O Leitor Escreve
Seu voto
Parcela significativa da população brasileira passou a encarar com naturalidade o fato de que o voto instrumento sagrado da democracia representatividade possui vários preços, vale uma dentadura, um par de óculos, o pagamento de uma conta de água ou luz já vencida, o aviamento de receita médica, passagem para algum lugar, cadeira de rodas, uns litros de gasolina para o Fusca, meia dúzia de cervejas no bar da esquina em comemoração ao quase título conquistado no campeonato, um jogo de camisa e bola para o time a ser formado, um pé de sapato antes e outro somente depois de eleito, cesta básica alimentícia na véspera da eleição, carteira de motorista ou até o pagamento de multa de trânsito por infração ao novo Código, que está engavetada.
Aí o candidato se elege e faz o que já sabemos: apronta mil e uma peripécias, esquiva-se dos que o elegeram e enterra-se na lama da corrupção para reaver o que gastou na campanha. E volta a se lembrar do eleitor na futura eleição, quando a dentadura tiver se partido, os óculos precisarem de lentes novas, o Fusca de gasolina etc., criando o círculo vicioso conhecido.
Como a história tem demonstrado, sempre que só um pequeno grupo decide é inevitável que esse grupo se corrompa, perdendo de vista sua responsabilidade social e acabe dando preferência aos próprios interesses, gerando uma situação de injustiça, que impede a paz social, porque sempre existem pelo menos alguns que não a aceitam passivamente e lutam contra elas. Vale o antigo provérbio: A força do grupo compensa a fraqueza do indivíduo.
Quanto vale o seu voto? Se valer o sentimento de repugnância e o desejo ardente de mudar essas verdades, a próxima eleição promete uma nova sociedade. A participação política favorecerá a plena realização de cada participante como ser humano e apressará a construção de um tempo onde as decisões políticas serão de todos. Parabéns, você é um eleitor esclarecido e saberá escolher com responsabilidade seu candidato.
- GILMAR CARDOSO, Campo Mourão
Por pouco
Fiquei feliz ontem quando li na Folha Cidades a nota Econorte lança o Projeto Trevo. Pensei que seria o lançamento de um projeto de remodelação dos trevos existentes nas rodovias exploradas pela concessionária, principalmente no trevo em Sertanópolis que dá acesso a Primeiro de Maio (o mais perigoso da região). Mas a alegria durou pouco, pois se tratava da notícia de um treinamento volante promovido pela Econorte. Mas valeu a pena, pois não deixa de ser um evento importante para os motoristas, quem sabe a remodelação do trevo não está por vir?
- JOSÉ LUIZ GOMES, Primeiro de Maio
Defesa do Consumidor
Há menos de um mês para o aniversário de 10 anos do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), dois atos me surpreenderam num supermercado de uma rede de médio porte da cidade. O primeiro foi a colocação de um produto à venda sem qualquer informação na embalagem. O segundo foi a atitude tomada pelo gerente do estabelecimento.
À procura do produto desejado, entrei no supermercado esperando encontrá-lo. Além disso, esperava encontrar informações sobre a quantidade, características, composição, qualidade etc, informações estas que estão garantidas no artigo 6º, III, do citado Código Legal. Para surpresa minha, o produto estava embalado naqueles saquinhos transparentes em que colocamos verduras nos supermercados, sem qualquer informação, totalmente precário, apenas com o preço.
Obviamente, já indignado, mas com a intenção de mostrar a falha e a atitude ilegal, incorreta ao estabelecimento, procurei o gerente. Este, após não saber prestar qualquer informação sobre o produto e com a grosseria, e não sábia atitude respondeu-me: Então vamos retirar o produto e você não vai levar. Ainda questionando, obtive a informação do próprio gerente que o produto à venda estava daquele modo porque ele era parte do produto original, comprado do fabricante. Ou seja, uma atitude também ilegal em que vendia o produto em partes para lucrar mais, algo sem conhecimento do fabricante.
Diante de tanto absurdo, nunca esperado de tal empresa e muito menos de um gerente, alguém que deveria ser o mais capacitado no estabelecimento, não levei o produto para que esses desrespeitos ao nosso Código de Defesa do Consumidor não sejam estimulados e que os cidadãos, mais especificamente os consumidores, além de comemorar essa conquista que é tal Código, não se esqueçam de pô-lo em prática e exigi-lo diariamente. Direito: vigia-o e o exercerá.
- JOSSAN JOSSAN BATISTUTE, estudante, Londrina
Determinação
Esta é a história de uma mulher que, como muitas, deixou de lado sua casa e filhos por um objetivo: voltar a estudar. Uma tarefa difícil, pois também estavagrávida. Escolheu o curso Técnico em Segurança do Trabalho em um colégio estadual em Londrina. Após ter o bebê não desanimou, mesmo pegando uma pneumonia ela e o filho recém-nascido. Não desistiu do seu ideal. Como pode existir tanto sentimento e força num corpo tão pequeno como o dela.
Faltando dois meses para o final do curso houve a greve nos colégios estaduais e as aulas pararam. Mais uma vez ela saiu à luta pelos seus direitos e participou do comando da greve. A paralisação durou menos de 30 dias, e no último dia nossa corajosa mulher apareceu chorando na TV em rede estadual. Com suas lágrimas ela mostrou que é possível lutar, basta querer. Esta é uma homenagem a ela, que é minha esposa, e a todos os alunos do curso que lutaram pelo mesmo ideal.
- LUIS MARCOS MILANI, técnico em Segurança do Trabalho, Londrina
Purificação
Dia 8 de agosto de 1988 assinalou o início de mudanças no nosso Planeta. A lei da purificação é aplicada na humanidade. A data marca também o princípio de recuperação do Planeta. Luta-se para acabar com a iniquidade e integrar o homem no plano estabelecido pelo Criador. Os animais tentaram nos avisar. Foram sufocados. As árvores tentaram nos alertar e foram cortadas. Os ares tentaram nos indicar o caminho, foram incompreendidos.
O homem comete grave erro em querer submeter-se a ela. Por falta de harmonia, o homem continua submetido à lei evolutiva da morte e do renascimento. No futuro, o homem se submeterá diretamente às leis cósmicas e não necessitará de formas ultrapassadas e arcaicas que o mantêm no egoísmo. A tendência, num futuro não muito distante, é que as religiões se extingam, permanecendo sim a religiosidade que se define como obediência ao conjunto de leis que dá ao homem o conhecimensto da origem da essência de todos os habitantes do Planeta em que vive e das etapas evolutivas e involutivas deles. Assim, será o início de uma nova humanidade, sem grilhões mentais, sem medo de se aprimorar. Aí sim vamos ser fiéis aos ensinamentos de Cristo e ter um futuro repleto de luz.
- AROLDO POLITI, Londrina
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