O leitor escreve
Desastre
É lamentável, mas parece que acidentes com a empresa Petrobras se tornaram rotina. Gastar dinheiro com prevenção, jamais; mas, para propaganda em televisão nunca falta dinheiro. É muito simples aparecer na televisão e falar que a empresa não medirá esforços para reverter os danos causados ao Rio Iguaçu, que gastará o quanto for preciso para amenizar o sofrimento por que passa este rio, porém, com prevenção eles não gastam nada. Enquanto uma pessoa é presa por estar com cascas de árvore, ou por ter matado uma pombinha, desastres ambientais como este geralmente não acarretam sanção alguma.
Multar a dita empresa é o mínimo que poderia acontecer, agora, e quanto aos seus técnicos, diretores e demais sabujos, nada? Não foi promulgada recentemente a lei federal nº 9.605/98 que pune severamente crimes ambientais praticados por empresas, sendo que seus responsáveis são passíveis de prisão? Acho que estou enganado, pois nenhum técnico ou engenheiro até o momento se encontra encarcerado. Será que matar meia dúzia de pássaros é mais grave do que acabar com o ecossistema do mais importante rio paranaense?
- RÔMULO FABRÍCIO ANTUNES, estudante, Londrina
Combate ao crime
Não é necessário buscar a fórmula única. Há várias soluções eficientes. Nos Estados Unidos, a cidade de San Diego (Califórnia) é a recordista na diminuição da criminalidade. Lá os assassinatos caíram 76,4% nos últimos cinco anos. Qual o segredo? A cidade optou pelo policiamento comunitário. Em vez de contratar novos policiais, a prefeitura começou a treinar os moradores para que eles colaborem de forma mais eficaz com a Polícia, vigiando as ruas de seus bairros e prestando informações sobre a circulação de suspeitos. Além disso, foram contratados aposentados para fazer rondas pela cidade.
Há algumas coisas básicas que se pode fazer para atacar a criminalidade nenhuma delas fácil. É preciso começar pela limpeza da Polícia. De nada adianta ter policial na rua se ele vai extorquir o traficante em vez de prendê-lo. É muito difícil operar essa transformação, já que o policial é funcionário público estável que só pode ser demitido por justa causa. Além disso, a parte honesta da Polícia necessita de tratamento mais decente.
Polícia melhor não basta. Na periferia das grandes cidades brasileiras, o Estado não aparece. Escolas, organizações esportivas, centros comunitários que ofereçam apoio às famílias são fundamentais como barreiras à expansão do crime. Creches para ajudar as mães e centros de treinamento de mão-de-obra ou mesmo cursos de arte ou algum tipo de diversão para as crianças e jovens também têm papel decisivo. Em lugares miseráveis, os jovens não vêem esperança alguma no horizonte. Se nada parece confiável, se nenhuma alternativa se apresenta, então por que não pegar uma arma e fazer um assalto? O cenário social desolador forja criminosos também. Políticas que aumentem o emprego e reduzam as diferenças de renda responsáveis pela criação de gigantescas castas de excluídos obviamente teriam impacto imediato na relação dos índices de criminalidade brasileiros.
- MAURO JANENE COSTA, Londrina
Aposentadoria
A carta do leitor Alcindo Noleto Rodrigues, de Brasília, publicada neste jornal no dia 17, traz uma observação muito interessante. É de se questionar a atuação da Força Sindical e o Sindicato Nacional dos Aposentados pelo INSS. De que lado estão essas entidades? Será que os aposentaods sabem o que está acontecendo? A quem interessam essas proposições contraditórias, relatadas pelo missivista?
Há que se ressaltar, quando o presidente da República, viajando pelo exterior, mas precisamente na França, disse que não estaria propenso a dar reajustes nas aposentadoria dos seus servidores, mas sim dar aposentadorias para quem ainda não as tinham. Trata-se de uma outra falácia, pois aposentadorias devem ser concedidas a quem tem direito e sobretudo a quem contribuiu para isso.
Os servidores públicos sempre contribuíram pelo total dos seus ganhos, enquanto para iniciativa privada a contribuição obedece a um teto. Muitas empresas usam dos sistemas complementares de aposentadorias para resolver o problema daqueles funcionários que ganham mais que o teto estabelecido pela Previdência Social, que hoje é de R$ 1.328,25. São as chamadas aposentadorias complementares adotada em várias empresas, que os servidores públicos não as têm, pois pertencem a outro regime.
A principal diferença desses dois regimes (CLT e Estatutário) é que o servidor estatutário contribui pelo máximo de seus ganhos enquanto o outro CLT contribui pelo teto pré-estabelecido. Logo, as aposentadorias são diferenciadas, pois estão na razão direta das contribuições.
- ANTONIO PEREIRA, Londrina
Saúde
O Serviço Municipal de Saúde de Jaguapitã (Sermusa) está falido de certa forma. E de quem é a culpa? É do governo do Paraná? Do prefeito? Dos administradores da área de Saúde do município? Ou será que a culpa é dos pobres funcionários que são obrigados a continuar trabalhando com seus salários atrasados desde maio?
A Constituição Federal assegura a todas as pessoas o direito à vida, saúde, alimentação, ensino, o direito de ir e vir, e principalmente o direito de receber o salário pelo fruto de seu trabalho, e outros direitos de cada cidadão. O que será que está acontecendo com verbas enviadas para a área de Saúde do município? Será que não vem mais dinheiro algum? Por que somente os funcionários da Prefeitura de Jaguapitã estão recebendo em dia? Será que são mais importantes que os funcionários da Saúde?
Infelizmente ninguém consegue explicar claramente aos funcionários do Sermusa o que aconteceu com seus salários que até o momento continuam atrasados. Se não me falha a memória, em janeiro a Folha publicou reportagem na qual o prefeito de Jaguapitã prometeu que até março seriam pagos todos os salários atrasados da área de Saúde do município. Quem leu aquela notícia se lembra muito bem. Mas infelizmente ficou somente na promessa.
Quem será que vai pagar as contas da farmácia, água, luz, aluguel e principalmente o pão de cada dia e outras despesas necessárias para subsistência do ser humano que trabalha todos os dias para chegar no final do mês trabalhado, chorar pelo seu salário que ainda não recebeu? Como ficam as famílias desses funcionários que aguardam ansiosos pelo alimento de cada dia?
É triste vermos aquelas pessoas passando vergonha, tendo seus créditos cortados pela falta de pagamento de dívidas contraídas. Quem sabe um dia os administradores de nosso município administrem nossa cidade com consciência de seus atos, com amor à profissão e principalmente com capacitação profissional para o cargo administrativo, que no momento deixam a desejar.
- CLÁUDIO DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
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