, diretor de trânsito da CMTU em Londrina
Revolução
É notória a mudança que os sistemas de ensino têm sofrido nos últimos tempos. As instituições de nível superior estão quebrando aquele paradigma do funcionamento apenas para entregar diplomas; estão vivendo uma revolução. A realidade tem exigido qualificação profissional, devido a era tecnológica que estamos atravessando. Cada dia mais, pessoas estão se preparando para novos desafios, sejam eles na área de informática, da economia, da saúde e do próprio ensino.
É a lei do mercado competitivo. O aperfeiçoamento deve ser constante, ultrapassando quaisquer barreiras para atingir objetivos, já que empresas exigem funcionários mais bem preparados. O perfil de um profissional para ingressar no mercado é analisado principalmente pelo centro no qual foi formado, dessa forma as universidades têm buscado aprimoramento e qualificação com sistemas de fiscalização rigorosos.
Sabe-se que empresários estão em busca de novos talentos; portanto, para acrescentar pontos no currículo, o ideal é terminar uma graduação e já ingressar em uma especialização. Além disso, candidatos com visão aberta se preparam trazendo consigo uma bagagem cultural rica, tornando-se fortes competidores para a velocidade que toma o campo de trabalho.
É comprovado que um bom curso de pós-graduação valoriza muito um profissional na hora em que ele vai procurar emprego, mas o candidato não deve se apegar apenas a isso. A continuação dos estudos também é de suma importância, o aprendizado deve ser constante. Com a implantação de grandes empresas internacionais no Brasil, o requisito básico para se disputar uma vaga é a especialização, mas a concorrência não se limita apenas a isso. Cursos profissionalizantes gabaritados têm colaborado para a atualização dos indivíduos e aumento da pontuação no currículo.
Neste contexto fica evidente a necessidade do interesse transcendental na procura de qualidade no ensino superior. Levando em conta que a visão da modernidade é outra, apegamo-nos em um forte aliado: um sistema educacional moderno vai formar cidadãos na sua plenitude, ou seja, trabalhadores preparados para os desafios do novo século.
- ZENI MENEZES DE SOUZA GARCIA, professora, Londrina
Correção
- A foto de Bruno Veronese, novo presidente do Londrina Conventions & Visitors Bureau foi publicada ontem incorretamente na reportagem ‘‘Transferência de invasores de fundo de vale é adiada’’ em Folha Cidades. A reportagem sobre o encontro de turismo rural em Tamarana está sendo publicada hoje.
- Os empresários que optarem pelo ‘‘Refis Estadual’’ no Paraná não terão isenção do pagamento de honorários referentes à execução fiscal, como a Folha informou incorretamente na edição de ontem. Na página 3 de hoje, a Folha Economia esclarece quais são os benefícios do programa.
- A fazenda da escritora Rachel de Queiroz não fica em Pernambuco e sim em Quixadá (CE). (Citação na página 6 da Folha 2 de ontem).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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