Quadrilhas
Quadrilhas, quadrilhas e mais quadrilhas. A mídia brasileira só fala nelas. E não é por causa do mês de junho. Quadrilhas no INSS. Quadrilhas na Receita Federal. Quadrilhas no Banco Central. Quadrilhas do Fundef, do FGTS, do Fundo de Amparo ao Trabalhador, do SUS etc. Senador acusado de formação de quadrilha. Se não pedirem folha corrida, a bandidagem tomará de assalto os postos eletivos, as Polícias Civil e Militar, as Forças Armadas. Estas últimas já estão tomando mais cuidado com o ingresso dos conscritos.
Os coronéis da PM e os delegados da Polícia Civil são as cúpulas dessas organizações, pois não? E há coronéis e delegados chefiando quadrilhas. Nos bons colégios, mormente de São Paulo, há traficantes matriculados. Pode-se enfrentar um tal estado de desordem sem que as Forças Armadas sejam retiradas por algum tempo, de seu doce fazer nada?
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília
CPI
Ouvindo-se o depoimento de Eduardo Jorge e os pronunciamentos, com poucas perguntas, dos ilustres políticos brasileiros, conclui-se que a única preocupação da oposição é envolver o presidente da República e criar uma crise política geral no País. Se isso é bom ou não para o Brasil é o que menos interessa. Daí a luta para que fosse uma CPI, e não uma simples subcomissão, pois renderia mais acesso à mídia.
- EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo
Eleições (1)
Iremos ter eleições dentro de dois meses. E como sempre, elas serão resultado de um renhida preparação. Da parte de aqueles – e são tantos! – que querem vender. Usarão, na possibilidade, de todas as armas que a Justiça Eleitoral lhes permite usar. Sem dúvida, como sempre, muitos usarão também armas não permitidas, sabido é. Infelizmente, há muitos artifícios, manobras, disfarces de que saberão valer os espertos. Para muitos – foi sempre assim! – ‘‘o fim justifica os meios’’. O que não é ético, muito pelo contrário. Garantia é a Justiça Eleitoral na qual depositamos inteira confiança. A nós cidadãos cabe exercer com dignidade e independência o direito de votar. E o dever de votar bem. Querendo, acima de tudo, eleger candidatos competentes.
A competência subentende: certa dose de cultura que permita lidar problemas, muitos vários e complexos. Subentende, assim, honradez pessoal que lhe valha condigna representação da comunidade, trabalho honesto voltado exclusivamente para o bem-estar dos cidadãos. Iremos votar com coerência cívica, sabedores que somos do quanto é elevado e importante o cargo público. Iremos votar com consciência reta sem olhos voltados para interesses escusos, pessoais, familiares ou de grupos. Não faremos de nosso voto uma oferta barata de mercado. Há, sim, cidadãos merecedores de nosso apoio e de nossa escolha. Imaginem se Londrina não os tivesse. Sempre teve e sempre os terá. Saibamos escolhê-los, Londrina os merece.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Eleições (2)
As eleições municipais estão aí e as campanhas eleitorais podem ser vistas em todos os cantos. As ruas estão abarrotadas de ‘‘santinhos’’. Cabos eleitorais segurando faixas estão em quase todos os sinaleiros do centro. Muros e painéis com eslogans com inúmeras promessas poluem a cidade. Porém, o que mais impressiona é a briga pelo voto. Tudo parece ser uma troca de favores. Gostaria de estar enganado, mas é impossível fechar os olhos diante de tanta pobreza e miséria.
A população ainda não tomou consciência que o voto é uma arma importante para mudar esta situação e ele não pode ser trocado por uma cesta básica ou uma consulta médica. E é justamente esta tática usada por alguns candidatos: a troca de favores. No entanto, se pensarmos que para essas pessoas falta tudo e este é um ‘‘ano eleitoral’’. Então elas precisam aproveitar, pois sabem que depois a maioria dos políticos eleitos ficarão inacessíveis. É uma dura realidade. E ela parece se repetir novamente.
- THIAGO M. FONSECA, estudante, Londrina
Religião (1)
Dizem que não existe verdade absoluta. Cada um tem a sua. Em se tratando de religião, cada um acha que a sua é a absoluta. As verdades estão contidas em muitos livros, bíblias de cada religião, pergaminhos ocultos, nas seitas e escolas esotéricas. Como nós achamos que somos fiéis ao nosso Deus, acreditamos que a nossa religião, seja qual for, é a certa. Parem para pensar.
Se temos um Deus único, a fé também é única. O caminho para se chegar a Ele é único, através do amor incondicional, da caridade, da ajuda à humanidade, do reto pensar, das boas ações, da honestidade, do caminho do meio. Os grandes mestres que para o nosso Planeta vieram, não pregaram a divisão mas sim a união. Não pregaram para este ou aquele, mas para toda a humanidade. Não fundaram esta ou aquela religião. Os homens é que criaram divisões, porque na nossa mente egoísta necessitamos de sistemas e títulos para nos satisfazer e dominar. Parem para pensar. Não dividam ainda mais. É hora de união e aceitação.
- AROLDO POLITI, Londrina
Religião (2)
O maior problema hoje da Igreja, no que tange a evangelização, é que ela perdeu a sua habilidade de se relacionar com os não convertidos. Sentem-se superiores e com medo de identificar-se, e cair na fé, ou até mesmo de se parecer com tal, esquece-se que se identificar não quer dizer associar-se, fazer igual. O poder de não viver debaixo do jogo do pecado está sobre o salvo (1 João 3;9). Todo aquele que é nascido de Deus, deve desenvolver um pensamento crítico em relação ao que é ou não pecado, ser equilibrado e manter-se dentro do evangelho. A medida que o cristão cresce na graça, suas convicções, seus padrões de vida, seus valores devem se submeter ao senhorio de Cristo.
Que tipo de conteúdo temos dado às pessoas? Qual a mensagem que temos passado aos outros: informações ou vida? Estrutura ou conteúdo? Normas ou princípios de vida? Na verdade, a proclamação é o anúncio do conteúdo do evangelho, e este ganha impacto quando lhe é adicionado o modo relacional na evangelização. É impressionante como as pessoas podem até estar próximas geograficamente, mas distantes quanto aos seus relacionamentos.
O importante neste método, é que o conteúdo demonstrado através dos diferentes dons permite a consolidação da pessoa na Igreja, e por causa das diversas teias de relacionamento que são criadas, ela seja integrada naturalmente pela aproximação. Através deste método relacional/encarnacional, nossos amigos aprendem a confiar em Cristo e o crescimento dele é acompanhado. Relacione-se com as pessoas e faça delas um discípulo de Jesus Cristo.
- FRANCISCO ANTUNES FILHO, reverendo, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup