O LEITOR ESCREVE
Apareça, Lalau
O juiz aposentado e foragido Nicolau dos Santos Neto andou dizendo, por outras pessoas, que só apareceria caso sua prisão preventiva fosse revogada. Pois bem, então apareça Nicolau, pois sua prisão estará suspensa, nos termos do artigo 236 do Código Eleitoral, desde 5 dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, sendo vedado a qualquer autoridade prender ou deter eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto.
Como a situação do famoso fugitivo não corresponde a nenhuma das hipóteses acima ele pode aparecer para realizar seu direito constitucional de voto, inclusive concedendo coletiva à imprensa ou até depondo na Polícia Federal, não podendo ser preso. Aliás, o artigo 298 do CE prevê como crime eleitoral (com pena de reclusão de até quatro anos) a conduta de deter eleitor com violação ao disposto no artigo 236.
- FABIANO BORDIGNON, funcionário público, Curitiba
Poluição sonora
Tenho percebido que a maioria (salvo honrosas exceções) dos músicos, DJs e os responsáveis pelo ajuste do nível sonoro dos instrumentos musicais em shows, discotecas, clubes, comícios, cinemas e até mesmo em igrejas, estão perdendo progressivamente a sensibilidade auditiva. Enquanto em países de primeiro mundo os conjuntos musicais buscam oferecer qualidade, aqui se prima pela quantidade. O resultado é via de regra som com volume absurdamente elevado e extremamente desagradável e danoso ao ouvido humano. Pesquisas internacionais mostram que níveis acima de 85 dB(A) ou seja decibéis medidos com filtro A por longas exposições, não são recomendados, pois além de tornarem o local indesejável para a maioria das pessoas otologicamente sãs, podem afetar a audição, provocar irritação, dores de cabeça, dificuldade de concentração, zumbidos, outros danos.
Da mesma forma que para evitar a poluição sonora, há normas que limitam o ruído máximo de carros de passageiros em 84 dB(A) e veículos de carga até 185 c.v. em 89 dB (A), deveria haver legislação e fiscalização quanto ao cumprimento da exposição ocupacional máxima permitida. Há shows, como um recente num clube tradicional de Londrina, onde por certo se ultrapassou a casa de 100 dB(A)! E ninguém fez nada, apesar das inúmeras queixas na saída. Ou seja, tal indiferença e passividade, está ensurdecendo os jovens. Se nenhuma providência de conscientização for tomada, quanto a tal poluição acústica, cada vez mais se observará jovens de por exemplo, 18 anos da cidade, ouvirem menos que pessoas idosas de 70 ou mais anos do campo. Com a palavra, os médicos especialistas.
- MÁRIO JORGE O. TAVARES, especialista em telecomunicações, Londrina
Combustíveis
Como revendedor de combustíveis da região de Londrina, gostaria, se isso for possível, de um esclarecimento por parte de Rubens Frederico Dalmann e Vilson Primo Dalla Costa (citados na reportagem da Folha Economia no último dia 20). Os preços médios de venda de combustíveis na nossa região na faixa de R$ 1,49 para a gasolina, R$ 0,89 para o álcool e R$ 0,708 para o diesel. Segundo declarações de Vilson, a Cotrilon irá revender esses combustíveis com redução de custo de 35% ou seja, gasolina a R$ 0,968/litro, álcool a R$ 0,578/litro e óleo diesel a R$ 0,460/litro. Visto que será a Petrobras quem fornecerá os combustíveis para a cooperativa, é de sumo interesse meu, e de todos os revendedores, saber, porque a Petrobras, única fornecedora de combustíveis refinados no País, não faz os mesmos preços para todos os revendedores, ou pelo menos para os postos da Rede BR.
