Mesmice de sempre
Rememorando fatos históricos percebemos que a ausência de liberdade democrática, disfarçada por eleições manipuladas (compra de votos, favorecimentos, cargos, doações) serve para construir no povo o apoliticismo, deixando-o desinteressado em participar do processo de decisões políticas e, por outro lado, propaga e motiva o carreirismo político inescrupuloso. Em Londrina quem domina politicamente são as mesmas pessoas agrupadas formando uma barreira intransponível. É a hipocrisia escancarada, uma orgia, prevalecendo a cobiça dos poderosos numa plena anarquia desmoralizando o regime institucional.
Cadê a democracia? Nossa democracia se esgota exclusivamente no cumprimento do princípio das eleições para cargos executivos e legislativos? O tempo passa e os candidatos continuam os mesmos. Pensam que são donos da cidade e os inocentes úteis, burramente aceitam-nos levados por discursos ultrapassados e mentirosos. Será que em Londrina não há ninguém capaz, íntegro, descompromissado, capacitado para se lançar candidato, com raízes populares, saindo do meio do povo?
A mesmice continua graças ao poder econômico. Certo seria se o poder confiado aos políticos numa real democracia fosse limitado ao tempo, não eternizado num sistema que corrompe absolutamente. O quadro que temos estampa políticos já testados e reprovados, vislumbrando poucas esperanças de mudança. O horizonte é triste e pode ser pior, pela mesmice que se mostra, talvez superando a ruindade em desempenho futuro.
A Constituição diz que o Poder Judiciário foi criado para garantir o exato cumprimento da lei, impedir arbitrariedade, solucionar conflitos entre as pessoas, ajudando a realizar a justiça. Não se cumpre a lei. Quando se tenta cumpri-la, as forças maiores se sobrepõem. O sumiço de milhões de reais em Londrina, lastimavelmente vai sendo esquecido. Não há culpados. A lei não existe para os poderosos. Somente para humildes cidadãos.
Se Londrina não acordar e fechar as portas aos vezeiros da política, apesar de ser portentosa em aguentar más administrações, ficará ingovernável. Temos que dar um basta nisso, mostrando-nos vivos, de olhos abertos, usando bem o voto, sublime instrumento democrático que pode mudar as coisas.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Impunidade
Temos visto as ações do Ministério Público contra alguns homens públicos que lesaram os cofres públicos. Tardou muito, mas antes tarde que nunca. Alguns que não foram fiscalizados, em gestões anteriores, não souberam adiministrar o que amealhou e hoje voltam a pleitear um cargo eletivo para refazer seu pé-de-meia. Os bobos de antes hoje estão de olho e vão denunciar com o respaldo do atual MP. Engraçado é que a história se repete e só é fisgado em suas falcatruas o ‘‘peixe’’ pequeno. Londrina teve seu prefeito destituído do cargo e sofrendo processos que objetivam o ressarcimento dos cofres públicos. No Estado do Paraná, toda sujeira relacionada entre a privativação das rodovias; o caso Copel/Sercomtel; o leasing do Banestado; o desvio de verbas do Fundef; a venda da Ferroeste e outras coisas com a participação do governador e seu secretariado, não trouxerm qualquer responsabilidade ao governador, assim como aconteceu com Belinati.
Com relação ao Brasil acontece a mesma coisa. Nunca tivemos um governo cercado com tantos ministros envolvidos em corrupção e desvio de dinheiro público. Parece até que o presidente convivia com gente da pior espécie, pois quase todos seus amigos de confiança estão envolvidos com corrupção. E qual está sendo a atitude da Ministério Público Federal com relação à responsabilidade de FHC? Nenhuma? Pior é que esses maus presidentes da República destroem o País e se aposentam com a remuneração do cargo. Nunca se fez uma lei que responsabilizasse um presidente pelo mal que causou ao País durante seu governo.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, advogado, Ribeirão Claro
Mudança de comportamento
Assiste-se a um grotesco espetáculo na mídia, no falso brilhante das denúncias à desenfreada corrupção, que maltrata a sociedade brasileira. Isso ocorre diariamente, numa repetição que enfadonha, pois, a gente comum, que precisa e quer resultados, não mais crê em política e, menos, na Justiça. As consequências desse comportamento, da maioria dos cidadãos, põe em dúvida o regime democrático. O que vale ser honesto neste País? O que vale pagar impostos? O que vale ser participante? As respostas dadas são as mesmas, pois os cidadãos sentem na carne a insensibilidade, o cinismo e a hipocrisia a justificar o atual estado de coisas que vivemos. Será que vivemos?
A cassação de alguns poucos deputados e de um senador poderá ser um bom indício de que o País começa a tomar jeito, combatendo a corrupção e punindo seus autores. Mas, sempre o mas, é que ainda não dá para acreditar na sinceridade da maioria esmagadora dos parlamentares. Razões: continuam eles a ter favores à custa do povo, incompatíveis com a realidade brasileira; permanecem com dezenas de assessores para coisa nenhuma; influenciam na tomada de decisões da aplicação das verbas; mantêm, indecorosamente, veículo com motorista a cargo dos contribuintes e tantas coisas mais.
A indiferença, sintoma grave, dos jovens à política, aos políticos e à busca de soluções para os problemas da comunidade e do País, deve ser, com urgência, revertida. Aos jovens, o crédito do ideal e a construção de utopias; o sonho ainda vivo e o amor, pelo dom de ser amado com intensidade. Só com um verdadeiro ‘‘desvio padrão’’ do comportamento dos políticos, que refletem o poder, para valores imanentes ao homem (honra, dignidade, sinceridade, patriotismo, lealdade) se começará a reconstruir o Brasil, tão almejado.
- JAYME VITA ROSO, advogado, São Paulo
Orquestra Sinfônica
Quero parabenizar o professor Alcides V. de Carvalho, diretor da Casa de Cultura da UEL, pelo seu ponto de vista a respeito da Orquestra Sinfônica. Os músicos e assessores da orquestra merecem todo o nosso respeito e admiração por tudo o que já fizeram e alegraram a nossa querida e amada Londrina. Continuem a luta, no trabalho e nos ideais, pois o valor disto será reconhecido e admirado por todos os frequentadores dos concertos.
- SELMA MACHADO DE MELLO, Foz do Iguaçu
Felicidade
Parabéns ao jornalista Walmor Macarini pelos excelentes artigos escritos neste jornal. Estes artigos nos fazem refletir sobre nossas atitudes do dia-a-dia, auxiliando-nos para que possamos melhorá-las. E o mais importante: sempre lembrando da importância de Deus em nossas vidas. Espero que os leitores também estejam aproveitando estes ‘‘simples conselhos’’ para uma vida mais feliz. Afinal, como diz o escritor Roberto Shinyashiki, ‘‘felicidade é como dieta. Todo mundo sabe o que tem que fazer para conseguir seu objetivo, mas a maioria não põe em prática este conhecimento.’’

- ANA PAULA DA SILVA, estudante, Londrina
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