O LEITOR ESCREVE
Critérios
Se presto um concurso para ocupar um cargo público, preciso me preparar muito e ser o melhor entre todos para conseguir a vaga. Se um empresário precisa de um gerente para qualquer dos departamentos de sua empresa, ele faz uma seleção e escolhe o que julga mais apto. Se, até para trabalhar como lixeiro (não menosprezando a categoria, pois a considero essencial para nossas vidas) são exigidos certos requisitos, pergunto: e para nos governar, qual é o critério?
A prefeitura, na grande maioria das cidades brasileiras, é a maior empresa que a cidade possui. Ela compra, vende, tem departamento de pessoal, financeiro, cuida da saúde, meio ambiente, constrói, tem imobilizado etc. E como é escolhido o gerente (prefeito) para essa grande empresa? E o seu conselho fiscal (os vereadores), como são contratados? A pretexto de uma falsa democracia dá-se o direito a todos de disputarem esses cargos. E, ainda mais, quando os bons se omitem sobra espaços para os piores.
O médico, o engenheiro, o dentista, o advogado, para citar alguns profissionais, eles e só eles podem exercer as respectivas profissões a despeito de toda a democracia que existe. Já passou da hora de uma lei eleitoral rigorosa exigir qualificação para alguém se candidatar a um cargo político. O vereador não tem que ser assistente social, nem o prefeito tem que ser bom de voto. Basta que sejam competentes. Este executando e aqueles legislando, e de preferência legislando sem salários.
- DIRCEU JACOB DE SOUZA, Campo Mourão
Poluição visual
Outro dia, voltando para casa deparei com uma cena que fez com que, brasileiros como eu, decepcionem-se cada vez mais com os nossos políticos. Vi um senhor e um rapaz, pagos pelo comitê de um candidato a prefeito, fixando banners de propaganda política em árvores e postes públicos, que, além de crime eleitoral, cria uma poluição visual. Quando se aproximaram da minha residência, conversei com o senhor que se mostrou desinformado que aquilo infringia as leis eleitorais. Agora, seguindo esta lógica eleitoreira, até onde o nosso candidato, se prefeito, usaria pessoas (iletradas ou não) para atingir seus objetivos pessoais?
- HELISSON RICARDO RUFO COUTINHO, estudante, Londrina
Seguro
Fiquei surpresa ao ler a notícia Seguro deixa família indignada, publicada dia 16, relatando que a Seguradora Gralha Azul nega o pagamento do seguro obrigatório à família de Moacyr Ubirajara de Oliveira, de 80 anos, que morreu vítima de atropelamento no dia 25 de maio. A seguradora alega o fato que a vítima havia ultrapassado a expectativa de vida média do brasileiro que é de 65 anos. Agora pergunto: quanto vale uma vida? Será que nossa vida vale somente até chegarmos ao 65 anos? Por que este preconceito? O idoso não tem muito direito mesmo, mas somente enquanto a sociedade o discriminar assim e não fazer nada para mudar este quadro. Para esclarecer, temos a Lei 8.842 de 4/1/94 que dispõe sobre a política nacional do idoso, e o Decreto nº 1.948 de 3/7/96 que regulamenta a Lei.
Mas, de que vale uma lei se não é respeitada, se a sociedade desconhece. Pelo que percebemos não é de interesse do próprio governo que a população venha tomar conhecimento de seus direitos para que não ocorra questionamentos e pressão na operacionalização desta. Portanto no caso do seguro obrigatório foi uma surpresa, acreditamos que não importa a idade que tenhamos, ainda somos humanos, ou não? E como tal nossa vida é importante e o direito à vida é fundamental. Não está certo avaliar uma vida pela expectativa média de um povo. Isso é menosprezar a longevidade do brasileiro. Sabemos que em 1996 em nosso município tínhamos 34.503 pessoas maiores de 60 anos, portanto não será raro pessoas como Moacyr chegarem ao 100 anos com perfeita saúde.
Agora me respondam o que devemos fazer para acabar com o preconceito desta e de outras seguradoras, dos planos de saúde, do sistema de financiamento para moradia... Será que vamos ler as notícias e ficar de braços cruzados esperando que alguém faça alguma coisa? Está na hora do idoso lutar pelos seus direitos para ser valorizado e respeitado por toda a sociedade e assim continuar sendo cidadão.
- CLAUDINÊS SCHINCARIOL PEROZIN, assistente social, Londrina
Melhores condições
Sobre a notícia Mulher falsificava documentos para vistos americanos, publicada dia 21, acredito que se no Brasil nos dessem condições não precisaríamos gastar as economias ou vender nossos bens para fugir das dificuldades. Digo isso porque sei o quanto trabalho e o que recebo nem faz cócegas no meu orçamento. Se tivesse melhores condições iria embora desse País. Conheço lá fora e gostei do que vi. E que Jesus abençôe quem consegue um visto e passa pela alfândega americana. Isso é uma bênção vinda dos céus. Aqui, somente com falsificação consegue-se chegar a algum lugar. Não que eu seja a favor do estelionato. Será que conseguiria um visto americano dizendo que sou pobre, divorciada e com filhos menores, trabalho como garçonete e moro numa casa que pertence à Cohab? Quem sabe não ficam comovidos e me forneçam o visto. Nosso País não dá condições boas de vida. Somos um povo trabalhador, mas quem tem vez são os nossos políticos com suas falcatruas.
- SILVANA MARCOLINO FURTADO, Londrina
Bandeira nacional
Quem passa pela esquina das avenidas Maringá e Tiradentes (Colégio Marista) irá presenciar um gesto patriótico de suma e vital importância para todos os brasileiros. Ali se encontra um mastro com aproximadamente 30 metros, e a nossa bandeira em tamanho gigante, tremulando hasteada no pico do mastro, divulgando e demonstrando nosso símbolo maior. Resta-nos conclamar as autoridades que copiem a idéia para os prédios públicos, colégios, praças públicas etc. Sem dúvida, todos os londrinenses se sentiriam mais orgulhosos com esta demonstração cívica nos quatro cantos da cidade. Parabéns ao Colégio Marista pelo belíssimo trabalho, demonstrando a grandeza de nossa Nação, através da nossa bandeira num dos pontos mais alto da cidade.
- ANTONIO SAMPAIO ANDRADE, Londrina
Museu
Ontem o Museu Paranaense, em Curitiba, fez aniversário. Fundado em 1874, o museu já teve seus momentos de brilho, principalmente nos primeiros dois terços de sua história. Recentes reportagens nos principais jornais do Paraná nos dão conta do lastimável estado das instalações. Uma visita nos evidenciará da completa inadequação do prédio. Já a organização do acervo e as tentativas de ambientação (por mais que demonstrem o esforço e abnegação de funcionários), armam o discurso da indigência a que são submetidas nossas tradições. Neste ano, não temos nada a comemorar. Talvez apenas as traças comedoras de documentos históricos possam estar felizes.
- JOSÉ ÁLVARO DA SILVA CARNEIRO, Curitiba
Correção
Diferentemente do que foi publicado na reportagem Cidades-gêmeas misturam a campanha, na página 5 do Primeiro Caderno (Política), da edição do último sábado, o nome correto do prefeito de Porto União (SC) e candidato à reeleição é Eliseu Mibach.
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