O LEITOR ESCREVE
Harmonia
A história recente de Londrina tem sido marcada por acontecimentos trágicos, seja na vida política ou social, colocando o nome da cidade negativamente no cenário nacional. Ora denúncia de corrupção, ora cassação do prefeito, ora violência social, e de quebra sequestro de avião.
Num momento como este, é natural que surjam apreensões na sociedade como um todo. Os acontecimentos vivenciados pelo cidadão londrinense mexem com seu pensamento, muitas vezes atraindo eventos que podem gerar uma sociedade socialmente doente. Os cientistas afirmam hoje que a doença se origina na mente. Mesmo as pessoas fortes e os desportistas adoecem ao sofrer grandes decepções ou quando se afligem muito, pois o poder de auto-defesa do organismo diminui. Reduzindo a existência do organismo, ficam mais susceptíves à ação de bactérias e vírus, e acabam contraindo doença.
Assim também funciona a sociedade. Isso significa compreender que para criar uma sociedade sadia é preciso eliminar as aflições, buscar sentimentos de amor, tranquilidade e satisfação, pois, assim, a força vital de nossa gente se manifesta naturalmente. A sociedade adquiri forças para promover um ambiente harmonioso.
Londrina já viveu momentos assim. A idéia brilhante de Francisco Negri Filho, então presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) de criar o Londrinatal em 1994, desencadeou um clima de felicidade e alegria de norte a sul da cidade. A população e a sociedade organizada se uniram enfeitando de luzes a cidade.
Gostaria aqui solicitar publicamente ao prefeito Jorge Scaff, que encerre seu mandato com chave de ouro, presenteando a cidade de Londrina e região com o melhor Londrinatal de todos os tempos. Tenho certeza que esse é o anseio da maioria dos londrinenses.
A necessidade de se pensar a iluminação da cidade, é agora, visto que soubemos que os Natais de 1995 para cá foram os mais iluminados e também começaram no mês de julho e as iluminações aos edifícios foram os que mais chamaram atenção, por isso precisam começar a movimentação já, no mais tardar até o dia 15 de setembro, segundo informações. Os moradores de prédios precisam de assembléia para aprovação e isto demora algum tempo.
Caro prefeito: o Londrinatal, através do espírito natalino, provou que vivendo com alegria e desenvoltura, os negócios prosperam, a saúde melhora, nossa auto-estima cresce. A vida se torna radiante, e a alegria, por sua vez, atrai mais sorte e promove eventos positivos.
- NIVALDO DOS SANTOS, Londrina
Conscientização
Nos Estados de Goiás e Mato Grosso, de maio a setembro, não há chuvas. Não ocorre o fenômeno da geada. A pastagem seca fica fenada, o gado a come com suplemento mineral e permanece gordo. Lavouras são irrigadas.
Aqui no Sul, no nosso rico Paraná, ao longo dos anos chove; mas estamos sujeitos à geada e até à neve, de pequena ou grande intensidade, principalmente em junho e julho. Portanto, é sabido que plantio em áreas não próprias e/ou fora de época é prejuízo na certa. Os pecuaristas e agricultores paranaenses devem prevenir-se, com silagem para a falta de pastagem, e, não havendo seguido, não devem com recursos próprios plantar: milho, cana-de-açúcar, café, trigo etc. Analisando a natureza, chegamos à conclusão de que com reza ou sem reza os fenômenos acontecem. Ela, a natureza, não castiga ninguém, basta entendê-la e respeitá-la.
O governo federal deve planejar com cuidado para não financiar a produção de alimentos em áreas de grande risco. Dinheiro público deve ser aplicado com racionalidade e jamais esbanjado, sob os mais diversos pretextos. Assim como no campo, há aqueles que constróem casas em áreas de inundação ou encostas de montanhas. Não devemos ter pena, devemos mostrar-lhes a realidade. Não sendo hipócritas escrevemos esta modesta mensagem de conscientização popular.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Empresas
Por que a história empresarial e suas expressões documentais e orais estão ganhando cada vez mais importância para a boa gestão das empresas e instituições? Sem rodeios, a resposta passa pelo conceito mais simples do que é cultura organizacional, que é o conjunto de valores, crenças e tecnologias que mantém unidos os mais diferentes membros, de todos os escalões hierárquicos, frente às operações do cotidiano, metas e objetivos. Pode-se afirmar ainda que é a cultura organizacional que produz junto aos mais diferentes públicos, diante da sociedade e mercados, o conjunto de percepções, ícones, índices e símbolos do que chamamos imagem corporativa.
Em um ambiente empresarial atribulado, em que os cenários traçados pelos estrategistas das altas direções são, cada vez mais, meras incertezas, é preciso guardar como um verdadeiro tesouro tudo aquilo que constrói o imaginário de uma instituição ou empresa. Missões, visões de futuro, identidade, marca são expressões do discurso organizacional que estão permanentemente sob fogo cerrado de um incrível arco de fatores ligados principalmente às reestruturações de ordem econômica, social e política. E é no manejo desses leviatãs sociais que as organizações criam as suas histórias, as suas referências. Em meio ao mais forte movimento é que as empresas e instituições forjam os seus heróis, mitos, ritos e rituais. E as organizações que sistematizam o registro desses elementos ligados ao seu simbólico e as comunicam para todos os seus públicos têm as suas identidades fortalecidas, missões protegidas e destinos assegurados.
A qualidade total no tratamento da história organizacional não é só uma das principais condições para a perenidade de empresas e instituições; é também diferencial nos negócios, decisivo a favor de quem pode apresentar para cidadãos, consumidores, imprensa, autoridades, sindicatos, comunidade e a outros públicos credenciais como tradição, portfólio de realizações e comprometimento com as sociedades locais. Enfim, os gestores estão descobrindo que as empresas e instituições também produzem história.
- PAULO NASSAR, jornalista, São Paulo
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