O leitor escreve
Povo manipulado
Não faz muito tempo, um ex-governador do Paraná disse: Na política até boi pode voar. Hoje entendo tal significado. Recordando a campanha presidencial de 1989, o candidato que se elegeu teve como plataforma política, principal, a caça aos marajás. Com pouco tempo de governo, o cassado foi ele. Na época, toda a população brasileira foi induzida, manipulada, a cair de pau sobre tal ex-presidente. Os motivos alegados foram tão graves que hoje ninguém se lembra quais eram. Em verdade, após sua cassação foi cassada a maioria de seus perseguidores, aqueles anões do orçamento. O exemplo mais conhecido foi o ex-deputado Ibsen Pinheiro.
Sem estar em defesa da referida pessoa, seria bom que alguém viesse aqui, neste jornal, e apontasse qual o mal causado à Nação pelo ex-presidente cassado. Comparando aquele governo com o do atual presidente da República, qual deles foi pior? O País de hoje está muitas vezes pior que nos anos de 91/92 e ninguém faz qualquer movimento buscando uma melhora. O governo federal vendeu tudo que pode vender até agora, privilegiando seus amigos particulares, que deitaram e rolaram nos desvios do erário público.
Até agora ninguém devolveu o que desviou para si e nem mesmo os caras- pintadas ainda foram manipulados contra essas atitudes. O governo atual aumentou a dívida brasileira, diminuiu os investimentos na saúde, na educação, na segurança, deixou que várias das instituições aumentassem seus salários em detrimento da classe de assalariados, aumentou impostos, autorizou aumentos no custo de vida do brasileiro etc., e, por fim, em desprezo ao povo brasileiro, perdoou a dívida de Moçambique com o Brasil, como se o nosso país e o nosso povo tivessem condições para tal.
É um desrespeito, uma afronta cometida pelo atual presidente da República ao povo brasileiro. Para brasileiro que tem vergonha na cara, está passando o momento de um basta. Quem atacou Collor de Mello, no passado, compare os governos que cito e veja o que a mídia e interesses de FHC fizeram do brasileiro. Por tudo isso é de se reconhecer que em política até boi pode voar mesmo.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Ribeirão Claro
Rabeira
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) agradece à Folha pela cobertura às blitze realizadas pelos agentes de trânsito, em conjunto com a Polícia Militar e a Civil, com o objetivo de coibir a prática de caronas de ciclistas em rabeira de ônibus, principalmente. O objetivo da CMTU é unicamente de caráter educativo, mostrando que o carona de bicicleta em pára-choques é proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro e pelo artigo 58 do Código de Postura do Município, além da preocupação com acidentes, por parte dos pais, motoristas e autoridades de trânsito.
Na ocasião da primeira blitz foram recolhidas 19 bicicletas. Já na terceira, dia 12, apenas uma, fato que nos leva a acreditar que a divulgação e o espaço dado ao assunto por esse veículo foi fator positivo do ponto de vista educacional da blitz, contribuindo para o resultado procurado pela CMTU, que é não precisar apreender nenhuma bicicleta nas futuras blitze.
- GUSTAVO SANTOS, diretor presidente, e MOYSÉS CARDEAL DA COSTA, diretor de Trânsito de Londrina
Orquestra Sinfônica
A acirrada polêmica desencadeada por uma carta assinada por Aristides Makowich, dirigida a este conceituado diário, sobre a ausência da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) no 20º Festival de Música de Londrina, recentemente encerrado, levou-me a pensar na caótica situação brasileira que ora vivenciamos, como também, analisar o comportamento dos litigantes.
A famigerada e mal administrada greve que levou a Osuel a não participar do último Festival de Música de Londrina, reivindicava, como de costume, melhoria salarial. O assunto é por demais conhecido e todos nós temos passado pelas mesmas dificuldades dos grevistas (incluindo os músicos da Osuel) e qual o resultado? O de sempre. Com prejuízo para a comunidade envolvida diretamente, e escasso atendimento às reivindicações. Pelas cartas escritas à Folha, verificou-se que o pontapé inicial dado por Makowich provocou uma reação em cadeia, e pessoas que se julgaram atingidas imediatamente vestiram a carapuça.
Esse pingue-pongue de missivas foi muito válido, pois marcou um alerta e mostrou o que significa ter uma estrutura orquestral de alto nível numa sociedade, além de desnudar a realidade atual impregnada por um lixo musical de enlatados que não mostram nossas próprias capacidades.
Resumindo, Londrina está de parabéns por algo que a destaca no cenário cultural brasileiro uma orquestra sinfônica que deve causar inveja a muita cidade maior. Mas, por favor, a quem interessar possa, não destruam esse patrimônio, não percam a oportunidade para aprimorar seu talento, apresentem trabalhos de relevância social, levem cultura a fronteiras cada vez mais distantes, sejam humildes da hora da compreensão e da transformação, para assim minimizar os erros, que nem sempre são evitáveis ou perceptíveis.
- FLAVIA MARIA LAZARO FILLA, Arapongas
IPTU
Estou revoltada com o incentivo dado pela Prefeitura de Londrina aos devedores do IPTU. E quem já pagou à vista ou mesmo parcelado, que incentivo tem? Que os devedores façam o sacrifício de guardar parte do 13º salário para esta finalidade como eu. A minha revolta é que pessoas que não cumprem seu dever recebem benefícios. E os cumpridores ficam a ver navios. Está certo isto? Além do mais, estão gerando mais despesas para a administração municipal com a confecção de novos carnês, despesas com envio etc.
- NAIR CYLENE WEIGERT, professora aposentada, Londrina
Correção
- Por falha técnica, o nome do prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi foi grafado incorretamente na primeira página de anteontem, bem como a palavra câmpus na reportagem sobre vestibular.
- Por falha de edição, na edição de segunda-feira foi repetida notícia sobre o trabalho das Comunidades Eclesiais de Base (da CNBB) no combate ao atual modelo econômico.
- Na edição de ontem, a legenda das fotos publicadas na 1ª página do Caderno de Cidades está incorreta. As fotos são referentes ao frio em Palmas, a cidade mais fria do Estado, e não a Curitiba.
- Na Coluna Pergunte ao Candidato, publicada na página 6 de ontem, a Folha errou na declaração do prefeito de Cambé e candidato à reeleição, José do Carmo Garcia (PTB). Foi publicado: Outro projeto que pode surgir no futuro é fluvial, via Rio Cambezinho, através de uma parceria com Londrina. A forma correta é: Outro projeto que pode surgir no futuro via Rio Cambezinho é, através de parceria com Londrina, recuperar o rio e fazer pistas marginais. Sairemos da região do Bandeirantes, passando pelos fundos do Novo Bandeirantes, chegando ao Parque Ney Braga. Dali fica em cima do trevo de acesso para Cambé, Londrina, Assis.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





