Invasões
A imprensa já mostrou inúmeras vezes a violência cometida pelo MST nas invasões: desmatamento ilegal, destruição de plantações e maquinários, roubo de gado, agressões em funcionários. Mas infelizmente, ela não pára por aí. Em vez da Sociedade Rural do Paraná mostrar mais uma vez a indignação dos produtores rurais, decidimos responder a carta do senhor Ubiraci Stesco (publicada na edição de 31 de agosto) com o relato de pesquisadores, cujo trabalho vem sendo fortemente prejudicado por este Movimento.
Nós, pesquisadores e funcionários da Estação Experimental de Zootecnia de Sertãozinho, do Instituto de Zootecnia (SP), vimos manifestar nosso mais veemente repúdio à nova invasão dos sem-terra, ocorrida no dia 5 de agosto de 2000, agora atingindo praticamente toda sua área e inviabilizando a continuidade dos projetos de pesquisa em desenvolvimento. A invasão foi acompanhada de abate de animais experimentais, atos de vandalismo, queima de áreas de pastagem, de matas preservadas e dilapidação do patrimônio público. A Estação Experimental foi fundada em 1931, e desde sua existência vem atuando em diversas linhas de pesquisa com gado de corte.
Gostaríamos que a população tomasse conhecimento do grande prejuízo que essas pessoas estão causando, tanto para pesquisa, como para as pessoas que residem e trabalham com dignidade e honestidade neste local há vários anos e, rogamos às autoridades máximas do governo do Estado de São Paulo que tomem atitudes definitivas para a retirada desses invasores bem como para evitar, no futuro, novas invasões, como a que está ocorrendo, preservando dessa forma este importante patrimônio nacional de preservação ambiental, instituído legalmente como Reserva Biológica de Preservação Permanente, bem como o andamento normal dos projetos de pesquisa aqui instalados.
Enfatizamos que uma estação experimental não pode ficar à mercê de problemas dessa ordem e rogamos às autoridades competentes soluções definitivas para esse problema social, já que novas invasões acarretarão o fim, não somente desta, como de outras unidades experimentais do Estado e do País.
- LEOPOLDO ANDRADE DE FIGUEIREDO, diretor da Estação Experimental de Zootecnia de Sertãozinho (SP)
Memória
Com o beneplácito prefeitural, a ganância imobiliária se propõe a destruir (ou já demoliu?) a Casa dos Padres Palotinos, os primeiros na terra de Londrina. Não encontro um termo adequado para manifestar minha revolta e meu repúdio contra a insensatez de uma Londrina desmemoriada e que permite que a Construtora Quadra destrua o que está feito.
Por que não em outro lugar a construtora não consuma sua estupidez, projetando esta coisa idiota e brega de (mais um) shopping? Aliás, já fizeram isso com a primeira igreja de madeira e com a antiga Catedral. Não ficou pedra sobre pedra. Cogitaram (cogitaram, só isso é que sabem fazer de bom) do tombamento da Casa dos Padres. É uma palhaçada, um tremendo mal gosto destruir o passado, apagar a memória da nossa Londrina dos palotinos.
- JOSÉ A. FIORI, jornalista, Curitiba.
Lição do submarino
O submarino nuclear Kursk sofre grande avaria provocada por causa ainda desconhecida e naufraga nas águas geladas do mar de Barents, Círculo Polar Ártico, levando consigo 118 pessoas entre oficiais e marinheiros da armada russa. Muitos morreram no acidente. Os sobreviventes, a 108 metros de profundidade, enviaram pedidos desesperados de socorro batendo nas paredes do submarino em Código Morse. Dois dias após, outros países ofereceram ajuda para resgatar os sobreviventes, mas esta foi recusada pelos russos, que tentavam sem sucesso devido às condições dificílimas da operação. Somente no dia 16 a Rússia aceita ajuda técnica oferecida pela Grã-Bretanha: até os equipamentos chegarem ao local e conseguir abrir a escotilha já haviam passado oito dias do acidente, e nada mais havia a se fazer a não ser constatar que já estavam todos mortos.
Esse episódio doloroso nos leva a algumas reflexões: 1ª – As armas de guerra já deveriam ter sido extintas há um bom tempo, uma vez que o Nazareno nos ensinou a fazer a paz já faz 2000 anos. 2ª – Se o presidente Putin tivesse agido com a mesma humildade que Cristo demonstrou e tivesse pedido ajuda nos primeiros momentos, aqueles irmãos em apuro certamente teriam melhor sorte, ou pelo menos eles teriam feito sua parte. 3ª – Será que em nossa volta não existe algum irmão pedindo socorro? Caso exista, que exemplo estaremos seguindo?
- SILVÉRIO DA SILVA, Londrina
Merenda escolar
Qualquer telespectador da Rede Globo, mesmo sem estar atento, percebeu a convocação – escrita e falada, na telinha, do governo federal, pedindo que nos municípios brasileiros fosse criado o Conselho da Merenda Escolar, até o dia 2 deste mês. Em linhas gerais diz a convocação que somente através de um conselho os municípios terão garantida a merenda escolar. Coisa muito simples para ser resolvida. Há inclusive o telefone gratuito para tirar dúvida.
No ‘‘Jornal Nacional’’ do dia 29, foi dito que apenas 1 mil dos 5.507 municípios haviam atendido às formalidades que garantem a merenda escolar. Quatro quintos dos municípios não tiveram o cuidado de formar o conselho. Diante disso, os estudantes poderão ficar sem a merenda escolar. Ficou caracterizada a incompetência dos prefeitos e vereadores que desgovernam nosso País. As prefeituras e Câmaras de Vereadores estão abarrotadas de incompetentes. Esse quadro lamentável poderá ser mudado nestas eleições municipais. Use o seu voto. Não o desperdice com incompetentes. Quem não se preocupa nem com a merenda escolar não tem competência para administrar municípios.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Febre aftosa
Parabenizamos o secretário da Agricultura do Paraná, Antonio Poloni, pela posição firme e determinada em favor dos interesses do nosso Estado no tocante à questão da epidemia de febre aftosa que assola Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Graças à sua habilidade política e firme propósito, ele está evitando, tal qual todo secretário da Agricultura sério deveria fazer, a propagação de tão nefasta que enormes prejuízos poderia causar à economia rural do Estado. O Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional (GPDR), através de seus membros, hipoteca-lhe total solidariedade e apoio, aproveitando o ensejo para desejar-lhe longa vida e boa sorte.
- MARCELO JANENE EL-KADRE, presidente, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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