Eleições (1)
Nós, da comunidade Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, do Jardim Shangri-lá em Londrina, usamos este espaço da Folha para mostrar nossa indignação com a retirada de faixa conclamando os eleitores de nossa cidade para que no dia das eleições votem pela renovação total de nossa Câmara de Vereadores. Agindo na calada da noite, retiraram a faixa sem nossa permissão, mas isto não nos intimidada e sim nos fortalece em nossa ação, pois quem não deve não teme.
- PAULO GONZAGA, Londrina
Eleições (2)
Um dos preceitos básicos da democracia é a possibilidade da escolha de novos mandatários a cada eleição. Lembro-me que nos ensinos que recebi sobre direito constitucional, dava-se muita importância ao fato de que eleições livres sempre possibilitam a alternância no poder, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Isso é salutar na medida que faz com que aqueles que estão no poder se cuidem e façam um trabalho sério porque sabem que os novos eleitos certamente fiscalizarão o que foi feito. A perpetuação no poder, até mesmo com o malfadado instrumento da reeleição, é o caminho mais curto para aqueles que estão no poder cometam toda a sorte de desmandos.
Temos visto isso nas ditaduras tanto de esquerda como de direita. E cá para nós: que tal os segundos mandatos no nosso presidente da República e do nosso governador? É assunto para muito debate. Um coisa fica evidente: alternância no poder é salutar. Agora é hora do eleitor pensar nisso. Não mudar só por mudar. É buscar a melhor alternativa e não permitir a continuidade daqueles que, visivelmente, não souberam honrar o voto. Administração pública não é como jogo de futebol onde se diz que em time que está ganhando não se mexe. Ninguém sabe certo a que custo estão ganhando e por isso os novos eleitos podem continuar o que está sendo feito se for bom mas podem parar o que está sendo mal-feito e cobrar de quem de direito (no caso os que saem do poder).
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Eleições (3)
Embora residindo em Curitiba, tenho participado, como amiga, da campanha de Hussein Bakri para a Prefeitura de União da Vitória. Como testemunha ocular do episódio mencionado na reportagem ‘‘Cestas e remédios apreendidos acirram campanha eleitoral’’, de autoria de Valmir Dernardin e Emerson Cervi, publicada dia 22, não posso me furtar à obrigação – e ao direito – de questionar o nível de isenção jornalística.
O programa ‘‘Voz da Esperança’’, com quase dois anos na Rádio Educadora local, efetua distribuição de donativos para pessoas carentes, dentre os quais figuram, com feliz abundância (apesar de enviados, com comovente frequência, por ouvintes quase tão necessitados quanto os próprios beneficiários), mantimentos e remédios os mais diversos, sem configurar ‘‘pacotes-padrão’’ ou ‘‘cestas básicas’’. Daí o grave equívoco dos jornalistas ao repisar a expressão ‘‘cestas básicas’’ (sendo uma vez no próprio título e nada menos que três vezes no corpo do texto), antecipando, para o leitor, uma ‘‘conclusão’’ à qual sequer a Justiça Eleitoral – que investiga o ocorrido – ainda houvera chegado.
O sr. José Pires, doador do lote de medicamento ‘‘Dimorf’’ (saldo deixado por irmão canceroso, já falecido e adquirido com receita médica regulamentar), é pessoa extremamente humilde, pobre e mora num casebre, não possuindo linha telefônica ou celular, a circunstância que, ao ser omitida na reportagem (como se a existência de um cidadão pudesse ser questionada pela ausência, do seu nome, na lista de assinantes!), deixa maliciosa dúvida sobre a defesa prestada pelos dirigentes da emissora. É como declarar que os jornalistas fizeram plantão nos melhores restaurantes da cidade e não constataram a presença, do sr. José Pires, nos horários de refeição...
Faço este registro com a autoridade de quem viveu no Rio de Janeiro um dos períodos de arbítrio e repressão mais detestáveis da nossa história; e que sonhava esquecer, com a abertura democrática, os amigos que sumiram do mapa; ou aos quais a ditadura impôs eterno silêncio ou a covarde mordaça. Entendo que esse jornal deve estar atento à sutil fronteira entre o dever de informar e o engajamento político, zelando para que seus articulistas não surjam, aos olhos dos leitores, como tristes órfãos de um socialismo de opereta.
- YARA AMARAL NOGUEIRA, Curitiba
Nota de Redação – Ao contrário do que afirma a autora da carta, a Folha cumpriu seu dever de informar com profissionalismo, ética e isenção, como sempre faz. A reportagem não afirmou que o suposto doador do medicamento de uso controlado seria uma invenção da campanha do candidato, mas apenas que, pelo fato de seu nome não constar da lista de assinantes, foi impossível entrevistá-lo por telefone. A simples existência de medicamentos na emissora de rádio caracteriza uma irregularidade, já que a doação dele precisa ser, obrigatoriamente, intermediada pela Vigilância Sanitária – o que não ocorreu. Além disso, o Hospital Erasto Gaertner negou que Hussein Bakri, ou qualquer representante seu, tivesse procurado a instituição para que o remédio fosse doado, como assegurou, em entrevista, o irmão do candidato, Aref Bakri.
Semáforos
Londrina é uma cidade que nasceu sob o estigma do trabalho, da bravura e da aventura de vencer sem medir sacrifício ou revés. Enquanto alguns heróis, com facão e machado desbravavam as matas, enfrentavam perigos e plantavam o café, outros construíam pontes e usinas, erguiam as cidades, todos com o mesmo ideal, fazer deste eldorado um lugar de pujança e de orgulho para sua gente. Esta luta heróica em busca do vencer, fez com que os primeiros pioneiros não levassem muito em consideração a questão do planejamento à medida que surgiam as cidades no Norte do Paraná.
Este fato acarretou algumas dificuldades para o trânsito de hoje, visto as ruas serem estreitas e sem possibilidades de alargamento. O crescimento demográfico, somado ao crescimento assustador do número de veículos, faz de Londrina uma cidade perigosa no seu dia-a-dia. Contudo, gostaria de parabenizar o setor de trânsito pelo esforço em contornar os desacertos e procurar com novas sinalizações dar o mínimo de segurança para os moradores.
A recente mudança na sinalização da Avenida Maringá, onde foram acrescentados novos semáforos, assim como em outros lugares da cidade, trouxe para nós um alívio quando dirigimos nossos carros ou mesmo atravessamos as ruas. No entanto, gostaria de enfatizar que no afã de acertar, algumas decisões aparentam ser inadequadas. Como exemplo temos o semáforo colocado no cruzamento da Rua Astorga com a Rua Professor Samuel Moura. Acredito que este seja desnecessário uma vez que o movimento nesta rua é pouco, contrariando talvez a expectativa dos responsáveis pelo projeto de reformulação da Avenida Maringá.
Por outro lado, na saída do Jardim Hedy para a Avenida Castelo Branco, acesso à Universidade Estadual de Londrina, o movimento de carros é intenso tornando difícil o cruzamento desta avenida por não haver um semáforo ou redutores de velocidade antes do cruzamento. A reivindicação que faço, em nome de todos que utilizam estas ruas, é que tenhamos mais segurança proporcionada por uma sinalização mais eficaz. Confio na competência dos responsáveis pelo trânsito londrinense, por esta razão registro aqui minha solicitação e espero que surja alguma solução para esta questão.
- WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, Londrina
Correção
Por um erro da reportagem e da edição foi publicado ontem na página 5 (‘‘Genoino confia em crescimento’’) que Belém (PA) fica no Estado do Acre (AC).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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