Contas fantasmas
Dirijo-me a essa conceituada empresa visando esclarecer pontos que a meu ver não estão claros para sua equipe. Sou titular da Superintendência Regional Paraná Norte, do Banco do Estado do Paraná S.A., sediada nesta cidade de Londrina, desde julho/97, com atribuições de supervisionar as agências (68 unidades) no que se refere a operações relativas aos negócios com os produtos e serviços do Conglomerado Banestado, bem como nas negociações de metas, e estratégias para conquista de mercado, incluindo a política de pessoal. O objetivo é a busca de aumento de produção e principalmente de resultado positivo.
O banco possui em sua sede áreas de controle e auditoria interna que fiscalizam as ações operacionais de todas as agências, isto é, se estão dentro dos padrões predeterminados pela instituição. Significando que a abertura e encerramento de contas correntes não são atribuições da Superintendência Regional, cujo acompanhamento cabe às agências, juntamente com as unidades de controle e fiscalização.
Com relação à conta Freitas e Dutra, prestei depoimento junto ao Ministério Público desta comarca, no dia 3/3/2000, onde asseveramos que se tratava de conta cuja abertura havia sido solicitada pelo diretor de Operações à época, assim como foram as demais.
Apesar de jornalistas desse órgão terem conhecimento desse depoimento, de que não tive participação na abertura das referidas contas, mesmo assim vêm citando meu nome nas reportagens sobre o assunto.
Para meu espanto, na edição de hoje (13), página 6, com o título ‘‘PF intensifica caças a contas fantasmas’’, o jornalista Lúcio Horta finalizou a matéria dizendo: ‘‘Nas próximas semanas, a PF deverá ouvir o superintendente do Banestado em Londrina, José Collete. Ele também teria tido problema com contas fantasmas quando foi gerente de uma agência do Banestado em Curitiba.’’
Quero entender que ele me chamou de reincidente quando nem ao menos conhecimento do fato ele deveria ter. Se tivesse analisado o processo que tramita junto a 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, iria comprovar que não existe nada contra minha pessoa, conforme prova a Certidão de Distribuição de Ações Cíveis, Criminais e Fiscais, expedida pela Justiça Federal em 10/7/2000 (anexa).
Apesar de tudo isso, esse veículo vem citando e relacionando meu nome a problemas que o banco vem enfrentando em Londrina. Assim, venho solicitar que não mais relacione meu nome a fatos que não comprovam envolvimento de minha pessoa, sob pena de me condenar arbitrariamente e com linchamentos morais irreparáveis, uma vez que minha profissão exige confiança e credibilidade, o que prejudica minha vida pessoal e porque não, meu futuro profissional.
Espero contar com a compreensão e o entendimento do quão triste é ver meu nome estampado nas páginas dos jornais, e mais triste ainda, explicar para meus amigos, familiares e filhos que aquilo não passa de um mal-entendido.
- JOSÉ COLLETE, Londrina
NR. Sobre o assunto ‘‘contas fantasmas’’ no Banestado, a Folha tem publicado apenas informações obtidas em órgãos e junto a autoridades encarregados das investigações; o jornal procurou José Collete diversas vezes, e em nenhuma delas o superintendente quis se manifestar, remetendo a reportagem à Assessoria de Imprensa do banco.
Aposentado
O que representa o aposentado dentro do conceito econômico, social e cultural da Nação? Para muitos, o aposentado já era. Seu mundo se tornou pequeno para os novos desafios e ultrapassado para os avanços do mundo moderno. Alguns consideram esta idéia correta, uma vez que no Brasil muitas coisas erradas, praticadas por poucos, acontecem em detrimento de outros, entre os quais se encontram os inativos.
Por uma ganância desenfreada de poder, os ‘‘ativos’’ pisam e atropelam qualquer obstáculo que apareça em frente e, pouco a pouco as portas vão sendo fechadas para os aposentados. Mas, o que representa, afinal, o aposentado no contexto de hoje? É o cidadão que, de acordo com a lei, cumpriu determinados anos de trabalho desbravando florestas, defendendo sua pátria, erguendo barragens para construção de novas usinas, construindo estradas, erguendo cidades ou elaborando leis!
Seria muito pouco? Parece que sim, uma vez que as portas se fecham para esta grande parcela da sociedade que ainda tem muito a oferecer para o bem do Brasil. Se analisarmos pelo aspecto físico, talvez o aposentado não apresente habilidades exigidas pelo mundo de hoje, mas se analisarmos sob o aspecto intelectual e considerarmos os 40 ou 50 anos de experiência, veremos que a maioria dos aposentados ainda tem muito a oferecer, desde que as portas se abram.
O aposentado é aquele que viveu as agruras do passado, construiu o presente e sonha com o futuro, com um Brasil grande, não para si, mas para seus filhos e netos. Entretanto, não deve ser visto apenas como um sonhador, mas como alguém que, apesar da idade, merece ser reconhecido e valorizado por sua capacidade, digno de ter as portas abertas à sua frente para que possa transformar seus sonhos em realidade.
- WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, Londrina
Movimentos populares
Há limite para o sacrifício da população, em função do atendimento a nossos credores externos. O governo já ultrapassou este limite e está deixando os credores satisfeitos, mas não a sociedade brasileira, que paga a conta, contrariada, e sem ver atendidas às suas demandas sociais. É necessário que a elite brasileira ouça o que o povo fala e sente. Há também a necessidade de manifestações populares para tirar o País do isolamento geográfico, e obrigarem os governantes a ouvir a voz da sociedade civil, clamando por um sistema econômico mais justo e igualitário.
Todas as manifestações têm o objetivo de apelar para o bom senso do presidente Fernando Henrique, para que dê atenção aos protestos e priorize as questões sociais do País. O objetivo dos movimentos populares é propor ao presidente a projeção de uma política social séria de combate à pobreza, que não é nada mais e nada menos, uma prova de democracia construtiva e positiva. Outro objetivo importante das manifestações populares é chamar a atenção das autoridades constituídas para as dificuldades pelas quais passa o País, os parlamentares têm de ficar atentos e aplaudir as manifestações que têm extratos, repelindo aquelas de cunho meramente ideológico. As manifestações provam que alguns setores podem demonstrar sua insatisfação, mas os governantes podem democraticamente ouvir suas vozes, sem que haja abalo nas instituições. Os parlamentares que não têm senso democrático, com mentalidade arcaica de militarismo, definem os oposicionistas de ‘‘subversivos’’, por não comungarem suas idéias, e não serem cúmplices das injustiças.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Correção
O nome correto do entrevistado na reportagem ‘‘Para garimpar raridades’’, publicada na Folha2 de domingo, é Antonio Carlos Jardini Luiz.
O PHS faz parte da Coligação Amor a Londrina (notícia na página 5 da edição de domingo), juntamente com os partidos PSDB-PTN-PRP-PMN-PL-PSL, e não na Coligação Compromisso com Londrina, onde estão coligados os partidos PT-PPS-PCdoB-PAN.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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