O Leitor Escreve
Eleições (1)
Há dias, um incauto ou mal-intencionado leitor, certamente despreparado, anunciou a intenção de vender seu voto. A única coisa que ele não pode ser chamado é de cidadão. Cidadão é aquele que vota por idealismo, acreditando que poderá mudar com seu voto essa plêiade de incompetentes e desonestos. Serve como reflexão para não cometermos os equívocos de eleições passadas no Executivo e Legislativo, que precisarão ser renovados na maioria absoluta ou tudo continuará no mesmo diapasão de oportunismo, falta de fiscalização do dinheiro público e cabidão de empregos.
O Sr. Jorge Scaff, cauteloso, calmo, talvez esteja aguardando o final do mandato para realizar a faxina esperada e a consequente economia sonhada pela população. Nunca tivemos um prefeito nascido e criado em Londrina, o que importa? Em contrapartida, tivemos excelentes administradores honestos e competentes. Não aceitaremos crítica como argumento nesta campanha. Queremos propostas honestas, sérias. Chega de populismo, falácias, mentira. Poderemos dar uma aula de cidadania nesta eleição ou provaremos ser despolitizados ao ponto de sequer sabermos votar e distinguir quem merece nosso voto.
Nós decidiremos pelo voto consciente, sem imposição, interferência, uso do poder aquisitivo, compra de voto etc. Vamos denunciar os corruptos, aproveitadores e votar em gente séria. Só depende de nós. Seremos capazes? Vamos dar uma grande virada, uma grande transformação, pulverizando os ares na administração municipal. Vamos tentar a mudança?
- MOISÉS DOS SANTOS, Londrina
A pombinha e o político
A natureza, como exímia educadora, traz para os homens inesquecíveis lições. Porém, nem sempre as percebemos ou fingimos não entendê-las. Em frente à minha casa, como na maioria das ruas de nossas cidades, foi plantada uma árvore que fornece sombra e abrigo aos carros. A pombinha, sem cerimônia e parecendo um sem-teto, apropria-se dessa árvore frondosa e ali faz seu ninho para criar seus filhotes. Não raro, percebemos o capô do nosso carro com um colorido diferente, manchas brancas e cinzentas feitas pelas pombinhas. Mas, como a lei protege os pombos, não podemos mais usar os estilingues de antigamente.
Com tal imunidade as avezinhas tornam-se cada vez mais certeiras em suas rajadas, e ai de nós se cortarmos a árvore ou agredirmos os novos inquilinos. Às vezes fico pensando se há uma relação entre os políticos e os pombinhos. Será que os primeiros copiam as atitudes dos pombos ou vice-versa? Pois, logo que eles fazem seus ninhos recebemos suas rajadas e dificilmente conseguimos nos refazer do pesadelo que passamos, como aconteceu por ocasião da votação do salário mínimo. A semelhança é grande e nos permite acreditar na referida relação. As pombinhas acostumam tanto com a árvore escolhida que seus filhotes, ainda empenando ou mesmo depois de adultos, adotam como ninho a mesma árvore acolhedora.
Se temos dúvida sobre tal relação, as empresas de pesquisas estão aí para esclarecê-las, levando-nos à conclusão de que os cargos políticos, como as nossas árvores, são passados de pai para filho e não adianta estilingue, pois os políticos também adquiriram imunidade por lei, tornando difícil nossas estilingadas. Talvez o único e plausível remédio neste sentido seja ficarmos atentos quando começarem a recolher os primeiros gravetinhos, ou votos, para prepararem seus ninhos. Temos que redobrar a nossa atenção pois, de outra forma continuaremos a ser chamuscados pelas certeiras saraivadas das pombinhas e também dos políticos. Esta é uma precaução pequena, porém talvez a única que está ao nosso alcance a começar nas próximas eleições.
- WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, Londrina
Maluquice
O Ministério da Educação está torrando milhões para ensinar que os alunos devem encapar cadernos. Como se nossos pais, nossos professores jamais tivessem feito isso. É um absurdo, um desperdício. Enquanto a grana sai pelo ralo da inutilidade, enriquecendo alguns, os professores e funcionários das universidades federais estão em greve por mais de 90 dias, buscando a reposição salarial que lhes é devida há mais de cinco anos. O governo não tem recursos para coisas sérias, a população pode ficar sem o atendimento do hospital das clínicas, alunos podem ficar sem aulas, mas propaganda não pode faltar.
Podem faltar escolas, podem faltar carteiras, quadro negro e até o giz nas salas. Professores do ensino fundamental recebem por um ano de trabalho menos que o valor de apenas uma inserção de propaganda em rede nacional. É uma pena que tenhamos dirigentes tão descompromissados com o presente e o futuro do nosso País. Quanto potencial está sendo desperdiçado por falta de uma escola melhor. Com toda certeza a criança mais feliz desta nossa terra é o Maluquinho.
- TARCISIO MARTINS, Londrina
Perigo
Durante o inverno ocorre aumento do número de intoxicações acidentais pelo monóxido de carbono e muitas são fatais. O monóxido de carbono é um gás incolor, sem cheiro, que não causa irritação, muito difusível e cuja densidade é próxima do ar. Absorvido pelas vias aéreas (inalação) se difunde rapidamente no sangue, fixando-se na hemoglobina, deslocando o oxigênio e apresentando efeito asfixiante sobre os tecidos por meio de carboxihemoglobina. Como consequência, ocorre diminuição da quantidade de oxigênio transportado e fornecido aos tecidos.
As principais fontes de monóxido de carbono são combustão incompleta do carvão (braseiros), tubos de escapamento de motores a explosão, incêndio, deflagração de explosivos, queimadas, chuveiros a gás, fumaça de tabaco e qualquer chama ou dispositivo de combustão. Os sintomas decorrentes da intoxicação aguda variam de acordo com a concentração de gás, do estado de saúde da vítima e principalmente do tempo de exposição ao gás. As principais consequências são dor de cabeça, náusea, vômito, irritabilidade, tontura, confusão mental, obnubilação, coma e morte (morte branca).
O tratamento consiste em retirar a vítima do local de intoxicação, não esquecendo de proteger o próprio socorrista e iniciar a oxigenioterapia o mais rápido possível, enquanto o paciente é conduzido a um serviço de emergência. O método mais eficaz e rápido de tratar a vítima é a oxigenioterapia hiperbárica. Importantes são as medidas preventivas como não ligar o motor do carro com a garagem fechada, observar os dispositivos de segurança quando da utilização do chuveiro a gás, não queimar lenha em ambientes fechados, conscientizar a população sobre os perigos da intoxicação pelo gás e as maneiras de preveni-las.
- LUIZ BODACHNE, médico, Curitiba
Correção - Flávia Virgínia é o nome da correto da cantora citada na notícia da página 2 na edição de ontem da Folha2.
- O medicamento Captopril é anti-hipertensivo, e não antidepressivo, como foi divulgado ontem na notícia Ministério registra mais um remédio produzido pela UEM, em Folha Cidades.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





