Política (1)
O cidadão brasileiro habituou-se a exercer os seus direitos à cidadania através do voto. Ainda levamos a culpa, pois não faltam os que dizem que votamos errado. Vota certo aquele que o faz com o coração, sinceridade e esperança de melhorar o nosso panorama de vida. Porém, somos traídos pelo descaso e a inércia política e não existe maior traição.
O processo eleitoral brasileiro é democrático de fato, porém, ainda não é o ideal. Ressaltemos: vota-se em um determinado candidato e leva-se um brinde. Qual brinde? O vice, que a maioria não votou e desconhece quem seja, vai na ‘‘cola’’ do político eleito. Alguém já votou para vice? Quem elegeu os vices que ocuparam a Presidência do Brasil? Mal os conhecíamos! No entanto, acabaram por governar o País durante algum tempo. Por que não realizar eleições para vices? A idéia parecer absurda? Convém destacar, um vice desconhecido e pouco votado por faltar nele atributos que patenteiem confiança, pode vir a governar o País, o Estado e, sobretudo, o município.
O vice do eleito deve fundamentalmente ter muita afinidade com o pensamento político do candidato eleito, pois no futuro pode ser um continuador. Deve ser um torcedor para o sucesso do eleito, mas é óbvio que ficará sempre de olho na escorregadela do amigo político. Poderá usar de sentenças incentivadoras ao seu colega de profissão: ‘‘Ficarei e o apoiarei sempre. Viaje um pouco depois de assumir. Esquentarei a sua poltrona em sua ausência, e que esta seja prolongada.’’ Afinal, o sucesso de governo de um vice está ligado ao fracasso e à queda do eleito. Um jornalista americano advertiu que a política é como a arte de administrar o circo a partir da jaula do macaco. Macaquices eleitorais à parte, que vença o bom senso e acima de tudo o processo democrático e com ele, também, o povo que os colocou na posição de chefe, consciente ou inconscientemente.
- VALDEMI GOMES DE BRITO, funcionário público, Londrina
Política (2)
Consagra o artigo 1º, parágrafo único da nossa Constituição: ‘‘Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos diretamente nos termos da Constituição.’’ Posto que o povo é soberano, titular absoluto do Poder Público, razão de ser da existência do Estado: surge um grande problema. O povo não pode governar-se por si próprio. Na máxima podemos designar a alta responsabilidade de mim, de você, eleitor, na Constituição da base política do Estado.
Política é a arte de bem servir os povos. O que nós aspiramos, eu e você, eleitor, é uma sociedade justa, igualitária, que promova o desenvolvimento do povo, quer criando frentes de trabalho, eliminando essa chaga social que é o desemprego, uma das causas da trilogia do crime: ignorância, ócio e miséria, criando mais hospitais públicos, para eu e você sermos amparados nas enfermidades do corpo físico; para que tenhamos vida e saúde em abundância, pois a vida saudável é o maior patrimônio da humanidade; para que eu, você e nossos filhos e as futuras gerações tenham instrução, elemento indispensável para a formação de um povo, eliminando a ignorância, que conduz ao ostracismo e a escolha errada do homem público. Precisamos de segurança, eliminando a violência e o crime, que afastam a tranquilidade de qualquer povo organizado.
Diante da impossibilidade de o povo governar-se por si próprio, precisamos saber escolher, na hora do voto, os nossos representantes, que vão agir em nosso nome, à frente do Poder Público, e para que nossos anseios possam ser efetivamente concretizados. Praticamos a democracia indireta, ou sistema representativo, no qual a inteligência humana confia o exercício do governo civil a algumas pessoas, agindo elas como mandatárias do povo, e nós, os mandantes, com a grande responsabilidade de formar um Estado justo e igualitário. Cabe-nos, pela escolha de nossos representantes, evitar o desvio do dinheiro do público, a corrupção e o egoísmo, verdadeiras chagas da humanidade. Assim, diante dessas noções, não podemos errar, precisamos escolher certo. Londrina é a nossa cidade e queremos vê-la atuante e desenvolvida.
- LABIB HADDAD, advogado, Londrina
Política (3)
Procura-se jovem, elegante e esperto. Não precisa ser honesto, honrado ou digno. Hoje em dia, para entrar na vida pública, no Brasil, você deve obedecer a essa exigência estereotipada pela nova onda de políticos que veio aí.
Assisti à entrevista de Luiz Estevão no Programa do Jô. Que classe, que finura tem o homem. Os gestos polidos, a indumentária impecável, um vocabulário vasto, tudo necessário para ser um grande sucesso. E foi. Liso como um bagre ensaboado, o ex-senador se desvencilhou de todas as possíveis críticas, fazendo uma verdadeira demonstração de perspicácia e sagacidade. Fiquei de boca aberta. Até me lembrou o Collor. É o filho que o pai brasileiro quer. O almejado concebido num tipo virtual de gente. O Luís Eduardo Magalhães, aquele um que morreu, filho do ACM, também não lembrava esse tipo?
Só que tem um detalhe. Um detalhe que aqui no Brasil não faz muita diferença: a honestidade. Fico imaginando, aqui comigo, na conversa com os meus botões, a venda do kit político na capital da ilha. Ele vem com gel fixador, terno azul marinho, gravata de listras e uma camisa branca. E, de brinde, você leva um mês grátis de academia e um tratamento dentário. Não perca a nossa promoção. É por tempo limitado. Até que venha uma CPI. Então, você poderá levar uma pizza para casa. Acho que se parece com um certo país da América Latina.
- ADRIANO SÉRGIO NUNES BRETAS, estudante, Curitiba
Arapongas
Enquanto a cidade de Apucarana ganha destaque na imprensa nacional em razão das denúncias de corrupção no Poder Público municipal, a vizinha Arapongas se firma como centro universitário e pólo de desenvolvimento industrial e comercial. Nos últimos anos, a região central de Arapongas foi totalmente reestruturada, adquirindo um visual moderno e compatível com o amplo comércio local. O parque industrial da cidade já conta com aproximadamente 400 indústrias, segundo dados recentes do IBGE. O Centro de Exposições de Arapongas (Expoara), é tido como um dos maiores e mais modernos do País. Nele são realizados anualmente eventos de importância nacional e internacional, onde fecham-se negócios milionários rendendo divisas para município e promovendo a sólida indústria moveleira local.
Saúde, educação e cidadania representam prioridades em Arapongas não apenas nos meses precedentes às campanhas eleitorais. O município, que em outubro próximo está completando pouco mais de 50 anos de emancipação política, serve como modelo de desenvolvimento e progresso para toda a região circunvizinha. É sabido que a prosperidade de um povo se constrói sobre os pilares de uma poder público atuante, eleito democraticamente e comprometido com o trabalho e a verdade. Assim tem sido em Arapongas.
- ROBERTO CARLOS SIMÕES GALVÃO, Apucarana
Correção
- O quadro que mostra a projeção de crescimento da população para os pólos regionais paranaenses até 2010, publicado na página 2 da Folha Cidades de ontem, possui um erro técnico. Londrina ocupa o segundo lugar e Maringá o terceiro.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup