Desastre ambiental
Outra vez a população paranaense se depara com desastre ambiental, desta feita, provocada pela Petrobras. O fato virou manchete nacional e internacional, tornando mais uma vez público o descaso com que as questões ambientais são tratadas, mormente, quando o explorador dos recursos naturais são grandes empresas e com algum vínculo estatal.
O Estado do Paraná, no início deste ano, já experimentou outro grande desastre ecológico que foi o rebaixamento do nível das águas no reservatório de Itaipu Binacional e que teve como consequência a morte de milhões de matrizes e de alevinos, com drástica repercussão no futuro da ictiofauna e do meio ambiente como um todo. Inobstante o desastre provocado, na região do Lago de Itaipu, tenha sido notório e registrado inclusive por alguns veículos de comunicação, por alguma razão, não ganhou tanto espaço na mídia, deixando transparecer, para os menos avisados, que o dano ambiental provocado daquela ocasião tenha sido de menor gravidade.
Diante dos últimos acontecimentos, surgem algumas indagações: por que será que essas grandes empresas, cujo patrimônio é, no todo ou em parte, da União, são as responsáveis pelos três últimos e maiores desastres ambientais ocorridos no Brasil, levando-se em conta aquele acontecimento na Baía da Guanabara, no Estado do Rio de Janeiro? Seria uma falta de rigor na exigência do cumprimento das leis ambientais? Ou ainda, será que essas empresas possuem licenças ambientais para operar? Será que esses desastres teriam ocorrido se houvesse, por parte dessas duas empresas, um maior respeito às leis que regulam a exploração de recursos naturais?
É lamentável que um Estado como o Paraná, que possui rios majestosos e que deveriam ser reconhecidos só pelas suas belezas naturais, está se tornando vítima frequente de desastres ambientais. De nada adianta o governo do Estado gastar milhões de reais na recuperação dos seus rios, como por exemplo, em construção de ‘‘escada’’ para que os peixes possam transpor a barragem de Itaipu nos períodos de piracema e com a drenagem daqueles que estão assoreados, se a União, através das empresas citadas, não se preocupa com os constantes danos ambientais, desrespeitando às leis sobre o assunto e deixando, assim, de prevenir futuros desastres ecológicos.
- APARECIDO DA SILVA MARTINS, advogado, Guaíra
Repressão
A prisão dos professores universitários, que manifestavam pacificamente a indignação de parte da comunidade universitária contra o processo de sucateamento do ensino público promovido pelo governo do Estado e pela reitoria da UEL, é um fato lamentável que lembra os mais duros anos da ditadura militar. As perguntas a serem colocadas para o reitor Jackson Proença Testa são as seguintes: como um panfleto distribuído na saída dos vestibulandos poderia tumultuar o concurso? Por que não foram apreendidos também os informes publicitários, os cartõezinhos de descontos no comércio local ou iogurtes, chocolates e todo tipo de ‘‘lanchinhos’’ que eram distribuídos aos vestibulandos? Será que esse tipo de ‘‘panfletagem’’ não caracteriza também um ‘‘tumulto’’, inclusive de maiores proporções que o Manifesto em Defesa do Ensino Público, Gratuito e de Qualidade?
A reitoria da UEL novamente dá mostras da falta de consideração pela opinião dos alunos, professores e funcionários, que se sentem fora do processo democrático que, teoricamente, deveria existir em uma universidade. Caso o reitor esteja interessado em responder democraticamente às questões, aconselho o uso da bela máquina de divulgação que ‘‘informa’’ os vestibulandos de quão perfeita é a Universidade Estadual de Londrina. Estamos abertos, como sempre, ao diálogo que visa a defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, que era exatamente o que o manifesto defendia. No caso de nova recusa da reitoria em manter diálogo democrático, podemos facilmente presentear nosso magnífico reitor com uma bela farda militar.
- CARLOS NIEBUHR, LUCIANA LAZARINI, MARIA RITA TEIXEIRA, estudantes universitários, Londrina
Política agrícola
O artigo ‘‘Tratamento assimétrico’’, de autoria do deputado federal Antonio Delfim Netto, publicado no dia 16 na Folha, reflete com perfeição os sentimentos do produtor rural com a atual política agrícola desenvolvida no País. A única ressalva a ser feita está em sua data. O texto deveria ter sido escrito há 25 anos. As dificuldades enfrentadas pelo agricultor brasileiro se repetem a cada safra e o descaso governamental com o setor agrícola é inadmissível. Lamento ainda que em sua passagem pelo governo federal, o ex-ministro não tenha percebido os obstáculos que atingem a agricultura brasileira. Mas, como diz o ditado popular, ‘‘melhor que isso aconteça antes tarde do que nunca.’’
- ARNALDO COELHO DO AMARAL, diretor do Conselho de Administração da Sociedade Rural do Paraná
Século da Sorte
Sou filho de pioneiro do vilarejo Alambari, hoje cidade de Cambará. Venho expressar, eu e meus funcionários, o respeito, agradecimento e consideração por este conceituado jornal em mencionar o nome de Cambará na promoção Século da Sorte. É uma brilhante promoção. Continuem sempre inovando e enriquecendo aquilo que é nosso.
- JULIO VIAL MARQUES, Rádio Cultura de Cambará
Perda
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu pesar no falecimento do jornalista Barbosa Lima Sobrinho, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Defensor da democracia, da liberdade de imprensa e da ética, Barbosa Lima Sobrinho serviu ao Brasil como jornalista brilhante, figura humana extraordinária e, sobretudo, como cidadão admirável. A imprensa brasileira está de luto com a morte de Barbosa Lima Sobrinho, mas enriquecida pelo legado histórico que ele deixou e que a todos serve de exemplo.
- PAULO CABRAL, presidente da ANJ, Brasília
Correção Na notícia ‘‘Candidatos do Norte Pioneiro são impugnados pela Justiça’’, publicada ontem na página 5, houve uma incorreção. O candidato a prefeito Nilso dos Santos é do município de Barra do Jacaré e não de Jacarezinho, como foi erroneamente apontado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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