O leitor escreve
O Brasil mudou?
Nosso sociólogo-presidente diz que tudo está caminhando bem. Não há por que ficar com medo nem perder o sono. Na mediocridade do meu QI caboclo (Certamente a tribo de que FHC descende pelo lado materno é superior intelectualmente aos demais brasilíndios), filósofo tupiniquim sem carteirinha, permito-me algumas perguntas. Se você vivesse num país de inflação quase zero, mas com tanta coisa indo para o abismo, ainda optaria pela inflação zero? Desemprego em massa, falências e mais falências, quebradeira de bancos, crime em ascensão, ensino falido, militares mal pagos, universidades sem verbas. Mas a inflação é zero. Estradas esburacadas, funcionários na miséria, milhares ameaçados pela demissão. E vai tudo bem. A inflação é zero. O Zé Rotinho come pé de galinha e pescoço de pato. Mas não se tem escola de categoria. O provão nada provou, salvo a falácia de testar o intestável. Ninguém sabe tudo do que leu e ouviu em cinco anos de curso. Fica a síntese. E o provão é a anti-síntese (não a antítese). Ou será que se repete aquela: Os alunos fingem que respondem o testão e o governo finge que o aplica.
Mas está tudo bem. FHC defendia os pobres, mas está desempregando os mais humildes. A globalização vai marginalizar milhões neste país caipira. Nenhuma idéia nova, nada de genial surgiu neste governo, salvo o controle da inflação. Provem-me o contrário. Sim, o salário está controlado, mas o Brasil está estagnado. Parece que vivemos no Uruguai, onde a vida é uma pasmaceira. Bocejar o dia inteiro, olhando para a pampa infinda seria a saída? Que tanta modernização vivemos que não vemos? Onde estás? Do que se trata? O que de novidade está se fazendo, por exemplo, na agricultura? O termo globalização não é saída para nada. Ou para a maioria significa marginalização, adeus ao trabalho, sarjeta. O Nando precisa explicar melhor esse marasmo em que vive o País. O que está mudando? Devo estar cego!
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão.
Cadê o alfaiate?
O tema reeleição está se tornando centro gravitacional no país. Caso houvesse plebiscito, tendo em conta que a camada catalisadora de votos é a de baixa ou média renda, com certeza Fernando Henrique teria bom índice de aprovação. Por outro lado existe o receio desta mesma multidão, que embora satisfeita com a estabilidade monetária, está órfã (e os familiares) dos empregos, e a todo momento observa planos de demissões voluntárias, incentivo à automação das empresas, que a torna insegura. São opostos que não casarão nunca, independente do empenho presidencial. A estabilidade da moeda, proporciona preços quase idênticos há dois anos (na alimentação o destaque) contrasta com o desemprego, condições sofríveis na saúde, educação, agricultura blefada por propaganda, e está se tornando (a estabilidade) uma chaga disfarçada pela maquiagem, no rosto da nação! Aí a grande dúvida dos que, embora reconhecendo a mesa mais farta (que é realidade), ao seu lado vivem o drama das filas para o trabalho.
Neste momento, por incrível que pareça, até o Lula está mandando beijinhos e afagos para o Maluf - reconhecidamente administrador quase imbatível no país - e explica-se, pois a sensação geral da nação é de que temos um presidente culto, firme, correto, com postura de estadista, mas que de afaiate (costura) pouco entende, pois não conseguiu costurar ainda o maior tecido - o social - nas suas necessidades, semelhante ao meu relacionamento com uma bermuda jeans da qual gosto de usar, mas pedindo reparo, pois nos afazeres domésticos sou um escritor, e como escritor ótimo dono de casa, detalhes de homem solteiro. Os PIBs e reservas não justificam a falta do afaiate. Este assunto vai dar muita manga verde com leite, e com certeza dor de barriga no governo, na tentativa de angariar simpatia nas oposições, sempre necessárias, quando lúcidas.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina.
Boas Festas
Agradecemos e retribuímos os votos de Boas Festas enviados à Folha de Londrina pelas seguintes pessoas e empresas: ABCFAV - Associação Brasileira de Cursos de Formação e Aperfeiçoamento de Vigilantes, Diez & Diez Joalheiros, Lizza Eichenberg, Colégio Maxi, Farage Kouri, presidente da FACIAP Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná; Insurance Seguros, Curso de Educação Física da Universidade de Londrina; Marcos Fagundes Barnabé, assessor de Planejamento de Controle da Universidade de Londrina; Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina; Sindicato do Comércio Varejista de Veículos, Peças e Acessórios para Veículos no Paraná; Lar Anália Franco de Londrina, deputado estadual Eduardo Lacerda Trevisan, deputada estadual Irondi Pugliesi, Opus & Múltipla Comunicação, Rosa Maria Chiamulera, Luiz Edgard Bueno, deputado federal Odílio Balbinotti, Gilberto Berguio Martin, prefeito de Cambé; deputado federal José Janene; Hiroshi Inoue, Cônsul Geral do Japão; Mario Vander Martins Roberto, presidente da COMDEC Companhia de Desenvolvimento de Cambé; Irmãs de Maria de Schoenstatt, em nome da Família Mãe de Deus; Cativa e Catuaí Shopping Center.
Cumprimento
Primeiramente parabenizo-os pelo excelente trabalho desenvolvido pelo repórter Júlio Tarnowski Jr. nos 3 dias de Gran Turismo, nas dependências do Autódromo Internacional de Curitiba.
A sinceridade e dedicação ao trabalho nos dão credibilidade no meio em que vivemos. Desta vida nada levaremos. Somente deixaremos alguma coisa, portanto não custa tentar fazer bem feito. Parabéns pelo trabalho!
- FLAVIO TRINDADE, Curitiba.
Esmeraldas e rubis
Londrina, terra vermelha onde se entremeiam o encanto do trigo, o verde da mata, os cafezais nessas terras benditas, pródigas, ricas, Deus por certo em ti credita bênçãos divinais, reflorindo esse torrão querido, com incentivos de trabalho, de esperança e paz. Nas tuas sendas de florais guaridas, jamais alguém, à margem da vida e sem amor, jamais.
- IRENE CRUZ CORRÊAS, Londrina.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





