Dia da Independência
Seria o ‘‘Dia do Grito de Independência’’ da Câmara de Vereadores de Londrina, que na sexta-feira, dia 25, anunciou, na Folha, votos favoráveis e necessários para acontecer o julgamento (de nova cassação do prefeito já cassado Antonio Belinati), surpreendendo o próprio relator. Mas a realidade foi outra. Sem nenhum fato novo que lhes desse guarida na mudança de pensamento, os mesmos Adalberto Pereira, Carlos Kita, Célio Guergoleto, Luiz Carlos Tamarozzi e Roberto Scaff mudaram seus votos, enquanto Oswaldo Bergamin que, na edição de sexta-feira dizia que era favorável, absteve-se de votar.
Essas mudanças repentinas, que garantiriam com seus votos o novo julgamento, somadas à abstenção de Bergamin, frustraram a nossa necessidade de dizer ao acusado: ‘‘Não estamos de acordo com o que aconteceu na Sercomtel e adjacências.’’ Fiquei envergonhado, não há justificativa alguma – jurídica ou outras – para se afirmar que houve fatos novos, e para essa mudança de decisão.
Claro, havia e ainda paira no ar a ameaça do ex-prefeito de ‘‘olhando nos olhos dos vereadores’’, como ele próprio afirmou, ‘‘divulgar ao vivo as condutas nada exemplares de muitos deles’’. Querem saber? Seria muito melhor virem a público e assumir suas falhas do que desistir de lutar pela nossa necessidade de moralização. No Dia da Independência, a Câmara de Vereadores de Londrina assinou outro compromisso, o do atrelamento às ameaças de véspera.
Caso mais tarde, no aspecto jurídico fosse considerada irregular a decisão, seria outra etapa a ser discutida, mas deveriam ter tido coragem para enfrentar essas ameaças. Ficou claro para mim que, na sessão que o cassou, o ex-prefeito teria sido absolvido, caso o voto fosse secreto. Vergonha se abateu sobre Londrina. Não vou perder mais meu tempo acreditando em muitos deles. Eles não sustentam sua opinião.
Não existe vergonha alguma em alguém estar se tratando de Síndrome do Pânico – como é o meu caso – que pode até impedir o meu voto nessas eleições, mas multa, demasiada vergonha eu teria, caso sofresse da ‘‘síndrome do amarelamento e do medo das pressões’’ pela presença daquele que me tivesse ameaçado, com vídeos ou outras provas, como fez Belinati em relação aos vereadores.
Tenho muitas falhas. Estou me tratando da Síndrome do Pânico, que tem limitado minhas atividades, mas meu amor por Londrina não conhece barreira, e não aceita mentiras ou amarelamento quando o assunto em pauta é a defesa da verdade. Gripe é vergonha? Pneumonia? Traumas ou estresse provocados por muitas perdas? Síndrome do Pânico é vergonha? Não, nada disso é vergonhoso, mas voltar atrás nas decisões que poderiam resgatar a identidade e a moralização da cidade é horrível, e deste mal não padeço. Graças a Deus.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Memória
É com tristeza e indignação que li em notícia no domingo na Folha o absurdo que está para acontecer em Londrina. Simplesmente a história da cidade vai perder mais um importante monumento histórico que é a ‘‘Casa dos Padres’’. O pior é que o dono da Quadra Construtora alega ter um alvará da prefeitura (para derrubá-la). Os (ir)responsáveis da prefeitura que liberaram o alvará deveriam propor à Quadra que, ao construir um shopping ali, ela preservasse a construção para ser um atrativo a mais para o local.
Quando estive em Melbourne, na Austrália, conheci o Melbourne Central, que é um shopping de dois quarteirões que preservou em seu átrio um prédio onde se fabricava material bélico há mais de 100 anos. Também existe naquela cidade o Block Arcade, que é uma galeria de lojas caríssimas. A construção, ao ser reformada em 1988, revelou um antigo mosaico feito em 1880 e está preservado até hoje. Trata-se de unir o progresso ao passado. História, cultura, memória. Tudo indica que aqui em Londrina faltou visão e bom senso tanto da Quadra quanto da prefeitura. E pensar que aquele moderno país de primeiríssimo mundo começou com condenados ingleses...
- ANDRÉ LUIS ARRUDA PLÁCIDO, Londrina
Eleições
É impressionante como os atuais prefeitos estão se virando para serem reeleitos. Na Região Metropolitana de Curitiba, mais especificamente no abandonado município de Fazenda Rio Grande, a atual administração só agora está fazendo a integração interna do transporte municipal, em plena véspera de eleições. Uma necessidade que o povo local almejava, e implorava para o atual prefeito, que mora em Curitiba. Será que esta obra é legal? É preciso que o TRE fiscalize tais empreiteiras, e tal recurso. Chega de parasitas enganadores e fantoches no comando de nossas cidades.
- CÉLIO BORBA, Curitiba
Alternativa
Para quem pensa que só o que é novo é melhor, uma novidade: no presente encontramos sempre um pouco do bom passado. Refiro-me à volta da medicina popular. E olha que nem sou ‘‘expert’’ no assunto, mas convivo amigavelmente com essa idéia e chego a comungar dela.
Os remédios administrados por nossos bisavós estão sendo hoje indicados por nossos mais dignos médicos e relembrados em nossas casas no intuito de se aplicar muito menos a alopatia, que jamais deixou de apresentar seus indesejáveis efeitos colaterais. Aqui em Alvorada do Sul, está cabendo às Pastorais da Criança e da Saúde o papel divulgador de algumas teorias e de algumas de suas mais aplicáveis receitas. Mesmo porque, as pessoas que se dispuseram a este serviço estão sendo preparadas em Centros de Estudos e Pesquisas, de onde recebem apoio de autoridades no assunto, espalhadas por todo o Brasil.
Os resultados, até agora apresentados, estão sendo alvo de bons comentários por parte de profissionais da saúde e pela população em geral, que já não se faz de rogada ao dirigir-se às agentes de saúde responsáveis por este belíssimo serviço (diga-se de passagem: totalmente voluntário) e declararem suas queixas; nunca, porém, sem antes terem consultado seu médico de confiança.
No Brasil, antigas receitas de unguentos e poções estão sendo testadas e aplicadas. E enquanto se aguarda o resultado de testes de laboratórios que possam comprovar a capacidade terapêutica de plantas e outras matérias-primas, vão se aplicando, com cautela, produtos que, na prática, já deram certo.
Parabéns a estas pessoas que se dedicam ao conhecimento de uma tradição, sem cobrarem por seu trabalho, contentando-se apenas com um ‘‘muito obrigado’’ ou, às vezes, nem isto. Aos incentivadores e colaboradores (inclua-se as pessoas mais simples e mais sem recursos, exclua-se os setores que mais poderiam colaborar, que preferem achar que isto não contribui em nada, que é uma grande bobagem) um abraço de congratulação. Aos que duvidam, uma sugestão: conheçam antes de criticar, não sejam tão céticos, porque o que ontem foi bom, para sempre continuará sendo.
- ROSIMEIRE APARECIDA ASUNÇÃO ZAMBOLIN, professora, Alvorada do Sul
Correção
- Por problemas técnicos da Folha, parte do texto da coluna do jornalista Elio Gaspari, na página 6 de domingo, foi publicada sem acento.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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