Analfabeto político
Esta vai para políticos oportunistas e ignorantes do cargo que exercem ou pleiteiam. Vai para aqueles que estufam o peito e dizem: ‘‘Eu não sou político!’’, como se isto fosse uma expressão inteligente e perspicaz. Vai para os ‘‘macacos-velhos’’ que até hoje só souberam tirar vantagens do poder. Vai também para os eleitores, para que olhando a atual situação do Brasil, do Paraná e de Londrina, avaliem o nível da cultura política brasileira e a consciência dos que já detêm o poder político, bem como dos que apresentam propostas em disputa eleitoral. ‘‘O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito, dizendo que odeia política. Não sabe que da sua ignorância nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o explorador das empresas nacionais e multinacionais’’. (Bertold Brechet, 1898-1956).
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
FGTS
O famigerado rombo que uma decisão favorável aos trabalhadores, provocaria nos cofres do governo, com relação à reposição da inflação expurgada pelos planos Bresser, Verão, Collor e Collor II nos saldos das contas do FGTS, é exatamente do mesmo tamanho do rombo que já foi provocado no bolso dos trabalhadores. O governo não estaria fazendo nada a mais do que devolver à quem de direito, o que lhe é direito e devido. Já não bastasse esse escorchamento, e corroborando com a atitude abusiva do governo, cogita-se da diminuição do prazo prescricional para as novas ações que reivindicarem tal reposição, e agora aparecem com a absurda idéia da multa de 40% sobre o saldo do FGTS, no caso de demissão sem justa causa do trabalhador, ser repassada ao Tesouro Nacional, em detrimento do trabalhador, com a nítida intenção de cobrir o dito ‘‘rombo’’. É mais uma vez o trabalhador arcando com o ônus da ingerência, ineficiência, indolência e negligência do governo. Até quando?
- ALVARO ISAQUE GUERRA, Porecatu
Tubarão
Veja bem aonde fomos parar com o nosso glorioso Tubarão. Ávidos por fechar uma parceria para que pudéssemos disputar o Campeonato Brasileiro acabamos com um time à altura da Copa João Havelange. Quando se noticiou a famosa parceira, falou-se em investimentos, que na minha concepção significa investir para tirar lucro a curto, médio ou longo prazo, mas parece que nossos parceiros não entendem assim. Trouxeram um elenco de ‘‘pseudo’’ jogadores que fizeram feio no campeonato metropolitano, e chamam isto de investimento, e pasmem ainda atrasam a folha de pagamento, que a julgar pelo futebol apresentado deve ser bem pequena. Esses empresários, se é que o são, estão levando a cidade inteira no bico. Investimento que é bom, nada. Por isso, torçamos para que não passemos mais vergonha com esse time. E também aprendamos a lição, e procuremos conhecer melhor quem nos propõe parcerias, porque essa atual é sofrível
- FRANCISCO CARLOS CARDOSO OLIVEIRA, Londrina
Indignação
Vez ou outra se noticia a indignação de passageiros por causa de vôos cancelados na última hora ou passagens vendidas além da capacidade dos aviões. Se as companhias aéreas ainda cometem estas falhas, as empresas de transporte rodoviário também dão seguidas provas de desrespeito com os clientes.
No dia 30, aguardei por cinco horas além do tempo previsto, a chegada do ônibus que traria minha mãe de Joinville (SC) a Londrina. Ela embarcou às 23 horas de terça-feira e deveria chegar às 7 horas da manhã seguinte, mas só desembarcou na Rodoviária de Londrina ao meio-dia. Passei estas cinco horas com quase nenhuma informação da Expresso Nordeste. Fui várias vezes ao guichê, liguei para a garagem, liguei para o 0800 da empresa em Campo Mourão. Só me diziam que o ônibus havia quebrado perto de Ponta Grossa e não davam qualquer previsão de chegada. Sugeri que ligassem à concessionária responsável por aquele trecho, que poderia informar onde o ônibus estava parado, ou a que horas passou pelas praças de pedágio. Ouvi da moça que atendeu no 0800 que eu estava nervosa e, pasmem, que ela não tinha nada a ver com isso! Ah sim, ela também disse que passaria meu celular ao gerente de Londrina para que ele me ligasse dando as devidas explicações, coisa que não aconteceu.
Quando por fim o ônibus chegou, fiquei sabendo o pior desta história. Minha mãe e os demais passageiros estavam apavorados com um forte barulho que o veículo fazia e tiveram que insistir muito para o motorista parar o ônibus. Ele simplesmente se recusava a atendê-los. Depois de muita discussão, o motorista cedeu e parou o ônibus, que esta altura estava aos solavancos. Os passageiros, então, negaram-se a seguir viagem naquelas condições.
Mas em vez de mandar outro ônibus (como o motorista garantiu), a Expresso Nordeste se limitou a enviar um socorro mecânico. Os passageiros ficaram das 4 horas da manhã às 9 horas parados (entre a chegada do socorro e o conserto). Além de não mandarem outro ônibus, enviaram um socorro de Londrina em vez de Curitiba, bem mais perto. Fica aqui a minha indignação por tamanho desrespeito e tristeza por constatar que ainda hoje existam empresas que tratem seus clientes desta forma.
- ALESSANDRA PAJOLLA, jornalista, Londrina
Nota de esclarecimento da Expresso Nordeste Com referência à carta enviada pela Sra. Alessandra, relatando a viagem feita pela sua mãe em 30 de agosto de Joinville a Londrina em ônibus da nossa empresa, confirmamos seu atraso em consequência da quebra do referido veículo e lamentamos os transtornos sofridos pela passageira e sua filha que a aguardava. Porém, cumpre-nos esclarecer o seguinte: o ônibus que efetuou a viagem, carro prefixo 2730, é um Mercedez-Bens 0-400 RSD Eletrônico, de última geração, ano 1999. Este ônibus está em operação há apenas 9 meses, e encontra-se, portanto, na garantia. A falha mecânica apresentada foi a quebra no tambor de freio, provocada por defeito de fabricação, fato já comunicado ao fabricante. A orientação da empresa em casos como estes é de que todas as informações disponíveis sejam repassadas a quem as procurar, e assim foi feito: a primeira informação prestadas às pessoas que aguardavam na rodoviária de Londrina foi às 7 horas dando conta do ocorrido e do provável atraso. Já às 10h30, foram repassadas as informações sobre as providências tomadas, mais detalhes sobre o ocorrido e o horário previsto para a chegada, que ocorreu às 11h50. Quanto ao socorro ter sido enviado de Londrina, e não de Curitiba como sugeriu a Sra. Alessandra, esclarecemos que a quebra do veículo se deu a cerca de 200 Km de Londrina e cerca de 190 km de nossa garagem de Curitiba, estava praticamente no meio do caminho portanto. E como o reparo a ser feito era rápido (durou cerca de 20 minutos), a opção de consertá-lo foi a mais adequada para se evitar o transtorno de baldear os passageiros com toda a bagagem. Frisamos que a frota que opera nossas linhas interestaduais tem idade média de 1,6 ano, o que a posiciona entre as mais novas do País. Informamos também que fatos como este, obrigatoriamente são levadas à discussão entre os profissionais ligados ao Sistema de Qualidade de nossa empresa, em função da Certificação ISO 9002 que possuímos, para que sejam discutidas ações corretivas e preventivas para casos semelhantes.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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