Educação (1)
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná é sinônimo de muita desorganização. Nem mesmo as equipes que trabalham dentro da secretaria se entendem. No dia 1º de julho foi implantado na grade curricular do ensino médio do Paraná um projeto de complementação de carga horária (Projeto de Enriquecimento Curricular – PEC) conforme Resolução nº 1214/00. Foram contratados professores para ministrarem as aulas. Estes profissionais elaboraram seus projetos de trabalho, entraram em sala de aula e tudo corria muito bem. Pensávamos que era uma realidade.
De repente entra em cena o fator comum da equipe de governo da secretaria. A desorganização. Simplesmente recebemos um fax de Eduardo Amorim, superintendente de Recursos Humanos da SEED, no dia 10, comunicando que foram suspensos os suprimentos dos professores que assumiram aulas do PEC, sem ao menos comunicar e dar esclarecimentos aos estabelecimentos que tiveram muito trabalho para montar os projetos a serem trabalhados.
Tudo está passando dos limites. Os profissionais da educação do Estado já não suportam mais serem tratados como meros participantes na formação de uma sociedade digna. Os estabelecimentos de ensino parecem ser tratados como cobaias da desorganização que cerca todos os que dizem fazer da educação o ponto essencial para a formação de um país democrático e consciente. Tudo é ilusão, propagandas enganosas são levadas à população através de meios de comunicações. Onde fica a autonomia das escolas tão propalada na gestão democrática do governador Jaime Lerner?
- PEDRO ESTEVÃO DA SILVA, professor, Manoel Ribas
Educação (2)
Qual foi minha nota? E agora, será que passei ou reprovei? E a cola? O professor não deu mole! Se eu aparecer em casa com uma nota vermelha, meu pai corta a mesada! Talvez estes questionamentos estejam num rol dos mais praticados na vida escolar da maioria dos alunos brasileiros. Virou hábito, costume, logo, cultura. Essa é nossa cultura e pior, impregnada na metodologia de ensino de alguns professores.
Esta é a prática de uma teoria completamente adversa, trabalhada por um vocabulário já exacerbado, soando no ouvido leigo da grande massa cidadã e, parte desta auto-intitula-se por estudante ou acadêmico. E a prática desse aluno ou profissional, está realmente subsidiando as necessidades do mercado mundial no que tange à criatividade, à praticidade, à aplicabilidade de todo o conhecimento teórico e, efetivamente, aos rendimentos esperados?
Afinal, são encontros, feiras, congressos e oficinas onde trazem à tona inobstantemente as técnicas, novas teorias, as velhas escolas e métodos, onde vomitam-se aos telespectadores algo como: educação corporativa; centro de pesquisa e desenvolvimento em educação; a interdisciplinaridade ou multi, ou temas transversais, ou softwares educacionais... E a prática disso tudo, no dia-a-dia escolar, onde é que está?
Artigos científicos, teses e dissertações são de grande importância na preparação de qualquer aluno, dos mais variados graus de estudo. Todavia, tornam-se, estes, incompletos se não acompanhados da prática e dos resultados, então teremos a reciprocidade aos investimentos (raros no Brasil), dos anos de trabalho num laboratório, dos centros de pesquisas em educação e dessa ‘‘parafernália’’ dialética instrumental da educação, desse conglomerado de técnicas, alçadas num marketing educacional ascendente. Não seria então, o problema, justamente a falta de comunicação ou, o mau uso dela no espaço educativo?
- CLEI GILBERTO BROENSTRUP, Londrina
Devastação
A natureza agora começa a dar o troco ao homem, que insiste em degradar e devastar tudo que acha pela frente, rios, florestas, matas ciliares. Mudou o curso dos rios do Pantanal para construção de casas de veraneio. Interfere na piracema dos peixes. Sempre em busca do lucro imediato a qualquer preço. Prova disso é o Sistema Tietê-Paraná, onde vários comboios de transporte graneleiros estão parados por causa da baixa das águas. Pior que isso, será logo o caos no abastecimento de energia elétrica, cujas turbinas não terão água para movê-las. Aí sim o homem chegará à conclusão de que ‘‘El Niño’’, ‘‘La Niña’’, não interferiam tanto quanto ‘‘El Hombre’’.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
EJ é um X-men
Após intensas pesquisas realizadas neste final de semana, consegui descobrir que Eduardo Jorge (EJ), não é um ser humano normal. Ele é um X-men. Acompanhe comigo seus superpoderes: visão telescópica – enquanto o Cíclope somente emite raios energéticos com sua visão, EJ vê muito longe! Como enxerga este homem! A capacidade de enxergar um bom negócio e de auferir lucros com ele é espantosa! Toque de midas – enquanto Wolwerine somente consegue produzir garras de aço, EJ vai além e consegue transformar em ouro tudo o que toca. Supertelepatia – Xavier é fichinha perto dele. O homem conseguiu nomear mais de vinte juízes, alguns deles em menos de um minuto! Mimetismo transformista – te cuida Mística! EJ consegue se transformar em quem ele quiser. Em uma hora, ele é lobo (talvez uma competição com Wolwerine? Inveja?), noutra ele é cordeiro. Controle da natureza – coitada da Tempestade! O homem conseguiu produzir chuvas e trovões nos fundos de pensão, alterando suas funções e interferindo em seu funcionamento. Travessia de portas e janelas – por esta nem Magneto esperava. O homem é capaz de circular por todas as salas do Planalto sem que ninguém consiga impedi-lo. Os bancos terão que urgente rever suas portas-giratórias, pois isso não funciona para um EJ. Toque mortal – Vampira ganhou um concorrente de peso. EJ quase matou FHC. Onde este homem toca não nasce grama! Pulos acrobáticos – o sapo não consegue imitar isso. EJ desenvolveu tanto a habilidade de pular que ninguém consegue ultrapassá-lo nisso. E, quando usa sua língua, não sobra pedra sobre pedra. Ela é grudenta e envolvente.
Conclusão: recomendo ao Xavier que prepare melhor sua equipe. Estamos lidando com um mutante muito poderoso, com poderes muito fortes. É necessário preparar melhor nosso time para enfrentá-lo. Sugiro utilizar mais o Cérebro, que já teve bons resultados para trazer de volta a Vampira. E sugiro também nos associarmos com o Magneto. Juntos, teremos a Força. Se não conseguirmos nada, aposto que Wolwerine volta para a Vampira. Ou será que até lá a Doutora Jean abandona o Cíclope? Eu estou torcendo pela Vampira.
- LEONARDO FERRARI, psicólogo, Curitiba
Correção
- O chefe do escritório regional da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), Paulo Sidnei Carreiro Ferraz, contesta a avaliação feita pela Folha em relação ao valor do patrimônio da empresa que está abandonado, na reportagem especial sobre o sistema ferroviário do Estado, publicada no último domingo. Segundo ele, o valor desses bens seria de aproximadamente R$ 750 mil, e não os R$ 15 milhões publicados.
- Na mesma reportagem há outro equívoco. Diferentemente do que foi publicado, o transporte de cargas no ramal ferroviário entre Irati e União da Vitória havia sido desativado antes da privatização do sistema, em 1997, pela RFFSA, e não pela concessionária América Latina Logística. O trecho desativado pela ALL é o que liga Mafra (SC) a Erechim (RS) e também passa por União da Vitória.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup