O leitor escreve
Greve
Aposentei-me como funcionária do Banco do Brasil e depois de 25 anos longe de uma universidade, resolvi voltar a estudar. Escolhi a UEL, influenciada pela propaganda de que era uma das melhores universidades do Sul do Brasil. Hoje sou estudante do 2º ano do curso de Jornalismo e, lá dentro, vejo o descaso como é tratado o curso. Alunos do 1º ano estão há seis meses sem professor de Português, porque o anterior pediu demissão e não contrataram outro. Disciplinas técnicas como fotografia estão sem material fotográfico, sem equipamentos, e os poucos existentes são totalmente ultrapassados e geralmente com defeito. E os professores estão totalmente desmotivados. Esse é o curso, classificado como Triplo A em 1998.
Daí leio uma carta do presidente do Sindicato Patronal de Comércio Varejista de Londrina, onde ele diz que é necessário dar apoio à UEL. Mas é claro que os empresários de Londrina estão preocupados com o prejuízo que terão caso o vestibular da UEL seja ameaçado. Qual outro motivo traz tantas pessoas a uma cidade como Londrina, senão o vestibular? Conseguiram até aumentar os vestibulares durante o ano...
E a administração da UEL não está nem um pouco preocupada com a qualidade de ensino e muito menos com seus professores e funcionários e sim com o movimento financeiro que ela traz para a cidade. É muito triste e indigno ver o total desrespeito com que professores, funcionários e alunos são tratadas ao colocar a Polícia para determinar o que pode ou não ser votado em uma assembléia da categoria, onde professores e funcionários estão reivindicando salários decentes.
- APARECIDA MARIA DE OLIVEIRA, Londrina
Prestação de contas
Quase todos os dias há rumores de que ocupantes de cargos do Executivo não pagaram isto ou aquilo. Seria bom que a Folha publicasse periodicamente uma prestação de contas, desde a justificativa à licitação pública e consignação da verba específica. Assim perderiam sentido as acusações e os munícipes ficariam esclarecidos sobre o que e quem faz com o dinheiro do povo. O estopim da indignação está na área da saúde. Lá sempre se alega que o pagamento atrasou porque não mandaram o dinheiro.
- LUIZ DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Paz
Semeemos, cultivemos, ofertemos flores de paz. No lar, no trabalho, no trânsito, nas ruas, na convivência diária, entre colegas, amigos, vizinhos, e o que encontremos em nosso caminho. É preciso que cooperemos para uma vida em que se possa viver com tranquilidade, solidariedade e harmonia. Por que ser um vendaval, se podemos ser uma brisa amena, agradável, suavizante? Por que não usar a palavra conciliadora, compreensiva, propiciando a compreensão, o diálogo, o esclarecimento?
Não bastam as calamidades, as doenças, as dificuldades, o inevitável? Vamos nos ajudar mutuamente, com um pouco de boa vontade, abrindo espaço para que outros se chegam a nós, e vice-versa. A vida é tão imprevista. Vamos procurar vivê-la semeando amor, bondade e paz! Que a bandeira branca, tremulando sobre a nossa terra, seja capaz de demonstrar ao mundo, que a vida, só é vida, quando se pode viver em paz.
- IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina
Pasárgada é aqui
De uns tempos para cá venho notando que a população está sofrendo de uma insatisfação crônica. De tudo reclama. Seja do trânsito, da falta de segurança, dos impostos. Nada escapa do rosário de lamentações do cidadão brasileiro. Mas tem uma reclamação que ganha de todas. É a falta de empregos. De Norte a Sul, do Oiapoque ao Chuí, o que mais se ouve é: Não existe lugar para os trabalhadores no Brasil.
Eu, como moradora de uma cidade Colorida localizada no interior do Paraná, não compreendo como isso pode ser dito, e dito com tanta certeza. Aqui não existe o problema do desemprego. Esta afirmação tem por base o fato de que, em menos de trinta dias, nossa prefeitura realizou dois concursos públicos dos quais participaram vários munícipes. E, é importante ressaltar, esses concursos obtiveram um índice de 99% de aproveitamento, ou seja, a absurda maioria foi aprovada.
Os cargos oferecidos foram os mais variados e com salários consideráveis, bem distantes do nosso tão conhecido e temido salário mínimo. Mas uma ressalva tem de ser feita, para que outros não pensem que minha cidade é o País da Maravilhas ou Camelot, a pátria do lendário Rei Arthur, onde só coisas maravilhosas aconteciam.
Para que a população possa fazer esses concursos, certas particularidades têm de ser observadas. Primeiro, o interessado deve procurar incansavelmente os editais, por mais difícil que seja encontrá-los. Segundo, sempre ler atentamente os jornais onde se faz a publicação dos concursos, mesmo que os jornais publiquem os concursos em edições extras e com datas atrasadas (para isso ele pode valer-se do dom da premonição). Terceiro, localizar com antecedência o lugar em que as provas serão feitas. Por último, ter a consciência de que nada desses esforços anteriormente citados valerão se ele, o candidato, não for portador de um QI influente, poderoso, amplo, que possa lhe abrir as portas que por ventura encontrar fechadas em seu caminho.
Apesar dessas dificuldades, acredito que valha a pena todos ficarem atentos, pois, se o que dizem por aí a respeito do desemprego for verdade, a minha cidade é um oásis, parecida com Pasárgada, aquela cantada por Manuel Bandeira: Vou-me embora pra Pasárgada/Lá sou amigo do rei...
- ELIANE BENATTI DE FREITAS, professora, Colorado
Rigores da lei
As leis brasileiras dão margem para que larápios, como o ex-senador Luiz Estevão, e tantos outros que a mídia nos mostra no dia-a-dia, fiquem praticamente impunes e de posse do produto do roubo. Verdadeiras fortunas. Para defendê-los contratam advogados de renome, pagos com parte do dinheiro roubado. A maioria dos presos em cadeias e presídios lá se encontram por necessidade e falta de escolaridade ignorância cometeram pequenos crimes ou cometeram pequenos crimes, como roubo de galinha, roupa de varal, bicicleta ou carro velho, raspar casca de árvore, tentativa de homicídio. Por verdadeiras bobagens. São tidos como de grande periculosidade, cumprem longos anos de cadeia.
Faz-se justiça imediata apenas contra pessoas desvalidas. As autoridades devem mostrar serviço e competência, punindo, de acordo com a lei, mas com rigor, os ditos colarinhos brancos, falsificadores de remédio, empresários participantes de licitações fraudulentas, autoridades corruptas, traficantes de drogas, que não por necessidade mas por ganância roubam desavergonhadamente. Estes sim causam enormes danos e prejuízos à sociedade. Talvez as leis sejam arcaicas. As penas aplicadas são injustas e irracionais.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Correção Notícia Advogado quer impugnar registro de candidatos (página 3, edição de ontem), contém erro: a tentativa é de impugnar a candidatura de Wanderley Batista da Silva (PTB), candidato a vice-prefeito de Londrina na chapa de Luiz Eduardo Cheida (PMDB), e não de Luís Carlos Bracarense.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





