O leitor escreve
Litoral
Externo minha revolta e indignação com o descaso com que o Litoral do Paraná vem sendo tratado. Ao que parece, forças ocultas de diversas origens atuam conjuntamente para que o Litoral continue insistentemente com o posto de região mais pobre do Estado. Como exemplo de força oculta a proteção irracional e desumana ao meio ambiente está causando grandes estragos ao povo daquela região, em especial à população ribeirinha, dita caiçara. Todos os projetos, governamentais ou não, esbarram nesta peste protecionista, cabide de empregos para leigos, na maioria, ambientalistas por correspondência, que sobrevivem de manchetes de jornais e revistas, com notícias contendo meias-verdades e distorções, sediados em ONGs (Organizações Não-Governamentais), que recebem fundos de ONGs estrangeiras e até de governos (alemão, por exemplo) na direta proporção com que apresentam denúncias. Ou seja, quanto mais aparecem, mais dinheiro ganham. Que picaretagem, ou ecopicaretagem. Como exemplo de projetos barrados, temos o Costa Leste, do governo Lerner, a adução de água do rio Guaraguaçu, em Paranaguá, a pavimentação asfáltica da rodovia que liga Antonina a Guaraqueçaba. Agora querem evitar que a usina termoelétrica seja instalada em Paranaguá. Mesmo estando provado que ela é ambientalmente segura, ecolossauros insistem em fazer passeata com máscara para gás, como autênticos palhaços sem graça, desocupados, mal-informados e mal-intencionados.
- GUATAÇARA ITIBERÊ, Paranaguá
Cooperativismo
Dando prosseguimento ao que foi combinado com o presidente Fernando Henrique Cardoso, na audiência realizada na última terça-feira, iniciei as conversações com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, visando a uma solução para o passivo das cooperativas, tanto de crédito como de produção. Ainda nesta área, como um dos líderes da Frente Parlamentar Cooperativista do Congresso Nacional, tive uma audiência com o ministro da Fazenda Pedro Malan com o objetivo de criar a securitização, específica para este setor, que passa por dificuldades em face do alongamento de dívidas ou transformação das cotas-partes e pela incidência exagerada de taxas de juros dos créditos agrícolas.
A securitização visa dar solução à dívida em torno de R$ 1,7 bilhão. As cooperativas estão passando por uma das crises financeiras das mais pesadas da sua existência, pois a abertura do mercado achatou os preços, pois os produtores nacionais não tiveram como competir com os importados, em cujos países de origem são subsidiados e ainda recebem incentivos fiscais para serem exportados. O produto nacional teve que conviver com esta desigualdade de competição no mercado e ainda pagando elevadas taxas de juros. A securitização é a única alternativa para salvarmos este setor da crise por que está passando.
- ABELARDO LUPION, deputado federal, Brasília
Dois irmãos
A natureza os criou lado a lado / e resolveram chamá-los Dois Irmãos / Viveram ali, sempre juntos os dois morros / Em perfeita harmonia / A seus pés nascemos, crescemos, sofremos e fomos felizes / Plantamos o feijão, plantamos o milho, fizemos a farinha / Brincamos, aprendemos a nadar, pescamos no Cipriano. / Saboreamos as maravilhosas gabirobas.
Perdemos a vó Chiquinha. Fomos para a cidade. / Deixamos os Dois Irmãos chorando. / Lá ficou o vô Joaquim no pequeno cemitério. / Ficou também o diamante. / Hoje tudo é verde nos Dois Irmãos, mas tudo é triste. / Um verde que não sorri. / Não se ouve o sabiá. / Cipriano é só um córrego que rola, chorando sua solidão. / As gabirobeiras foram substituídas pelo pinus.
Por fim, os Dois Irmãos já não são mais dois. / As máquinas rasgaram o irmãozinho, em nome do progresso / E o espalharam pelas estradas. / A natureza lamenta, nós choramos... eram Dois Irmãos.
- DIVAIR DA SILVA, vereador (PT) em Arapoti
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