Com relação à matéria publicada no jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná de ontem, do repórter Marcos Zanatta, com o título ‘‘Deputada acusada de fraude’’ a Secretaria de Estado da Saúde tem a informar: logo que a secretaria teve conhecimento das denúncias envolvendo marcação de consultas no Centro Regional de Especialistas de Maringá foi determinada a abertura de sindicância para a apuração dos fatos noticiados na imprensa. Para tanto foi designada uma Comissão de Sindicância, composta por três servidores, das diretorias de Sistemas de Saúde e de Recursos Humanos, com assistência da Assessoria Jurídica do Instituto de Saúde do Paraná. O objetivo é a apuração do envolvimento ou não dos serviços ou servidores públicos nas irregularidades denunciadas. Esta comissão tem o prazo de 15 dias, contados da data de publicação da portaria de designação do ‘‘Diário Oficial do Estado’’, para a apresentação do relatório ao secretário de Saúde. Salientamos que as investigações ocorrerão exclusivamente no âmbito desta instituição, não correspondendo portanto ao título da matéria por esse jornal publicada. Paralelamente, estará sendo realizada uma auditoria operativa para a apuração das possíveis irregularidades no atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde/SUS do Centro Regional de Especialidades de Maringá. Cabe ressaltar que tanto a deputadas Serafina Carrilho quanto o diretor da regional de Saúde de Maringá, Silas de Mello Bruder, solicitaram ao secretário Armando Raggio as providências cabíveis à apuração das denúncias.
- ANDREA MARIA DELLER PERCEGONA, assessora de comunicação social, Curitiba
Participação
Não se pode esperar ao acaso. A participação da sociedade é indispensável à profilaxia da corrupção e dos maus políticos. A aversão que a grande maioria da população tem em relação à política é a principal responsável pelo grande número de inescrupulosos exercendo cargos públicos, tanto no Executivo quanto no Legislativo. A idéia de que todos os políticos e partidos são iguais, também é inverossímel. Acontece que tem prevalecido os artifícios sempre usados pelos políticos descompromissados com a população, com a demagogia, as promessas vazias, uso do poder econômico, muitas vezes financiados por grupos de contraventores como tráfico, contrabando, roubos etc., artifícios usados, e até mesmo repudiados pelas pessoas de bem e que normalmente não são eleitas.
A participação da sociedade foi imprescindível para o desfecho das investigações e posterior afastamento do ex-presidente Fernando Collor, assim como o prefeito de Londrina Antonio Belinati. Mas neste caso não poderá ficar apenas no campo político. É preciso exigir que a Justiça faça com que esses malfeitores do dinheiro público devolvam aos cofres o dinheiro ilicitamente desviado, assim como puni-los de acordo com a lei.
Somente com a conscientização da sociedade poderemos mudar este quadro. Podemos começar com o nosso voto. E para isso devemos investigar a atuação de cada candidato que nos for apresentado. Se o discurso não corresponder com sua conduta é melhor evitá-lo. O candidato ou político que promete vantagens de cunho pessoal, as quais não sejam de interesse da maioria da população, em troca de voto, certamente não é um cidadão idôneo e indubitavelmente sua pretensão visa interesse pessoal.
Somente teremos segurança, educação de qualidade, saúde, moradia digna, empregos, se elegermos pessoas compromissadas com estas causas. Portanto, prudência é indispensável quando vamos às urnas. Nada do slogan ‘‘rouba mais faz’’. O único lugar para gatunos é a cadeia.
- SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM, relações públicas, Londrina
Exame antidroga
Um tema causador de polêmica desde que virou notícia: o exame antidrogas nas escolas. Antes de se tirar qualquer conclusão, seja ela contra ou a favor de sua prática, precisamos avaliar seus prováveis benefícios e constrangimentos.
A obrigatoriedade de submeter os alunos ao exame antidrogas pode ferir princípios constitucionais, expor e cercear a liberdade. O uso de drogas pelos adolescentes é considerado um problema pessoal para muitas famílias e a exigência do exame para a permanência do estudante na escola pode causar um grande embaraço. Outra coisa a ser pensada é o que fazer com o resultado deste exame, que deve ser confidencial e jamais servir para a expulsão do aluno. Caso o resultado comprove que o aluno está fazendo uso de drogas, a escola deve encaminhá-lo para um tratamento que o livre do vício e o acompanhe psicologicamente.
Atitudes drásticas como a expulsão de alunos ocorrem porque nem sempre os profissionais da educação têm o preparo necessário para lidar com o grave problema do uso de drogas entre os jovens. Uma medida que aproximaria professores e alunos seria a inclusão no currículo escolar de aulas sobre os efeitos, perigos e prevenção às drogas. Com uma linguagem interessante e sincera, estas aulas poderiam estabelecer uma relação de confiança do estudante para com sua escola. Daí então, se o aluno tivesse resultado positivo no exame antidrogas, não seria excluído do meio em que está acostumado a viver. Não sendo discriminado, aumentariam suas chances de se recuperar e voltar à sua rotina normal.
O envolvimento da escola no problema do uso de drogas pelos jovens não deve ser maior que o da própria família. Atingidos em cheio, os familiares dos possíveis usuários não podem transferir sua responsabilidade aos professores. A colaboração da escola é extremamente importante mas ela deve ser acompanhada do cuidado e da atenção dos pais do aluno, pois ela não pode garantir a educação total do indivíduo. Daí a conclusão de que as escolas podem propor aos estudantes e suas famílias que se submetam ao exame, mas não obrigá-los a passarem por tal situação.
- RUBENS BUENO, deputado federal (PPS/PR)
Poupança
Os jornais enfatizam que a poupança volta a perder corrida para a inflação. Em julho, para uma inflação estimada em 1% pelo governo, o rendimento da caderneta de poupança (TR + juros de 0,5%) não passará de 0,65%. Em todos os países civilizados e de economia sólida, a população é estimulada a poupar. Salvo, naturalmente, os Estados Unidos, que fabricam o papel-moeda que o mundo entesoura e que, com tanto dólar sobrando, não estão nem aí para os desperdícios consumistas. Ou o Japão, cujo povo seguiu, com tanto exagero, o conselho de poupar que quase inviabilizou o mercado interno.
Estamos, porém, entre os países que mais precisam incrementar a poupança interna, já que os capitais externos que venham para ficar são de pouco vulto. Mas nunca tivemos um governo que tanto desencorajasse os poupadores nacionais não especuladores como o atual. Esses poupadores não procuram lucro, mas não querem perder. O mecanismo da caderneta asseguraria, além da correção monetária, 6% anuais de juros. Só que o governo tantas trapalhadas faz que, como visto, já não defende as economias dos pobres nem da corrosão inflacionária. Um tiro carregado de maldade, que pode sair pela culatra.
- ALCINDO NOLETO, Brasília
Correção
Foto publicada na página 4 da Folha Economia, ontem, era do diretor de marketing da Sercomtel Celular, Antonio Celso Agostini, e não de Flávio Borsato, como a legenda indicava.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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