O LEITOR ESCREVE
Vale do Ivaí
Vimos pelo presente parabenizá-los pela criação do encarte sobre o Vale do Ivaí Ivaiporã. Um trabalho muito bem-feito pelos profissionais desse conceituado jornal que, com certeza, é um referencial não só no nosso Estado como na Federação. O encarte veio mostrar o potencial dessa região e oportunizar que os leitores da Folha conheçam a nossa pujança e que temos os braços abertos para todos os irmãos que aqui venham trabalhar e investir. Outrossim, aproveitamos para cumprimentar também pela instalação de uma sucursal, aqui em Ivaiporã desse prestigiado jornal.
- PAULO ESTEVAM REZENDE e ZULEIKA DOS SANTOS REZENDE, Ivaiporã
Eleições
Poucos dias depois da largada oficial, a campanha municipal ainda não conseguiu empolgar os eleitores e mais parece um jogo sem torcida. Pesquisa nacional realizada pelo Ibope na cidade de São Paulo confirma o desinteresse pela política no atacado e no varejo das eleições de outubro. A apatia generalizada já começa a preocupar os partidos. Dos 2 mil entrevistados, 59% afirmam que têm pouca ou nenhuma vontade de votar para prefeito. Para vereador, o índice dos que deram a mesma resposta é ainda maior, de 66%. Mais: se o voto não fosse obrigatório, 51% nem mesmo votariam. O desencanto não para por aí. Para 49%, o resultado da eleição, qualquer que seja, não vai alterar em nada suas vidas. E 53% admitem ter interesse pequeno ou muito pequeno por política.
Não são apenas números. Esse quadro é visível nas ruas, onde não há mais a exuberância de bandeiras coloridas brigando em cada esquina. Muito menos a farta distribuição de santinhos, como em outras campanhas. Comícios viraram shows para gravação de programas eleitorais na TV, nada mais do que isso. As caravanas continuam, sim. Mas nada comparável ao tempo em que candidatos saíam em carros abertos, acenando para os eleitores, principalmente nas grandes cidades. O desencanto da população aumentou muito desde 1998, esse descrédito com a política em geral é consequência dos sucessivos escândalos, mas a vida dos brasileiros é ainda pior por causa do mar de lama em que se transformaram muitas prefeituras pelo País.
Comícios estão perdendo o charme, os comícios, tradicionalmente usados como instrumento de campanha eleitoral, estão perdendo importância para a conquista de votos. Quem vai a um comício, hoje, está mais interessado em assistir a shows do que em ouvir propostas dos candidatos. Prova disso é que, quando não há atração artística, o público praticamente não comparece. Mesmo sabendo da pouca eficácia do comício em relação à conquista de votos, candidatos e partidos insistem em utilizar esse artifício de campanha. A justificativa, segundo os organizadores dos comícios de candidatos, é de que eles são uma tradição eleitoral. Além disso, explicam, ainda não existe outra forma de provocar o efeito psicológico que passe o aspecto de força.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Quem tudo quer...
Quem tudo quer nada tem, é um velho ditado popular. No entanto donos de web sites, proprietários de revistas, diretores de canais de televisão às vezes esquecem esta obviedade que se aplica com perfeição ao marketing. Se você tem um público, ele tem algumas preferências e outras tantas ojerizas. Sabe-se que a classe A abomina ver desgraças, já a E se compraz em ver que alguém está em pior situação do que ele próprio. Não há como escapar, se o veículo opta pelo sensacionalismo vai descartar a parcela com maior poder de compra. Não se pode ter duas platéias com gostos opostos.
Os canais de televisão aberta já viram com mais precisão para onde sopram os ventos. Ajuda a enorme velocidade dos dados do Ibope. A cada ação a reação do público se escancara instantaneamente. A expansão da base de espectadores, para todas as classes, rebaixou o nível médio do espectador. O resultado é uma descida do nível dos programas para atingir o maior número possível de aparelhos sintonizados. As classes mais instruídas deslocaram-se para os canais a cabo deixando aos canais abertos o público de sensações.
A grande lição embutida nestas considerações é que é impossível ter um veículo sem rosto. Se tenta-se agradar A desagrada-se a C, e vice-versa. Do mesmo modo se temos um web site há que definir com precisão que segmento se deseja. Este um problema básico para um portal que deseje agradar a todas as faixas. A árvore de decisão fica extensa demais. Ninguém deseja ficar clicando opções infindáveis até alcançar o objeto de seus desejos. O segredo da satisfação é o imediatismo da resposta ao que se procura, não um labirinto de clics. O navegador é antes de tudo um impaciente. Se você quiser, com seu veículo, ter tudo para todos os gostos, acabará tendo alguma coisa informe e sem identidade à sua frente.
- PETRUCIO CHALEGRE, Porto Alegre (RS)
Água
Há alguns anos, assustavam-nos com aquele papo de que o degelo das calotas polares, previsto para dali a pouco, provocaria grande elevação dos níveis dos mares e consequente submersão das cidades litorâneas como o Rio de Janeiro. Agora, a paranóia é com a escassez e próximo esgotamento de água doce e ninguém mais apavorado do que os brasileiros, à frente, por incrível que pareça, o senador amazonense Bernardo Cabral, autor do projeto de criação da Agência Reguladora de Água.
Em Brasília, já se cobra pela abertura de poços ou cacimbas nos quintais das mansões e há restrições à construção de novos. Entretanto, a Terra é chamada de planeta água e em nenhum lugar há mais água do que no Brasil. Além de rios caudalosos por toda parte, despejando um mundo de água no mar; além das catadupas de água que os céus derramam sobre nós sem cessar; além do mar de água doce ou salgada que repousa nas entranhas do próprio Nordeste brasileiro, descobriu-se há pouco, no extremo Sul do País, uma reserva subterrânea de água suficiente para 250 anos de abastecimento no Brasil inteiro. Israel instalou-se no deserto e fez do deserto um jardim.
Supondo-se, porém, que toda essa água doce acabasse, conhecem-se, há muito tempo, as técnicas de dessanilização da água do mar. Sem falar na da reciclagem, que permite aos astronautas longas permanências no espaço.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz federal aposentado, Brasília (DF)
Correção
- Na primeira página de ontem, a jogadora de vôlei da seleção brasileira que embarcou para Sydney no domingo é Janina e não a londrinense Elisângela como foi publicado.
- Por um erro de digitação foi publicado erroneamente ontem o título do artigo do colunista da Folha, Joel Samways Neto. O título correto é As correntes do atraso.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





