Combustível
Venho através desta firmar meu repúdio em relação à notícia intitulada ‘‘Para Sindicombustíveis, lucro é abusivo’’, publicada no dia 11, página 3, em Folha Economia. Diante das inverdades publicadas, venho esclarecer alguns fatos. Em momento algum falei que a margem de Londrina estava sendo abusiva por parte dos postos revendedores. Por diversas vezes a repórter deste jornal, Cláudia Lopes, tentou fazer com eu fizesse esta declaração. Minha resposta sempre foi que eu desconhecia a planilha de custos dos postos de Londrina e que os preços praticados em Curitiba não precisariam necessariamente ser os mesmos que desta cidade, uma vez que a planilha para cada base de região é diferente e o volume de vendas de cada localidade reflete diretamente na margem de revenda.
Falei inclusive que entraria em contato sim com a delegacia de Londrina a fim de apurar estas informações que a repórter estava questionando, mas que não orientaria a revenda para que refizesse suas planilhas. É importante ressaltar que os preços são livres não só para a revenda como também para a distribuidora e que as margens praticadas por estas também são diferenciadas de acordo com cada região. Mais uma vez declaro não ser verdade a afirmação da notícia que diz serem ‘‘exageradas’’ as margens dos postos de Londrina.
- ROBERTO FREGONESE, presidente do Sindicombustíveis
N.R.: A reportagem reafirma as declarações prestadas ao jornal pelo presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, de que as margens de lucro nos postos de Londrina são exageradas e que a entidade entraria em contato com a sua delegacia regional para ‘‘que ela orientasse os postos a refazerem suas planilhas’’. O presidente sindical declarou textualmente que, se os postos continuassem trabalhando com preços altos, ‘‘todas as baterias estariam apontadas para eles’’.
Eleições (1)
Dia desses, um eleitor humilde afirmou, ao microfone, com monumental ingenuidade, que nosso presidente não tem culpa de nada, uma vez que cumpre ordens dos EUA. Muito pior do que não saber nada é ter a ilusão de que sabe. Por isso mesmo, ouvi, em criança, que é preferível o analfabeto ao semi-analfabeto. Qual a consequência de nosso amigo supra referido entender que o ‘‘governo’’ não tem culpa pela subserviência a que levou o País perante os gringos? Eleitoralmente, não será das mais animadoras.
Se se juntarem às informações mal digeridas, que resultam nesse tipo de exegese ao contrário, mil outros expedientes engendrados pela politicalha para afeiçoar aos projetos mesquinhos da minoria dominante os resultados das urnas, teremos o retrato da ‘‘democracia’’ brasileira, uma democracia que, absurdamente, prescinde da auscultação da vontade e das aspirações do povo. Note-se que até as pessoas aparentemente bem informadas não andam bem a par da realidade. O presidente do TRE-MA disse, há pouco, que a votação eletrônica é imune a fraude. Não é. E ainda com a agravante de que, ao mesmo tempo que permite a fraude, impossibilita a fiscalização.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz federal aposentado, Brasília
Eleições (2)
Boa essa iniciativa dos juízes de não deixarem candidatos analfabetos concorrerem às eleições. Não por preconceito, mas uma vez que são eleitos, na maioria dos casos se transformarão em fantoches nas mãos das velhas raposas da política. Deveria ser feito um teste para se concorrer a um cargo público. No Primeiro Mundo, só os melhores e capacitados é que disputam as eleições. Já no Brasil, na maioria das vezes, aqueles que não prestam para nada acabam achando na política uma saída para sua incompetência.
- MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Previsão confirmada
Afirma o prefeito: ‘‘Não queremos mudanças que não sejam convenientes.’’ Pavan continua, segundo notícia da Folha. A pergunta é: isso é conveniente para quem? Está claro: para o mesmo grupo que dilapidou o Erário e que, conforme previ em comentário anterior continuaria mandando tendo Jorge Scaff como prefeito. Nem é preciso conhecer as pessoas e os acontecimentos de Londrina, como julgo conhecer por morar aqui há mais de 60 anos, para sentir o que aconteceria (como está acontecendo) nesta fase final da gestão do prefeito afastado e cassado (Antonio Belinati). O grupo é o mesmo e muitos dos que ocupam cargos importantes na prefeitura e autarquias já fazem parte dele desde muito tempo, antes das falcatruas atuais.
Em Direito, provar é preciso. Mas para quem acompanha os acontecimentos diariamente, os fatos falam por si. Resta ajudarmos o Ministério Público a oferecer provas para que os juízes possam mandar para o lugar apropriado aqueles que tomaram nosso dinheiro. Tem muita gente boa daqui e da capital envolvida. Estão ricos às nossas custas. Que sejam punidos e devolvam o que surrupiaram. Por falar em capital, que piada a entrevista do governador para justificar a nomeação, com promoção, do falecido ex-presidente da Banestado Leasing para uma secretária do Estado, depois de tudo que o tal aprontou. Depois de tudo, será que o povo promoverá mudanças nas próximas eleições? Como está é que não dá.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Procura
Quando o astronômo Galileu Galilei afirmou que a Terra não era o centro do universo, mas um planeta que gira em torno do Sol, foi perseguido pelo Santo Ofício e sofreu um processo inquisitório e foi obrigado a retratar-se. Mas, a descoberta de Galileu derrubou a teoria de que o homem e a Terra eram o centro do Universo. Hoje sabemos que ele estava certo e quem teve de retratar-se foi a Igreja, mas o perdão só veio depois de mais de 300 anos pelo Papa João Paulo II.
É certo que a ciência não é precisa em tudo e dona de toda a razão, nem a Igreja, que diz ter inspiração do Espírito Santo, não deveria cometer erros. Dizer que nenhuma Igreja acumula bens materiais é querer tapar o Sol com a peneira, o interesse pelo dinheiro parece ser bem maior do que pela fé, pois é o dinheiro que mantém as Igrejas em pé e toda a sociedade do homem moderno.
O ser humano é um animal místico e ganancioso, e desde que adquiriu inteligência, tem medo do desconhecido e sempre irá acreditar em alguma coisa, mesmo sendo chamado de ateu. Pela procura do seu ego o ser humano se vê mergulhado num universo cheio de incerteza e se agarra naquilo que lhe convém, às vezes sem usar a lógica e a razão.
- MANFRED e FRIEDRICH SCHERCH, Rancho Alegre
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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