Limpeza
A Câmara Municipal de Vereadores, pródiga em gerar polêmicas, por coincidência sempre contra a comunidade, arrumou uma maneira ‘‘caseira’’ para resolver um dos maléficos problemas deixados pelo prefeito cassado Antonio Belinati: eleger um vereador da casa. Bela solução! São apenas seis meses. Neste tempo, Londrina poderia dar um exemplo de civilidade, limpando todos os órgãos públicos dos resquícios de corrupção, desmandos, verdadeira ‘‘teta’’ para apaniguados coniventes com esta bandalheira que se abateu em nossa cidade, abusando do dinheiro público.
Colocando apenar uma ‘‘rolha’’, eles manterão todos na função, arquivam CPs, botam panos quentes, ficam de bem com todos e feliz viagem no trem da alegria! Colocam num garrafão e jogam no Lago Igapó. Será isto que os londrinenses querem e esperam da Câmara? Este será o exemplo para o futuro prefeito nos próximos quatro anos? Este o exemplo para os bons funcionários públicos que honram seus salários prestando um bom serviço?
Caso houvesse seriedade, isenção de compromissos com a nefasta administração passada ainda que dita regras e normas o comportamento seria outro, completamente diferente fazendo uma reforma exemplar, limpando o nome de Londrina, dando um basta.
Enfim, é a democracia reinante no País. Está mudando aos poucos porém, como poderá mudar com cabeças arcaicas que imaginam que uma administração é composta de cúmplices ao invés de competentes parceiros em prol do bem comum visando os interesses públicos? O futuro prefeito fica como alerta e de aviso de como não deve ser uma administrador de uma cidade em que é usado até o mísero salário de um aposentado que mal ganha para seu sustento, tendo que pagar as taxas agregadas ao IPTU, muitas vezes não repassadas aos órgãos pelas quais seriam destinadas. Londrinenses vamos mudar pelo voto este estado de coisas? Teremos a oportunidade na próxima eleição, vamos mudar?
- MOISÉS DOS SANTOS, Londrina
Resgate
Outro dia estive no Centro de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciadi), situado na região leste de Londrina e presenciei uma cena que para a grande maioria da população é desconhecida. Era uma segunda-feira, dia de movimento, inúmeros adolescentes infratores aguardavam ser ouvidos pela delegada. Eram jovens pobres, moradores da periferia e que haviam sido presos por assalto a mão armada. Eram reincidentes. A cena é triste, revoltante e evidencia o longo caminho que ainda temos que percorrer no sentido de garantir os direitos da infância e da adolescência em nosso País.
Quando da aprovação do Estatuto, há dez anos, estes jovens tinham entre 5 e 7 anos e certamente integravam aquele grupo de crianças em situação de risco, vitimadas pela falta de renda, de educação, de saúde, de respeito, de carinho, integrantes de famílias empobrecidas e que não mereceram a atenção devida do Estado e da sociedade e que hoje reagem diariamente pelas ruas e são novamente punidos, num círculo vicioso e perverso.
O Estatuto da Criança e do Adolescente representou um avanço significativo e foi fruto da mobilização de milhares brasileiros que pressionaram o Congresso a aprovar uma nova lei que superasse a visão discriminatória do Código de Menores que listava apenas os deveres daqueles que tinham menos de 21 anos. Com o Estatuto, os direitos são estabelecidos, e definidas as responsabilidades. O Estado, a família e a sociedade deverão garantir o direito à vida, à educação, à saúde, à família.
A parte que cabe à lei, de não mais considerar a criança e o adolescente como adulto menor de idade, vem sendo cumprida a contento. O problema é que, sem políticas públicas que ofereçam melhores condições de vida para as famílias destas crianças não há conscientização que dê jeito. Em Londrina, apesar dos esforços profissionais e líderes comunitários e religiosos que atuam na área social, a questão das crianças e dos adolescentes que têm os seus direitos negados constantemente ainda não mobiliza a sociedade como um todo e muito menos sensibiliza a classe política. Precisamos criar em Londrina um programa que mantenha as crianças e adolescentes na escola, garantindo o resgate dos laços familiares através de um programa de renda mínima. É uma forma de prevenir situações de risco e garantir direitos. O desafio é nosso.
- ANDRÉ VARGAS, presidente do PT em Londrina
Orquestra Sinfônica
É triste saber que dois dos nossos admiradores (recentemente criticaram os músicos da Osuel neste jornal) amam e sentem tanto ‘‘orgulho’’ do nosso trabalho, que a primeira reação foi redigir cartas a esta coluna criticando nossa conduta fora do palco. Sinceramente, é melhor até nos odiar por performances no palco do que simplesmente, estando na platéia, emitir opiniões contrárias sem nunca ter vivenciado nossa profissão.
Essa demonstração cultural aristocrática sem nunca ter se assentado, fraseado, respirado, afinado, desafinado, suado, nas desconfortáveis cadeiras de nossa orquestra, é um orgulho de quem necessita conhecer a causa, no mínimo estudando um instrumento musical e suas interpretações nos diferentes estilos e compositores a vida toda. Prestar um concurso público diferente de todos os que existem nas raras ‘‘cidades desse mundo que podem se orgulhar, como nos orgulhamos, de uma orquestra sinfônica do nível da Osuel’’, é o que nos permite compreender a réplica ‘‘apaixonada’’ de um dos músicos, que devido ao seu sacerdócio ele demonstra aquilo que está impregnado em seu ser.
A diferença nos permite entender a expressão ‘‘veia artística’’ como uma vocação e não um caso a se remediar. É esta vivência que nos permite humildemente entender o significado do poema sinfônico (opus 40) do compositor Richard Strauss (‘‘Ein Heldenleben’’),‘‘onde ele põe um termo fulgurante sobre o decênio no qual Strauss elevou a arte do poema sinfônico a um nível excepcional de mestria formal, enquanto afirmava o prestígio da orquestra moderna’’. ‘‘Uma vida de herói’’.
- JURACI RODRIGUES BARBOSA, músico, Londrina
Educação
Li o artigo ‘‘Penso, logo existo’’ do professor Ricardo Prochet, publicado na última terça-feira, e gostaria de parabenizá-lo! Também acredito que a educação é dever de todos nós.
- DENISE RIBEIRO, jornalista, São Paulo
Pesquisa
Agradeço, em nome dos pesquisadores e analistas de ciência e tecnologia do Iapar, a publicação do artigo ‘‘Pesquisadores desestimulados’’, na edição do dia 7. Em boletim interno do Senge/PR aos pesquisadores do Iapar, será comunicado, se possível impressa, o artigo veiculado pela Folha.
- ANTONIO COSTA, Londrina
Correção O grupo paulista, novo parceiro do Londrina Esporte Clube, irá dirigir o departamento profissional do clube até o dia 31 de janeiro de 2001, e não até a data referida na primeira página de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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