O LEITOR ESCREVE
Manobra
Indignado ficou o jovem universitário de Londrina, ao ler no Informe Folha do dia 15/9, em que o candidato Farage Kouri, numa manobra política, saiu em defesa dos estudantes da UEL, dizendo que se desculparia em nome do candidato Luis Carlos Hauly por uma colocação malfeita por este; pois bem, admira-me um candidato de tão bonzinho que nem o dr. Farage se desculpar por uma colocação de um candidato a prefeito que foi mal interpretado e quis com isto valorizar, fato que deveria fazer em relação ao ex-prefeito de Londrina que é acusado de desvios de verbas, tráfico de influência, corrupção passiva entre outras. Deveria o dr. Farage se desculpar, como ele próprio diz, uma carta ao estudante da UEL, se desculpando pelo seu aliado político sr. Antonio Belinati que este sim deveria vir a público e explicar os desvios de dinheiro público já levantados pelo Ministério Público e que até agora não foram descobertos e onde foram parar estes recursos.
- JOÃO HENRIQUE MORAES GIRALDES, estudante universitário, Londrina
Conscientização
Começou a corrida, mas quem será que vai chegar na frente. Enquanto isso usam de todas as artimanhas para agradar o eleitor. É carro de som, santinhos, panfletos... sem contar como os candidatos ficam educados nesta época, se lembram de todos, até brincam com as crianças. Espero que a consciência de muita gente não fique atordoada a ponto de correr o risco de esquecer quem é quem, ignorar a história, esquecer o passado. Afinal o que queremos? Mudança ou continuação do que aí está.
Toda mudança trás o novo e o novo dá medo, insegurança, mas se não mudamos não sabemos como é. E daí vamos entrar nesta luta pela mudança e transformação. Entre no nosso barco, o nosso leme é a esperança. Quem perde a esperança está morto e morto não tem porque lutar. Temos que acreditar e nos unirmos. Não precisamos sair gritanto pelas ruas, nem discutindo e brigando. Quem faz isso nem sempre está convicto do seu candidato, mas o defende por motivos particulares. Voto não tem preço, tem consequências.
Não devemos votar em candidatos que fazem assistência social, forneçam óculos, cadeira de rodas, dentaduras, etc; que removam doentes com serviço de transporte em ambulância; que ofereçam consultas médicas, remédios em troca de votos; que forneçam materiais de construção; que cedam ônibus para passeios e outras necessidades de grupos de eleitores; que enganem o eleitor utilizando-se dos serviços públicos para fornecerem benefícios como se fossem doados por eles; que transportem eleitores para transferência de títulos e para votar. O voto secreto é um instrumento de justiça. A caminhada até primeiro de outubro deve ser de empenho e conscientização. Pois, a pior maneira de fazer política é não participando.
- ROBERTO RIBEIRO DOS SANTOS, Leópolis
Presos
Vi no Jornal Nacional (vi mesmo, sou surdo) que um preso custa R$ 1.300,00 para o governo. Garanto que 95% da população carcerária é composta por quem não ganhava este valor para a própria subsistência. Em vez de se gastar esse montante, o governo deveria dar condições para que eles ganhassem ao menos a metade do que custam para a sociedade. No Brasil, ao contrário do ditado popular: é preferível remediar do que prevenir.
- MARCIO DICESSAR BENASSI, Sertanópolis
Telefone celular
Plagiando Marshall McLuhan, profeta das comunicações, hoje o telefone celular é um prolongamento do organismo. Como todas as tecnologias modernas, os benefícios gerados pelo aparelho celular nas comunicações interpessoais são imensuráveis, porém, se estiver ligado e tocar em horários e locais impróprios, durante a missa ou em hospitais, onde há pacientes convalescendo, por exemplo, ele distrai, atrapalha, aborrece. Por isso, os aparelhos de comunicação sem fio facilitam a vida das pessoas, mas, se não forem utilizados de forma adequada, podem interromper, atrasar ou prejudicar a recuperação do enfermo, quebrar a concentração nos momentos de oração, comprometer a qualidade de assistência à saúde. Tudo é questão de bom senso e respeito ao próximo.
É importante ficar claro que esses inventos extraordinários universalizaram as televivências, libertaram o homem de tantos momentos de solidão, aboliram aparentemente o tempo e o espaço. Não há sentido viver sem as tecnologias de origem elétrica e eletrônica, pois elas auxiliam na democratização do saber, do desenvolvimento das ciências, da participação humana. O que se deseja é que esses fantásticos meios de comunicação, como a telefonia fixa, celular, rádio, televisão, computador, Internet e tudo o que está por vir produzam conforto, sossego, segurança, bem-estar, soluções úteis e, mais ainda, promovam o bem comum.
- Irmã LOURDES MARGARIDA THOMÉ, Curitiba
Zoológico
A Prefeitura de Curitiba, leia-se Urbs, desconsidera os usuários de parcos recursos frequentadores do zoológico do Boqueirão. Nos finais de semana os coletivos transitam superlotados e em alta velocidade nas precárias ruelas que dão acesso ao zoológico. É uma falta de respeito ao cidadão humilde e trabalhador. Já para os burgueses, turistas e privilegiados existe a bela e formosa linha Pró-parque uma jardineira. Quanta desigualdade no tratamento de nossa gente!
- CÉLIO BORBA, Curitiba
Existência
Os conhecimentos científicos e tecnológicos superaram há muito tempo os ensinamentos arcaicos dos ditos Livros Sagrados. Vivemos num mundo dinânico e moderno. Devemos aproveitar, da melhor forma possível, cada instante de vida, efêmera. Não há como descrever precisamente a vida. A complexidade é tamanha que filósofos e/ou cientistas procuram sua essência.
É tempo de ajudar a humanidade; mostrando-lhe que a vida, digamos, é um fenômeno fantástico; libertando-a da grande farsa de vida melhor ou pior após a morte. A morte, cessa tudo. Pode-se aprovar cientificamente o fim da vida. Pregadores religiosos são espertalhões, cultivam as religiões como meio de vida.
A realidade, percebida pela lógica e pela razão, mostra com clareza que religões não conduzem a lugar nenhum. Seguir religiões é um vício como outro qualquer. As pessoas sofrem imposições psicológicas e tornam-se dependentes, bitoladas. Existem religiões para todos os gostos, nos quatro cantos da Terra, há milhares de anos, porque os homens são carentes e vivem, ainda, na escuridão da ignorância ou na clareza da hipocrisia.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Honra ao mérito
Envio meus cumprimentos ao sr. João Milanez pela justa e merecida homenagem que será prestada pelo Sindicato Rural Patronal de Astorga, com a outorga do Título de Honra ao Mérito.
- EDUARDO FRANCISCO SCIARRA, secretário da Indústria, Comércio e do Desenvolvimento Econômico, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





