Justiça
O governo fiscaliza e pune as empresas descumpridoras da lei para com os trabalhadores na área previdenciária e trabalhista. Esse mesmo governo, que pune e fiscaliza, é o maior descumpridor da lei. O governo federal (art.40, parágrafo 8º da Constituição federal) não está repassando os reajustes salariais aos seus servidores há mais de seis anos, enquanto a inflação nesse período ultrapassa os 88%.
Se numa empresa os funcionários forem maltratados e perseguidos pelo patrão, certamente não produziriam a contento e muito menos prestariam bons serviços. Nas repartições públicas, onde o governo é o patrão, não é diferente. O servidor precisa ser prestigiado, caso contrário quem sofre é a população que necessita desses serviços.
Precisamos exigir dos nossos governantes melhor atenção para com os seus servidores, a fim de que eles nos prestem bons serviços. De que adianta criar novos planos de carreira e novas leis, sem cumprir aquelas que já existem? Certamente também não irão cumprir as que virão. Logo enfatizamos a necessidade do cumprimento das leis. O respeito para com a lei maior, nossa Carta Magna, a Constituição Federal. É preciso jogo claro, sem subterfúgios, sem truques, para que todos possam trabalhar e produzir em paz.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Dever
A performance do governo dificilmente mudará, pois a reforma só é feita para acertar negociações do tipo ‘‘é dando que se recebe’’. O governo ainda não se conscientizou de que deve governar para o povão e que antes de adotar uma medida, deve primeiramente pensar nas consequências dos seus atos sobre a camada mais necessitada da população. Na maioria das vezes, esta é a camada que mais sofre.
O governo para resolver a maioria dos problemas deve concentrar seus esforços na melhoria de salários, educação e saúde. A reforma deveria acontecer não só ministerial, mas também presidencial. O País está vivendo um verdadeiro caos e não vemos ação do governo federal. Esta reforma não resolverá nada, ou seja ‘‘muda-se o rótulo, mas a cachaça continua a mesma’’. O brasileiro é um ser impaciente. Quando procura estabilizar a sua vida, mergulha num oceano de queixas e dificuldades. Muitas vezes adoentado não tem energia de caráter para abandonar algum vício próprio como fumo, bebida ou droga. Fica exigindo que os governantes o livrem do mal que adquiriu livremente. Uma nação é composta de todos os seus concidadãos, cada um é responsável e deve cumprir a sua parte e, se isso acontecer, posso afirmar que este nosso País será uma maravilha para nossos filhos e netos.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Ajuda
O inverno na região sul trouxe beleza às paisagens e atraiu turistas do País inteiro. O espetáculo da neve, tão distante da realidade brasileira, encantou aqueles que visitaram os Estados sulistas. No entanto, o que encheu os olhos também provocou enorme prejuízo aos agricultores e pecuaristas. Com geadas e temperaturas tão baixas, a pastagem dos rebanhos se comprometeu e os animais perderam peso, causando prejuízo para os pecuaristas. Além disso, ficaram comprometidas também as plantações de café, de frutas e hortaliças, de trigo, de milho e de cana de açúcar. As geadas vieram depois de um grande período de seca na região, responsável por um dos mais baixos índices de produtividade que aumentou as dívidas dos produtores rurais e os deixou com um baixo capital de giro. O que ocorre é que a perda da produção, aliada ao endividamento dos produtores paranaenses, provocou, principalmente no Estado do Paraná, uma situação crítica que requer ajuda governamental.
Os produtores precisam ter acesso a alternativas que amenizem o impacto desastroso das geadas. Uma delas é a renegociação de suas dívidas passadas e um acerto para as atuais. Deste modo eles não terão seus bens executados, já que neste caso o não pagamento aos bancos é perfeitamente compreensível, tendo em vista os prejuízos sofridos. Outra alternativa é a abertura de novas linhas de crédito extralimite, mas que não configurem, no entanto, liberação de recursos públicos a fundo perdido, o que geraria outro prejuízo, desta vez aos cofres públicos.
O governo federal vem adiando o anúncio sobre as medidas que serão tomadas para minimizar os efeitos das perdas com as geadas na agricultura paranaense. Os recursos que serão liberados esperam definição dos ministros da Agricultura, Fazenda, Planejamento e do próprio Presidente da República. A demora para chegar a este acordo está deixando as entidades ligadas à agropecuária e o governo estadual impacientes. Existe até a intenção de formar uma Frente de Ação Política na Assembléia Legislativa paranaense para representar o pleito dos produtores rurais que não pode mais ser protelado. É compreensível que devamos fazer tudo que esteja ao nosso alcance para auxiliar agricultores que passam por momentos de dificuldade com suas plantações. Ainda mais quando o resultado deste prejuízo na safra inflaciona os produtos que todos nós consumimos. Isto ocorre porque até que os produtos cheguem às feiras e supermercados, seus preços dobram e quem mais ganha com isso não é o produtor rural.
Com uma colheita perdida, os fazendeiros terão menos dinheiro e, consequentemente, diminuirão o número de contratações para o próximo plantio. Sem oferta de trabalho, os trabalhadores rurais migram para a cidade em busca da própria sobrevivência e, como já sabemos, provocam o inchaço das cidades grandes. Para evitar um caos ainda maior nas metrópoles com os subempregos, superlotação da rede hospitalar, aparecimento de favelas, entre outros problemas decorrentes da migração rural, é plausível que o governo se posicione a favor de qualquer ajuda aos produtores rurais. Ajuda esta que será imprescindível para a recuperação da agricultura na região sul e também capaz de impedir a migração de trabalhadores rurais, sem habilidades necessárias para viver dignamente nas cidades grandes do nosso País.
- RUBENS BUENO, deputado federal (PPS-PR)
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