O LEITOR ESCREVE
Moralidade
O padre mencionado na carta Eleições, publicada nesta seção na edição de ontem 12 de setembro, não é um padre pertencente ao Movimento pela Moralidade. Trata-se do legítimo representante da Igreja Católica junto ao grupo que luta pela moralização na administração pública em Londrina. Seu trabalho e empenho têm levado a uma progressiva conscientização da Igreja e da sociedade e provocado mudanças sociais e políticas que se faziam urgentes em nossa cidade. A autora desconhece a índole do padre em questão e ignora seu trabalho recente em prol da dignidade dos londrinenses, ludibriados pela administração municipal cessante.
Em nenhum momento este padre colocou faixas ou cartazes ou se aproveitou do púlpito para politicagens estranhas à sua conduta. Sua noção de Igreja e de cristianismo o levam a ultrapassar as fronteiras que em muitas mentes ainda existem, em relação à postura da Igreja Católica. Fé e vida, oração e ação, denúncia e anúncio... são os critérios que sempre orientaram o padre Manuel Joaquim.
O Movimento pela Moralidade na administração pública, em nenhum momento foi usado, e se o sacerdote apóia algum candidato, o faz como cidadão consciente, tendo seu direito consagrado na Magna Carta. Outrossim, lembramos que sua participação nesse organismo de conscientização e luta lhe trouxe dissabores pessoais que mereceram a solidariedade de seu arcebispo e colegas de trabalho, bem como dos seus fiéis. Quanto à renovação da atual Câmara, Londrina saberá dar a resposta àqueles que não fizeram jus ao papel que receberam da população e se humilharam perante veladas ameaças.
- CÉLIA GUERRA, assessora de imprensa da Arquidiocese de Londrina
Combustível
Nosso país e boa parte do mundo estão vivendo mais uma vez a crise do petróleo. Medidas de emergência estão sendo tomadas, com apelo aos responsáveis pelo maior volume de ouro negro produzido no mundo todo. Ao que parece, estão atendendo, mas a solução não virá imediatamente. Fatores alheios à vontade dos produtores mundiais condizem a amenização do problema para daqui a mais alguns meses. Enquanto isso, o preço por barril de petróleo continuará além dos US$ 30. Não faz muito tempo, talvez um ano, que seu valor oscilava entre US$ 11 e US$ 14.
Para que essa crise não se repita indefinidamente, cabe uma ponderação séria voltada para a indústria automobilística: de uns tempos para cá, a tecnologia tem avançado de maneira espantosa, em todas as áreas do conhecimento humano, mas parece que o setor de automotores não engatou a marcha condizente com a velocidade da tecnologia do setor, enquanto a utilização das fontes de energia que impulsionam as máquinas da humanidade.
Tem-se a nítida impressão de que grupos, ligados ao setor automotivo, não têm o menor interesse que o ritmo da tecnologia se harmonize com as reais necessidades que se tem de impulsionar o mundo das máquinas. De há muito que poderíamos estar dirigindo veículos com o dobro do rendimento atual, com consumo 50% menor.
Só que isso não acontece porque do outro lado estão os produtores energéticos, no caso do petróleo, que buscam inverter os fatores de rendimento em favor de uns poucos, que se tornam os mais ricos com as mãos nas rédeas do monopólio. O bom uso da tecnologia, em busca do melhor rendimento com menor dispêndio faria um bem enorme à humanidade que ainda depende e muito da locomoção sobre quatro rodas. Confiamos ser este um dos caminhos entre tantos outros que a tecnologia alcançará para amenizar e reduzir a escassez provocada pelo consumo indiscriminado da maior fonte de energia mundial.
- BOANERGES DE OLIVEIRA, professor, Londrina
Pobreza
Cada vez mais, o que se observa globalmente é um aumento crescente da pobreza, consequência do desemprego e a desigualdade da renda entre os países, gerando uma grande nuvem negra e pondo em risco a segurança do Planeta. Podemos acompanhar diariamente nos jornais que as instituições internacionais, estão visando como um todo, um discurso global, pode-se exemplificar aí o problema do petróleo, que atinge a todos os países, gerando assim crises realmente globais geradas pelos países desenvolvidos, responsáveis pelas consequências de aniquilamento das populações.
Esperamos que as instituições internacionais foquem este problema que atinge com um todo as classes pobres e também as médias e ricas, pois geram um problema social incontrolável. O FMI que sempre impôs aos países pobres uma política ortodoxa, gerando assim recessão e desemprego a estes países, deve agora reunir forças junto ao Banco Mundial e propor mundialmente uma campanha visando o combate da pobreza, desemprego, fome, doenças que abalam países pobres e com dívidas externas elevadas sem condições de saudá-las e com mercado muitas vezes ainda fechados.
Talvez uma das soluções seja o perdão da dívida dos países mais pobres. O Brasil perdoou a dívida de Moçambique. Se nós podemos e ainda temos uma grande dívida externa, por que as instituições internacionais (FMI) não perdoam as dívidas dos países realmente pobres? Com as aberturas de mercados, perdão da dívida e talvez o refinanciamento de dívidas não seriam suficientes para dizimar estes males que afligem globalmente as economias mundiais. A solução seria a unificação dos blocos econômicos mundiais e juntos com FMI-Bird traçar planos estratégicos para solucionar os problemas sociais existentes no globo. Espero ansioso para que este grande dia aconteça.
- PEDRO BATISTA MARTINAZO, estudante, Londrina
Cumprimento (1)
O deputado Orlando Pessuti (PMDB) enviou a seguinte correspondência: O deputado que o presente subscreve, no uso de suas atribuições regimentais, requer, após ouvido o douto plenário, que sejam registrados nos anais da sessão de hoje (11 de setembro), voto de congratulações ao jornal Folha de Londrina, alusivos ao dia da Imprensa, comemorado em 10 de setembro.
- ORLANDO PESSUTI, deputado estadual
Cumprimento (2)
Quero manifestar minha satisfação e cumprimentar o empresário Bruno Veronezi, que acaba de assumir o nosso Londrina Convention & Visitors Bureau, do qual somos fundadores. Jovem, dinâmico e altamente capacitado, acreditamos no seu potencial para elevar ainda mais o nome desta importante entidade, que pode reforçar o desenvolvimento do Turismo de Eventos de Londrina.
- MÁRCIA MARIA BOUNASSAR, chefe do escritório regional da Paraná Turismo em Londrina
Correção
- A redução da gratificação PM Especial, abordada na notícia Mulheres de PMs fazem protesto na AL, na página 5 de ontem, foi para 80%, durante o governo Requião, e não 1% como foi publicado.
- Por falha no sistema, a notícia Terpasul quer se redimir criando uma ONG ambiental, publicada na página 3 do caderno de Cidades, foi publicada com uma série de erros de digitação.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





