Estatuto
Pense bem: o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda é uma criança, tem somente 10 anos. O Brasil, ‘‘pai dele’’, já tem 500 anos! Por tal motivo os conselhos tutelares de Bela Vista do Paraíso e Alvorada do Sul resolveram dizer que devemos aplaudir esta ‘‘criança bonita’’ que é mesmo o futuro bom deste País.
A Comarca de Bela Vista do Paraíso tem acompanhado e alcançado na prática, em conjunto com o promotor de Justiça, Carlito Antonio Rupp, o cumprimento previsto no Estatuto. Haja visto os atendimentos que ambos os conselhos têm efetuado desde que, em 10 de março de 1995, Bela Vista elegeu seus primeiros representantes, e, em 1997 assim também procedeu em Alvorada do Sul. De lá para cá muitos foram os atendimentos realizados, e consequentemente muitas foram as vitórias.
Os conselheiros acreditam que houve um enorme progresso desde que se iniciou na cidade o Conselho, pois foram ao longo desse período (1995 à abril de 2000) registradas 1.857 ocorrências, às quais se referem aos mais variados casos, desde um simples desentendimento entre pais e filhos, à casos de abuso sexual, violência doméstica, abandono, etc.
Ao longo deste período o trabalho árduo desses conselheiros que se deslocam até as comunidades carentes à qualquer hora do dia e da noite para atender prontamente à criança e adolescente, foi mais progressivo no que diz respeito à requisição quase que diária de serviços essenciais. Suprindo necessidades que na maioria das vezes não são proporcionadas pelos seus genitores.
Entre a intenção do Estatuto da Criança e do Adolescente e as atitudes sociais existe ainda uma grande distância, que seria diminuída com o esforço de cada cidadão em não criticar aquilo que não conhece. Portanto, leia o Estatudo e comemore com a gente.
- SIMONE BRANDÃO DE OLIVEIRA, Bela Vista do Paraíso
Palhaçada
Em tempos de um sem número de acusações aos ‘‘fazedores’’ de opinião desse Brasil afora (aspas pela ganância e falta de caráter com que executam suas falcatruas), minha preocupação é que pela constância, se tornem hábito. Mas por que a preocupação? Bom, quando surge um novo escândalo, ele se torna público, acusadores e acusados duelam ferozmente, o tempo esquenta, tomamos conhecimento, tiramos partido e torcemos para que tudo seja bem esclarecido e os que erraram, reparem seu erro.
Depois, num segundo momento as coisas começam a confundir a opinião pública, pois é chegada a fase das liminares, que jogam por terra, acusações documentalmente verdadeiras. Ficamos como se estivéssemos sentados assistindo a um jogo de tênis, observando o vai-e-vem da bolinha. Aí acontece que entramos na fase do silêncio bilateral, escassam os fatos novos e parece que não aconteceu nada, tudo está normal. Os acusadores continuam seu trabalho de provar o evidente . Os acusados continuam levando suas vidas na maior tranquilidade – talvez até rindo da bagunça criada.
E nós continuamos o mesmo movimento com nossas cabeças – da direita para esquerda, da esquerda para direita, sem entender bem as coisas, como abandonados, esperando o nada. E pensar que a algum tempo atrás, pintamos nossas caras em protesto, hoje pintamos essas mesmas caras, mas com um adorno de cor vermelha na ponta do nariz de fazer inveja ao Carequinha e ao Arrelia e a tanto outros que nos fizeram tanto rir.
- WALTER ABOU MURAD, biomédico, Londrina
Qualidade
O cliente e o consumidor funcionam como verdadeiros pulmões sociais, ou seja, o que eles dizem produz ressonância espacial e temporal e agregam forte poder de formar opiniões públicas. Em razão disso, qualidade não é só aprendizado técnico, mas principalmente relações de uma pessoa para com outras pessoas. As ações individuais e coletivas são fenômenos que possuem potencialidade imprevisível, para tanto gerar conflitos e questionamentos, quanto para formular a imagem e identidade institucional.
Nessa direção, qualidade profissional está também na aptidão de se fazer compreender, pois a mensagem entendida passa a preencher uma agenda ou criar um arquivo na memória da pessoa. É isso que vai circular, gerar poder e diferenciar as instituições amanhã.
Para tanto, reflitamos um pouco sobre essas abordagens: como é possível correr para frente do tempo, sem comprometer o presente ou fazer pouco caso ao passado? Como ser criativo, leal e autêntico, administrando o olho invisível de outro sobre nossas ações? Como multiplicar gestos de simpatia, por meio da performance profissional? Como superar confusões do lar, do trânsito, da política, diante da profundidade pedagógica de uma ação hopitalar, que pode ser irreversível e fatal? Como reagir frente à insensibilidade, indiferença, violência estilizada, promessas do futuro, e viver livremente os valores da caridade e da esperança?
Dessas investigações pode-se extrair densas conclusões, reconhecendo sempre que respeito, confiança, entreajuda, trabalho em equipe, convivência e habilidades são componentes que asseguram maturidade e crescimento das pessoas e perpetuidade das organizações. Na véspera do terceiro milênio cristão esses sentimentos reclamam pressa na sociedade, mas os alicerces que sustentam a verdadeira e completa profissionalização do ambiente hospitalar.
- LOURDES MARGARIDA THOMÉ, diretora superintendente do Hospital Nossa Senhora das Graças em Curitiba
Correção
Ao contrário do que foi publicado na reportagem sobre a decisão judicial que proibiu a colocação de propaganda política em postes de iluminação, no município de Santa Helena (página 6; primeiro caderno da edição de sábado): a justiça não liberou postes de três avenidas para afixação de propaganda eleitoral. A proibição é total em Santa Helena. Também não é de responsabilidade da Copel a retirada dos cartazes já afixados, mas sim dos políticos ou dos partidos que assim o fizeram.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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