O LEITOR ESCREVE
Câmara Municipal
Eu não entendi e ninguém entendeu: na quinta-feira, os vereadores votaram pela continuidade da Comissão Processante da Sercomtel. Muito bem, era preciso que tal acontecesse. Mas, no sábado seguinte os vereadores votaram pelo arquivamento da mesma. Me melem se entendo tais doutores! Surgiu, sem dúvida, um peso novo na balança do julgamento. Ou melhor, nuvens outras toldaram a mente de nossos edis. Pergunta-se, e quer-se a resposta: (nós, os eleitores temos direito a ela) jogaram foram os interesses da comunidade que os elegeu? Ou gritou mais alto o interesse de cada um deles? O que se buscava e é preciso frisá-lo bem era o esclarecimento exato do problema, o desvendar aberto da complicada teia de aranha na qual se emaranhou o dinheiro do povo. Dinheiro diríamos sagrado cujo destino seria melhoramentos na saúde, da educação, da segurança. Aí a questão pendente that is the question, repetiria Skakespeare no Hamlet. Quanto ao castigar este ou aquele é questão secundária, ou decorrente. Os cidadãos de discernimento maduro apontaram falha redonda na atitude dos vereadores. Louvor à minoria que agiu com independência e acerto. A eles ficamos devendo admiração e apoio. Certamente os eleitores lhe darão mais um voto de confiança. Aos outros...
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Eleições
Sou londrinense, amo esta cidade. Todos que amam Londrina desejam que ela seja respeitada, bem administrada e segura para todos nós. Acompanho o desenrolar dos últimos acontecimentos políticos que levaram à cassação do ex-prefeito, acusado de envolvimento em desvio de dinheiro público. Acompanho também a cruzada dos londrinenses pela moralização da administração pública. Refiro-me ao Movimento pela Moralidade. A manifestação popular é muito importante para a evolução do processo democrático. Assim, o Movimento pela Moralidade é saudável à democracia até o momento em que alguns de seus integrantes, comecem a utilizá-lo politicamente almejando cargos eletivos.
Lembro aqui o caso específico de um padre pertencente ao Movimento pela Moralidade que vem se valendo da Casa de Deus com objetivos políticos, colocando faixas de propaganda eleitoral nas Igrejas de Londrina, incitando o povo a não reeleger nenhum dos atuais vereadores, valendo-se até da calúnia indireta, como se todos os atuais legisladores de nossa cidade tivessem envolvimento com falcatruas. O que me espanta é a forma de generalização vir da Igreja Católica. Este gesto, além de anticristão, é também típico de aproveitadores. Não posso julgar a classe médica por um mal profissional, assim como em todas as outras funções há bons e maus profissionais. O respeito é a melhor atitude de um cidadão.
Talvez tenha chegado o momento dos integrantes do Movimento pela Moralidade afastarem os oportunistas que se infiltraram com propósitos eleitoreiros. Talvez também tenha chegado o momento dos dirigentes da Igreja Católica não permitirem mais que os templos de nossa cidade sejam utilizados para campanhas eleitoreiras indiretas, em nome de uma pseudo-moralidade. Não quero ir à Igreja para ver seus muros abarrotados de faixas contendo calúnias com objetivo eleitoreiro. Quero crer que esse não é o verdadeiro objetivo da Igreja. Rezemos ao Senhor!
- MERCEDES MARIA DA SILVA CRUZ, Londrina
Política desmoralizada
Estou revoltado, que chego até sentir vontade de desaparecer do Brasil. Não bastasse a violência, marginalidade, tráfico de drogas, corrupção, fome e miséria, agora a política brasileira está praticamente desmoralizada. O trabalhador brasileiro para conseguir um emprego, mesmo para varredor de rua, precisa ter 2º grau, informática, atestado de boa conduta e carta de apresentação. O político de uma maneira geral, principalmente vereadores, basta que enxergue e não seja surdo, pode ser candidato, não se exige mais nada, mesmo quem nunca estudou por ser candidato e eleito, o exemplo está no Brasil todo. Lamentavelmente nossos governos ainda estão no 5º mundo.
- SEBASTIÃO PANEGUINI, Jacarezinho
Buracos
Indignação! Esta é a melhor palavra que traduz o descaso dos órgãos competentes com as rodovias estaduais do extremo Noroeste, principalmente do trecho que liga minha querida Monte Castelo a Paranavaí. As panelas literalmente tomaram conta da pista, fazendo com que os carros andem em ziguezague, aumentando assim o perigo de acidentes. Percorrer este trecho está se tornando uma aventura. E o pior é que não se vê movimento por parte das autoridades para solucionar este problema. Outro fator que não deve estar passando pela cabeça dos responsáveis é que a nossa região é um grande celeiro da produção estadual, sendo dela que as safras se escoam para todo o Estado, sendo justamente a rodovia esquecida, a única via de acesso para esse procedimento.
Esta situação não é inovadora para a gente desta região. Este problema já apresenta grande frequência, devido ao fato do método tapa buracos só durar até a próxima chuva. Assim, o povo do Noroeste se sente cada vez menos valorizado, pois foi aqui que a atual administração estadual conseguiu votação maciça para estar nos governando, mas não é aqui que ela está atendendo e resolvendo os problemas deste povo.
Seria de grande utilidade a privatização da rodovia, pois assim com certeza teríamos menos gastos e maior agilidade. Pois, os gastos com a manutenção dos veículos que rodam por estas estradas esquecidas é bem maior do que a taxa cobradas nas rodovias pedagiadas. E além do mais teríamos certeza de que esta rodovia não receberia reformas e promessas somente de quatro em quatro anos.
- FRANCISCO A. BONI, estudante, Santa Cruz de Monte Castelo
7 de Setembro
Há 20 anos não assistia a um desfile. Peguei minha filha, que pela primeira vez foi assistir a esse grande evento. Graças a Deus que ela ainda não entende nada, pois, antes de irmos, iludi a pequenina, como se fossemos assistir a um daqueles desfiles que tínhamos tempos atrás. Porém vejo que os únicos que ainda permanecem com uma formação impecável, são o Tiro de Guerra e a Polícia Militar. Será que por falta de salários dignos os professores não perdem mais tempo em pôr os alunos para marcharem e não mais interessa aos diretores das escolas e mesmo as associações de pais e mestres investirem em instrumentos para formação de bandas e fanfarras para representarem suas respectivas escolas, ou será que o patriotismo saiu de moda?
Parabéns à SGI pelos seus integrantes e sua banda, aos meninos da Guarda Mirim e sua fanfarra, porque não colocar instrumentos de sopro ou aos menos cornetas, ao Miguel e sua Banda Municipal, ao Batalhão e ao Tiro de Guerra. Onde será que andam os Battini, Wilson Munhoz, Iroque, Glauco, Gerziel Araújo (que já comandou as meninas do IEEL?). Vamos trazer de volta o brilho daquelas paradas de 7 de Setembro. Senhores diretores de escolas, apóiem a formação de bandas e fanfarras, para uma melhor formação dos próprios alunos. Música é cultura e desperta o ato cívico e o patriotismo nestes jovens.
- JOÃO GILBERTO DE OLIVEIRA CARVALHO, funcionário público, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





