O LEITOR ESCREVE
Eleições (1)
Oportuna a carta Analfabeto político enviada pelo leitor Vilson Antonio Romero, publicada na edição do dia 15. A campanha eleitoral começou há algum tempo e você, caro leitor, quer queira ou não, é parte desse processo. A cidade está como está justamente por vivermos fazendo de conta que o problema não é nosso. Frases do tipo quem entrar lá vai roubar ou político é tudo igual, não vou votar em ninguém passaram a ser comuns. Afinal, é muito mais fácil dizer que o problema não é nosso.
Li certa vez o seguinte: Político pilantra não dá em árvore nem cai do céu. Ele nasce do voto. Logo, é bom ir pensando em quem você vai confiar para dirigir nossa cidade. Opções não faltam e, já que todos falam que suas vidas são um livro aberto, aproveite isso. Pesquise, pergunte, analise. Veja a história de cada um, vasculhe sua vida profissional, pessoal, o que você puder. Caráter não se consegue de um dia para o outro.
Quanto aos vereadores, a coisa é bem mais simples. Será que devemos continuar votando naqueles de sempre, conhecidos na cidade inteira, que têm um programa de rádio ou televisão, falam bonito, dão um monte de brindes na campanha ou devemos mudar, votando naquele que é do bairro, que sabe da falta de um posto de saúde, da falta de um ônibus ou asfalto? Também podemos descobrir que o nosso candidato a vereador já fez em prol de nossas escolas, igreja, praça, enfim, da nossa comunidade. Isso mesmo, nossa comunidade. Pois se ele não puder trazer todas as benfeitorias que nosso bairro necessita, pelo menos poderemos cobrar dele dignidade quando alguma votação polêmica estiver sendo realizada.
Selecione, e desde já coloque na sua cabeça: ninguém faz milagre. A eleição está próxima, mas ainda dá tempo de ouvir o que cada um tem a dizer e avaliar o que disso poderá ser cumprido ou não. Mas vote. Se está insatisfeito, mostre isso nas urnas. E se acha que nada do que escrevi lhe serve, responda-me rápido: em quem você votou para vereador na última eleição?
- MARCOS ROBERTO MARQUES, Londrina
Eleições (2)
Estamos vivendo o período eleitoral e precisamos defender o nosso País dos maus políticos. Cuidado com as promessas daqueles que só aparecem e te conhecem na época da eleição, daqueles que não têm compromisso com o povo. O voto é a arma que permite promover mudanças. Precisamos analisar, refletir e estar informado. Valorize seu voto, ele não tem preço, porque é ele quem vai determinar o nosso futuro. O voto tem uma fundamental importância, e através dele é que vamos eleger nossos representantes que vão governar a nossa cidade, e precisamos ter consciência disso. O voto inconsciente pode trazer quatro anos de sofrimento. Sendo assim, analise bem seu candidato, para que depois não sofra as consequências.
- VANDERLEI DE LIMA e MARIA ANIDEJE DE MELLO, Londrina
Estrada do Colono
Com a jornalista e ambientalista Tereza Urban na direção da Redação esperamos que a Folha não perca o bom senso e a ética quanto à Estrada do Colono, inclusive publicando esta curta carta na íntegra. A população quer a estrada aberta, os políticos os eleitos democraticamente querem também, e só ambientalistas românticos ainda insistem em fechar uma estrada histórica, talvez uma das mais antigas da América, que foi usada como ramal do Caminho do Peabiru, pela Coluna Prestes e pelos migrantes gaúchos que colonizaram aquela região.
Muitos parques no mundo são cortados por estradas, e o envolvimento das comunidades vizinhas com a estrada é a melhor forma de fazê-las parcerias da conservação do parque, mas os ambientalistas estão impedindo isso com seu poderoso mais inútil lobby, pois contra o povo unido, nem mesmo a força. E, se o parque perder o título de Patrimônio da Humanidade, outorgado pela ONU, pior para a ONU, que também precisa no caso de revisar sua postura.
- DOMINGOS PELLEGRINI, escritor, Londrina
Linha 201
A respeito da carta sobre a linha 201 Califórina, da psicóloga Nina Graça de Oliveira Cardoso, publicada ontem nesta seção: a linha 201 atualmente conta com quatro carros com frequência de 12 a 13 minutos em horário de pico. Fora do horário de pico, a linha 201 é servida por três carros com frequências de 16 a 17 minutos. Atendendo solicitação da Associação dos Moradores, a diretoria de Transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) apenas inverteu o sentido do itinerário de um dos carros, deixando outros dois no sentido original, sem alterar a tabela de horário.
- PAULO PEREIRA DA SILVA, assessor de imprensa, Londrina
PUC
Estou escrevendo para expressar minha indignação a respeito de uma carta publicada nesta coluna no último dia 16. A carta de Gustavo Lessa Filho é, no mínimo, um grande equívoco. Gostaria de receber alguns esclarecimentos a respeito da instalação da PUC em Londrina. Por que a referida universidade necessita da doação de um terreno? Por acaso ela é uma universidade pública? Será que o dinheiro do Vaticano e das mensalidades absurdas cobradas pela PUC não são suficientes para a aquisição de um terreno? Por que Londrina precisa de mais uma universidade privada? Será que os estudantes de maior poder aquisitivo já não estão dentro de uma universidade? Ou será que a PUC promoverá cursos gratuitos para suas gerações futuras? Última pergunta: por que não mobilizar empresários, políticos e toda a sociedade para salvar e ampliar a capacidade do ensino público gratuito e, principalmente, de qualidade?
As comparações feitas por Gustavo com a América do Norte foram um tanto quanto infelizes. Se Nova York possui 125 universidades é o mínimo que se pode esperar de uma das cidades mais ricas do mundo e que também se encontra no país mais rico do mundo. As verdades pregadas pelo presidente Bill Clinton estão muito aquém da nossa realidade. Além do mais, eu não vejo qual seria a vantagem de todos os brasileiros possuírem um diploma universitário. Primeiro porque não haveria mercado de trabalho para todos e, para sua informação, nem todos os habitantes da Europa e dos EUA frequentam uma universidade.
O vestibular não é um episódio triste somente em Londrina. Aliás, não há nada de triste no vestibular. O que é triste é essa pressão sobre os jovens que são obrigados a frequentar cursinhos, a entrar em cursos universitários dos quais não gostam, simplesmente para satisfação dos pais ou da sociedade. Talvez seja por isso que muitos abandonam as salas de aula para dedicarem-se a outras atividades. Que o governo invista no ensino público e gratuito. Universidades pagas que gerem seus próprios recursos.
- JAMES CIMINO, estudante, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





