Poluição
Em relação à denúncia feita pelo biólogo Mário Orsi sobre a poluição no Lago Igapó, em Londrina, causada pelos despejos da indústria Confepar, publicada nesta coluna no último dia 22, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) esclarece que a indústria foi multada nesta sexta-feira, dia 25, em R$ 40 mil. A autuação foi emitida após os resultados das análises laboratoriais e vistorias técnicas, que comprovaram o lançamento de efluentes líquidos sem o devido tratamento. O IAP exigiu ainda que a empresa tome todas as medidas para solucionar o problema. O instituto agradece a preocupação do leitor com a qualidade ambiental do município e informa que as denúncias podem ser feitas diretamente no escritório do órgão em Londrina através do telefone: 323-8791.
- ANDREW PINHEIRO NETO, chefe do IAP em Londrina
Achacadores
Com muita satisfação li, na edição do dia 25, Dia do Soldado, que o major Manoel da Cruz Neto tomou a iniciativa de combater o achaque perpetrado pelos ‘‘flanelinhas’’ nas ruas de Londrina. Já não era sem tempo! Aqueles malfeitores que se denominam ‘‘flanelinhas’’ ou ‘‘guardadores’’ são, na verdade, vagabundos, bandidos de toda espécie que vivem incomodando e ameaçando as pessoas. Hoje em dia, os proprietários de veículos, além de pagar todos os tipos de tributos oficiais, são ainda obrigados a pagar Zona Azul (outro achaque oficializado) cumulativamente com os famigerados ‘‘flanelinhas’’. Onde quer que se pare o veículo, a ‘‘mordida’’ é certa. E ai daquele que não tiver ou não quiser pagar. Seu veículo sofrerá as consequências. Portanto, parabéns, major. Soldado existe para isso mesmo, proteger o cidadão. E eu que, como você sabe, divirjo de algumas atitudes das Polícias, agora tenho de reconhecer que com aquele procedimento a Polícia Militar está no caminho certo. E tomara Deus que o amigo consiga nos livrar daqueles malfeitores da sociedade.
- ANISIO SANTOS OLIVEIRA, Londrina
Segurança
Todos necessitamos de segurança, mas pouco ou nada disso existe em Curitiba. Meu filho foi assaltado em frente ao Colégio Positivo/Anglo. Minha filha menor na Visconde de Guarapuava/Coronel Dulcídio. Minha outra filha teve seu carro roubado com todos os pertences de escola, dentro do pátio da UFPR e recentemente sofreu um sequestro relâmpago e perdeu todo o dinheiro da conta corrente, quando saía do plantão do Hospital das Clínicas. Ontem fui violentamente assaltado quando transitava em serviço, na Praça Tiradentes, em frente ao Banco do Brasil S.A. e apesar de entrar em luta corporal com o malandro, não foi possível imobilizá-lo, face a força dele. Em pleno horário do expediente, entre 14 e 15 horas, não havia sequer um policial para me auxiliar. Se nem em locais públicos, em plena luz do dia, o cidadão não tem segurança, qual o remédio? Se não houver prevenção, com policiais em número suficiente, nas praças, nas entradas e saídas dos colégios (públicos e particulares), nas instituições bancárias e públicas, nos horários de expediente, e também não forem efetuadas batidas policiais para detectar os malandros e tirá-los das ruas, jamais a segurança em Curitiba será razoável.
- PAULO FERNANDO OTONI DA FONSECA, Curitiba
Idade Média
Descobriu-se a cura para a violência social. A solução veio de uma pequena cidade do interior do Estado de São Paulo: Iracemápolis. O burgo foi inteiramente cercado por uma ‘‘cortina de ferro’’. A muralha de arame tem o objetivo de conter a violência urbana, diminuir os arrombamentos e frear o furto de veículos. O alto investimento para erguer o paredão é justificado pelo perigo iminente de destruição da unidade política (imagine um reino bárbaro de curta duração). Além do mais, a falta de segurança gera clima de impunidade, que prejudica a economia e diminui os lucros da emergente classe burguesa.
A cultura social também seria afetada, as sucessivas invasões provocariam descrença no poder instituído e daí para a anarquia geral. Mas contra as trevas e obscurantismo o muro foi erguido. Não houve resistência nem questionamento. Agora a sociedade já pode descansar tranquila e voltar aos afazeres do dia-a-dia. Os nobres organizam a cavalaria, o Clero administra as coisas do espírito, a burguesia toma conta do mercado, e o povo trabalha.
- ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, Santa Cruz do Monte Castelo
Vida moderna
A modernidade impõe um ritmo tão intenso em nossas vidas que não nos permite mais refletir. Via de regra não paramos para pensar e avaliar nosso próprio desempenho. Ficamos impotentes ante o excesso de compromissos, obrigações e afazeres que nos envolvem o que impede de refletir como está nosso convívio em família e em sociedade; se estamos procedendo com acerto, se não há exageros da nossa parte. Enfim, se agimos com bom senso no nosso dia-a-dia.
A massificação dos meios de comunicação invade os lares e toma conta da existência das pessoas impondo um procedimento individualista, reduzindo o juízo de cada uma sobre si mesmo, a seu semelhante e a respeito das coisas. A interferência é tanta que muda os hábitos, altera o linguajar e influencia a conduta. Trocamos o pai, a mãe, os filhos, os irmãos, os parentes, os amigos, por futilidades e nem percebemos.
O comportamento atual distancia-se da forma de viver de antigamente, quando a existência era mais simples e as pessoas se alimentavam de certezas e não de indefinições. É verdade que o número de alternativas e consequentemente de opções era bem menor, mas não se vivia num mar de ilusões e superficialidades como nos dias de hoje.
Deixamos de ser calmos, tolerantes e pacientes para nos transformarmos em robôs neuróticos do terceiro milênio, vítimas das comunicações de massa que a cada instante incitam desejos, estimulam ilusões, criam mitos, numa existência em que a imagem vale mais que a realidade, como se a vida fosse um filme e o mundo uma grande tela. O encorajamento exagerado pela busca do atual, do moderno e do novo, leva-nos a substituir segurança pelo prazer, o certo pelo duvidoso, o real pelo ilusório. Ninguém investe nos pequenos mas valiosos prazeres da vida. Passamos horas em conversas virtuais e somos incapazes de dar um ‘‘bom dia’’ ao vizinho da esquina. Tudo tem que ser o que a TV nos incute. Não valorizamos o que temos, ao contrário, desejamos ardentemente o que é inacessível para nós.
Nossas deficiências podem ser reduzidas e até eliminadas pelo exercício diário da reflexão e da autodisciplina. Só assim, praticamos o respeito pelo semelhante, cultivo da simplicidade, a opção pela família, como práticas salutares de cada uma para o benefício de todos.
- JOSÉ ALCEU BISSOQUI, Cambé
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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