Vergonha
Para muitos que já esqueceram o significado da palavra, vergonha é o sentimento que leva as pessoas a não praticarem atos que são contrários às normas morais vigentes num grupo social. É timidez, acanhamento, ato indecoroso, roubalheira, etc... Pela essência do conceito acima, vemos que vergonha é um sentimento que poucos têm.
Vivemos numa época de difícil compreensão, ao ponto de muitas pessoas terem dúvidas sobre o certo e o errado. Num exemplo próximo está a cassação do prefeito de Londrina que, mesmo após ser cassado muitos acham uma atitude errada. Outro exemplo é o ‘‘rouba mas faz’’. O caso da Copel/Sercomtel que ninguém sabe como foi feita a transação e o governo impede uma CPI para esclarecer o certo e o errado. Agora vemos na Folha de Londrina a notícia de que os conselheiros do Tribunal de Contas terão aumento salarial disfarçados de auxílio-moradia. É certo ou errado? É legal ou ilegal? É moral ou imoral?
Existem grupos de pessoas que pensam estar num País que não este. Será que o governo do Paraná, atolado em coisas malfeitas, tem coragem de contestar esse aumento? E os defensores do mau uso do dinheiro público, onde estão? Os deputados irão ficar calados vendo um tribunal sem poder ficar com mais poderes que eles? O chefe dos procuradores do Estado, que deve conhecer a legislação própria, é empregado para defender o Estado, ficará sem vontade própria para se opor? Pelo que sabemos é inédita essa atitude do TC do Paraná.
E esse Tribunal, onde ninguém é juiz, emprego público sem concurso, maior cabide de empregos do País, que força tem para se autopremiar com auxílio moradia de quem já possui moradia própria? Isso foi publicado na Folha, mas eu acho que é pura gozação da reportagem. Se for verdade, acho que estou no lugar errado mesmo. É bom parar por aqui e não se discutir o conceito da palavra vergonha porque não chegaremos a lugar nenhum.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Ribeirão Claro
Mentira
Estamos em um período particularmente difícil para a cidade de Londrina. A prefeitura com dinheiro escasso e recuperando-se de um período de descrédito e desconfiança. Dos políticos a serem eleitos em 1º de outubro cobra-se antes de tudo honestidade, sinceridade e que não nos enganem.
É nesse contexto que a Sercomtel tenta vender seus serviços, com uma propaganda de extremo mau gosto veiculada pela TV. Nela o ator mente descaradamente para a namorada, para os amigos e para os telespectadores como se mentir fosse a coisa mais inocente e como se o telefone servisse apenas para ludibriar, enrolar ou lograr os outros. Chego a pensar que uma empresa como a nossa Sercomtel deveria ser responsabilizada de alguma forma por veicular uma propaganda que brinca de forma tão leviana com uma coisa tão grave como a mentira. Quem já foi vítima de uma mentira ‘‘inocente’’ sabe do que estou falando.
- CÉSAR JOSÉ HARTMANN, Londrina
Exploração
Exemplo da ditadura econômica no País é o estacionamento do aeroporto de Londrina. Lá deixei o carro das 10h30 de domingo até 15h30 de terça-feira, e tive que pagar R$ 45. Como o carro não pegou para sair de lá, chamei o mecânico, cujo carro ficou 40 minutos no estacionamento, e por isso tive de pagar mais R$ 2,50! ‘‘Tabela e normas da Infraero’’, explicaram, e só podia mesmo ser uma empresa estatal para cobrar tanto. E reclamar para quem? Para os ouvidores que tudo ouvem e nada resolvem? Entrar na Justiça e esperar décadas?
É típico do Brasil atual, em que estatais, grandes corporações e os poderosos em geral ganham cada vez mais, à custa de uma classe média que se tornou mera pagadora de contas. Água, luz, telefone, esgoto, correios, combustíveis, planos de saúde, IPTU, IPVA, ISS, IR, tudo só aumenta, com as mais variadas e fajutas justificativas, enquanto os salários não aumentam e a desigualdade social só cresce. Com a inflação, os mais pobres eram explorados, sem a inflação, quase todos são explorados com exceção de bancos, estatais e grandes empresas, principalmente as que agora tocam os serviços antes públicos. Depois de lutar contra aquela ditadura, tenho bem claro que, agora, é preciso lutar contra esta. Mas como?
- DOMINGOS PELLEGRINI, Londrina
Vereadores
Gostaria que todas as estrelas do infinito se juntassem para emitirem muita luz para os vereadores eleitos, para que as câmaras fossem compostas por verdadeiros representantes do povo. Para que projetos não sejam aprovados às escuras, com o objetivo de alegrar este ou aquele prefeito, mas sim para satisfazer as necessidades da população.
Temos o dever não só de votar, mas de acompanhar o trabalho dos eleitos e verificar a qualidade do trabalho posto em prática. Se na sua cidade existem candidatos que trabalham em prol da comunidade há anos, pode arriscar que você não irá se arrepender. Mas se fulano só aparece por estas épocas é bom não arriscar seu voto, talvez haja decepções futuras. Não podemos ser como Pilatos, ‘‘votei e lavei minhas mãos’’. Temos que acompanhar os camaradas eleitos, afinal são nossos representantes.
- LUIZ DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Administração
Globalização, flexibilização, ISO, ecologia, responsabilidade social, qualificação, custos, negociações, são alguns desafios que o administrador do século XXI deverá lidar diariamente, com a perfeição de um grande maestro e a exatidão de um cirurgião. O administrador do futuro precisa ter uma visão clara de seu mercado, do rumo do seu negócio e de como sua empresa se colocará no mercado em que atua. Os recursos disponíveis muitas vezes são limitados, como o capital, tempo e a infra-estrutura, mas as habilidades de um bom profissional muitas vezes conseguem fazer verdadeiros milagres num ambiente extremamente competitivo como o nosso.
Nesse sentido, esse novo profissional precisa saber buscar alta qualidade, baixos custos, diferenciação e conservação do meio ambiente, que são questões absolutamente compatíveis. Deverão utilizar habilidades para gerir organizações, acompanhar mudanças e promover resultados dentro dos paradigmas organizacionais na conjuntura atual. É o profissional capaz de absorver e adequar-se, por si mesmo, às necessidades e às demandas das organizações do mundo moderno.
A profissão do administrador foi regulamentada no Brasil em 9/9/65, sendo portanto, muito recente, mas trouxe notáveis influências às organizações e à sociedade contemporânea. Os desafios propostos por essa nova realidade e a construção de caminhos para melhoria da qualidade de vida da população poderão ainda ter importantes contribuições do administrador do século XXI.
- SILVIO ROBERTO STEFANO, professor universitário, Londrina
Correção: Ao contrário do que foi publicado no título da matéria da página 8 da edição de ontem, o ataque ao campo de refugiados da ONU, que deixou ferida uma brasileira, ocorreu no Timor Oeste.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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