Promessas
Ainda faltam alguns dias para as eleições municipais e até lá teremos que dispor de muita paciência para enfrentar e suportar todas as propostas e promessas dos candidatos no horário de propaganda eleitoral gratuita. Questiono-me se todas aquelas propostas e promessas são passíveis de serem cumpridas, pois com tantos benefícios prometidos, tais como, descontos nos impostos, passe livre nos transportes, remédios subsidiados pelo município, construções de escolas, creches e asfalto nas ruas de todos os bairros das cidades etc. Isso me parece um tanto utópico. Será que vai haver dinheiro para tanta coisa? Ou será mais um artifício usado em época de eleições?
- WALTER ABOU MURAD, biomédico, Londrina
Abandono
Há muitos anos a comunidade dos bairros próximos ao Sesc-Aeroporto, em Londrina, vem solicitando aos vereadores e ao prefeito o asfaltamento de 120 metros da Rua Newton Braga, que faz fundo com o Sesc e os hangares do aeroporto. Por esta rua passam muitas pessoas o dia inteiro que deparam com uma paisagem nada agradável, pois ali tem sido um enorme depósito de lixo e animais mortos, além de ser esconderijo para infratores, causando um enorme desconforto aos moradores dos bairros e das empresas ali instaladas.
Fica neste pedido próximo ao momento decisivo da hora do voto, não uma troca de favor, mas uma ação simples e de grande valor humano e eficaz ao meio ambiente. Não podemos continuar observando o desconforto desta paisagem como se fôssemos meros espectadores, e sim como parte ativa deste processo, afinal um minúsculo grão de areia ajuda a construir o universo. Precisamos escolher nossos candidatos e suas propostas, analisando se os mesmos respeitam as condições essenciais de vida em seu âmbito global. Interagir com a comunidade nos bairros, transformando o cenário de carência em bem estar, é uma forma de contar desde já com o apoio nos bairros em evidência a esta solicitação.
- JOÃO FREDERICO DOS SANTOS GORLA, professor, Londrina
Televisão
Sou pai de duas filhas, uma de 11 anos e outra de 4 anos, e não escondo minha revolta aos marketeiros da imagem televisiva. Estou preocupado com a programação da televisão, pois ninguém respeita mais ninguém. Outro dia resolvi assistir com minhas filhas televisão à tarde e fiquei abismado com a programação apresentada que continha cenas de violência e assuntos relacionados ao sexo não orientativos e sim expressando a liberdade sexual sem compromisso, sem critérios, uma verdadeira vergonha. Isso sem falar na programação aos domingos que faz de tudo para obter a audiência. Onde vamos parar? Será que ninguém vai fazer alguma coisa? Onde estão os políticos que elegemos e o que estão fazendo? Espero que dispertem para o problema e façam leis urgentes que proibirem este tipo de programação que destrói as famílias dignas e de bem.
- PEDRO BATISTA MARTINAZO, Cascavel
Olimpíadas
Os australianos podem não estar colecionando as medalhas que esperavam nas Olimpíadas que promovem. E, mesmo com as derrotas de seu torpedo Ian Thorpe – o nadador que falou demais antes do tempo – ainda há um orgulho na população com esse evento que começa na imprensa e termina nas torcidas que lotam os modernos estádios de Sydney. O orgulho, porém, assim como a potência das braçadas de Thorpe, tem limites. No jogo em que a Seleção Brasileira de futebol feminino derrotou as australianas por 2x1, na noite da terça-feira australiana, um homem nu desmoralizou a segurança, que também era orgulho de todos.
Mas, a rigor, a tal segurança nestes Jogos Olímpicos já havia sido reprovada, quando uma ambulância não conseguiu prestar socorro à triatleta Mariana Ohata, que sofreu uma queda na prova de ciclismo. Foi uma falha tão grosseira que o próprio Comitê Olímpico Internacional se desculpou junto ao Comitê Olímpico Brasileiro.
Afinal, se um atleta não está seguro do socorro que está a seu serviço, quem pode confiar no restante do sistema? Pois até um ilustre branquela nu correu à vontade pelo campo de futebol, sob os aplausos da torcida e a vaia da crônica internacional. Imagine se o aventureiro – desejoso de se exibir frente às câmaras do mundo – fosse um terrorista? Em que situação estariam os organizadores dos jogos de Sydney? O que ainda resta do tal espírito olímpico, com certeza, iria pelos ares.
Que um cachorro invada um campo de futebol no Brasil é normal. Que um torcedor apaixonado consiga pular o fosso do Maracanã para abraçar o seu ídolo, tudo bem. Mas um homem pelado – há algo que chame mais a atenção? – burlar a segurança de uma área de competição olímpica mostra, de forma escancarada, a fragilidade do esquema australiano. Pior, demonstra como a integridade dos atletas, principalmente esses, está ameaçada. Nas Olimpíadas dos homens rápidos, na água e nas pistas, os organizadores ainda não aprenderam como tornar mais segura a vida de quem faz esse espetáculo, os atletas.
- JOSÉ CRUZ, jornalista, Brasília
Clareza
Não se encontra na imprensa brasileira, amiúde, mesmo porque não há necessidade, o ‘‘paulista’’ Rubens Barrichello, o ‘‘paranaense’’ Maurício Gugelmim, o ‘‘gaúcho’’ Érico Veríssimo, a ‘‘sul-matrogrossense’’ Luiza Brunet, o ‘‘catarinense’’ Guga, etc. Assim sendo, que tal esse jornal seguir a mesma linha quando se tratar dos irmãos Rodrigo e Ricardo Sperafico? Além do que, a bem da verdade e da clareza, os gêmeos somente nasceram em Toledo. Rodrigo e Ricardo Sperafico passaram a infância e parte da adolescência residindo, juntamente com a família, em Amambaí (MS), de onde saíram já para serem conhecidos no Brasil, da América do Sul, e em breve, em grau muito mais elevado, no mundo todo. Os brasileiros Rodrigo e Ricardo Sperafico ainda nos darão muitas alegrias.
- CARLOS ROBERTO ALVARENGA, comerciário, Amambai (MS)
Primavera
É primavera, o verde da esperança toma conta da cidade. Paira um ar de festividade em toda gente. Há ipês floridos em várias cores: rosa, branco, amarelo-ouro, que se erguem para o alto, na gratidão dessa beleza Àquele que os criou. Se o vento os agita, as pétalas multicores, vão forrando as calçadas esburacadas, e quem sabe, envergonhadas, e por amor a essa terra, acarpetam todo o chão...
É primavera! Os jardins estão floridos, bem como os nossos corações, à espera, de melhores dias, de justiça, de paz, e prosperidade. Há, sim, um novo alento, algo que nos anima, uma fé, uma crença em Deus, nos homens que honram a terra aonde nasceram, o país em que vivem, o lar que construíram, que colhem o que semeiam com garra, com suor, com a dignidade, e o respeito que têm para si mesmo, e para com os outros. Londrina vai crescer, florescer cada vez mais linda, e na próxima primavera, com admiração, com olhos de amor, vamos fitá-la: benditas sejas terra-coração!
- IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina
Correção - Pessoa identificada na Folha2 de ontem, página 3 de quinta-feira como o ex-senador Nelson Maculan é o ex-secretário de Educação e Cultura do Paraná Lauro Rego Barros.
- A sigla do Banco Mundial é Bird e não BID como foi publicado na capa de ontem da primeira página.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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