Afinal, se existe uma mágica, todos nós gostaríamos de saber qual é, para assim, não ajudar só 1.800 pessoas, mas toda a população que vive na Região Metropolitana de Londrina, que é de aproximadamente 1 milhão. Ainda me cabe uma dúvida, pois esses seriam preços finais para o consumidor da cooperativa. O preço que a Petrobras vai vender para ela tem que ser inferior, visto que, existiram funcionários para se pagar, eletricidade, IPTU, água e todos os impostos inerentes desse ramo de atividade. Como? Qualquer distribuidora compra um litro de gasolina, seja na Refinaria de Araucária ou na de Paulínea por R$ 1,28, e repassa para o varejista por preço não inferior a R$ 1,34/litro. Isso no caso da gasolina. Os outros itens tem suas margens ainda mais inferiorizadas.
Gostaria que esse jornal descobrisse esse segredo, pois será com grata satisfação que usaremos o mesmo artifício para diminuir nossos preços, vender mais, e assim ganhar no giro do produto. Mas como é de se duvidar muito, os senhores citados não terão qualquer esclarecimento a fazer, pois se tratam de falácias, mentiras essas que se juntam a tantas outras divulgadas sobre nosso ramo de atividade. Mas caso se concretize, e realmente esses preços sejam verdadeiros, nós revendedores, buscaremos a mesma fonte, com os mesmos preços, para que não só uma cooperativa seja beneficiada, mas toda a população.
- LUIZ CARLOS PIELAK, Londrina
Rogério Romero
Parabéns nadador Rogério Romero, filho de Londrina, orgulho de sua terra, de sua família, de seus amigos, orgulho principalmente de sua mãe que sempre foi sua incentivadora número um. Você conseguiu o que queria, graças a sua força de vontade, sua perseverança, sua garra e a uma qualidade que poucas pessoas que alcançam o sucesso conseguem manter: a humildade. Você é um orgulho para o Brasil vovô da natação repetindo as palavras de um repórter. Você é até agora o único atleta brasileiro a participar de quatro Olímpiadas e chegar às finais, não importando o lugar que você chegou e sim que chegou. Que Deus continue te premiando com muitas vitórias e conquistas. Você é nosso orgulho e será para sempre o nosso eterno campeão.
- CINTYA APARECIDA CAMPOS AOKI, Londrina
Walmor Macarini
Finalmente, uma reação genuinamente londrinense, orgulhosa, forte, valente, uma voz que expressou com clareza e sensatez o brio de todos nós que nesta querida cidade nascemos, vivemos e trabalhamos (Londrina não está no caos, artigo publicado dia 14). Em nome de uma grande maioria, o jornalista defendeu essa Londrina que se fez do trabalho, da simplicidade e da honestidade de sua gente. E que extensa lista de coisas boas, positivas e bonitas ele encontrou no chão londrinense, no céu londrinense, no povo de uma cidade que apesar de jovem, é madura, consciente, responsável no abrigo seguro que oferece aos que nela confiam.
Qualidades que não foram e nem serão deslustradas por episódios políticos extemporâneos, que não caracterizam o seu cotidiano, nem seu povo. Acompanhamos de longa data seus artigos e queremos parabenizá-lo por este magnifíco duelo verbal que lavou a honra de Londrina no tom destemido de quem como todos nós, ama essa cidade, plantando no seu chão profundo a semente perene de nosso trabalho. E é só isso que Londrina precisa...!
- MARCO ANTONIO LAFFRANCHI, chanceler da Universidade Norte do Paraná (Unopar)
Correção - O editor de Londrina de Folha Cidades cometeu equívoco grave ao grafar a palavra fraudar com a letra L, no texto de introdução da reportagem Ensacadores travam batalha sindical, publicada na página 1 do caderno de ontem.
- Na legenda da foto da notícia Fezes de cães preocupam Saúde (Folha Cidades de ontem, página 2) a palavra zoonose foi grafada errada.
- O número correto do primeiro prêmio da extração 03489 da Loteria Federal é 04.376. A numeração incorreta, publicada na edição de ontem, página 8, foi fornecida pela Agência Folha.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





