Combustíveis
Não bastasse o monopólio que as grandes empresas estrangeiras já detêm no Brasil, de forma camuflada, é de se espantar que para buscar tecnologia internacional, para se explorar riquezas em solo nacional, 35 consórcios sejam beneficiadas em detrimento de toda a população do nosso País, que pagará preços proibitivos até mesmo para moradores de primeiro mundo pelos combustíveis. Para que essas empresas continuem a ter lucros extraordinários, o governo se compromete a manter os preços a níveis internacionais. Para que serve a Petrobras, empresa conhecida pela a sua excelência de trabalho? Não seria melhor deixarmos todo o nosso petróleo intacto, e comprarmos tudo o que precisarmos de fora? Um dia seríamos os únicos a possuir o ouro negro.
Ao anunciar aumentos da ordem de 18% à 21% nos preços da gasolina, mesmo quando o mercado internacional aponta para a baixa do barril de petróleo, é dar um atestado de burrice para todos nós. O presidente, reúne com pompa ministros e autoridades, para dizer que o Brasil produz 76% de todo o petróleo que produz. Do que adianta isso? Atingir uma meta de US$ 3,5 bilhões de superávit parece ser a paranóia desse governo, inerte e subjugado pelo FMI. Quem é o verdadeiro presidente do Brasil? FHC ou mister Camdessus? Para quem pagamos tantos impostos? Para o nosso bem comum ou para que americanos, europeus e asiáticos continuem a ter seu way of life preservados? Até quando ficaremos sem segurança, sem saúde, sem escola, sem infra-estrutura básica, nossos velhos serão tratados como animais, para que essa famigerada e eterna dívida externa seja paga? Quando alguém irá se levantar e dizer um basta à nossa pobreza? Serão necessários mais 500 anos?
- LUIZ CARLOS PIELAK, revendedor de combustíveis, Londrina
Globalização
O governo brasileiro, na intuição de modernizar o Estado e adaptar-se à globalização, incentiva as empresas estrangeiras em detrimento da pequena, média e as estatais brasileiras. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entidade internacional integrada pelos 26 países mais ricos e industrializados do mundo, as multinacionais detêm 75% do PIB mundial e empregam apenas 3% desta população (ativa), exatamente pela altíssima automação daquelas empresas, muitas das quais com capital maior que o PNB, dos países onde atuam e com enorme influência política sobre eles.
São também as multinacionais as beneficiárias de isenção de impostos, financiamento com juros irrisórios, facilidade para importação e exportação e de livre trânsito para transferência de lucro para seus países de origem, normalmente países desenvolvidos, onde parte desses capitais vai para o mercado especulativo, os grandes os grandes desestabilizadores das economias emergentes globalizadas.
A equipe esconômica do governo FHC, orientada pelo FMI, optou pela estabilização monetária em prejuízo do desenvolvimento, garantindo assim o pagamento dos empréstimos junto àquela instituição, para cobrir os déficits brasileiros. Antes de o governo optar pela moderna política globalizante, o País possuia saldo em sua balança comercial de US$ 12 bilhões, e substrato para esse superavit eram exatamente as empresas estatais. Hoje, privatizadas, de superávit foi para um déficit de mais de mais de US$ 20 bilhões, além, é claro, da dívida pública interna e da dívida externa, que aumentaram estratosfericamente.
Ninguém, em sã consciência, se oporia à instalação de qualquer que seja a empresa em seu país. O que se questiona são os privilégios dados a empresas estrangeiras em relação a empresas nacionais, especialmente as pequenas e médias empresas.
Ao contrário do que muita gente crê, o fim da inflação não quer dizer prosperidade. Pode também significar recessão, estagnação etc. Basta olhar o nosso vizinho Paraguai e os países africanos. Não há inflação nestes países, mas nem por isso eles são países de primeiro mundo. Esse parece o caminho mais provável para o Brasil, se continuar a política atual.
- SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM, comerciário, Londrina
Luiz Estevão
O senador Luiz Estevão (PMDB-DF) foi cassado pelo plenário do Senado no último dia 28 de junho e chegou a ser preso por 24 horas na Polícia Federal de Brasília, caso inédito no Brasil. Acusado em 20 inquéritos, entre os quais um que apura sua participação no desvio de dinheiro da obra do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, o senador perdeu o mandato por falta de decoro parlamentar. Dono de um respeitável patrimônio, Estevão mentiu em depoimento ao afirmar que não tinha ligações com o juiz Nicolau Lau Lau, responsável pela construção inacabada da sede do TRT.
O Grupo OK, de propriedade de Estevão, foi utilizado no desvio de R$ 169 milhões de recursos que seriam destinados à obra. Ao menos de vez em quando, alguém pertencente à corja de corruptos está sendo pego com as calças na mão, estamos acompanhando pelos noticiários sucessivas denúncias de corrupções, com certeza mesmo assim representa um pequeno percentual dessa máfia de colarinhos branco que existe em nosso País. O Brasil deve acabar com essa fama de país da impunidade, pegar pesado contra quadrilhas de corruptores e corruptíveis, que representam uma doença perniciosa para qualquer segmento social. As leis brasileiras devem erradicar a dimensão da amplitude desse mal, inibindo a ação dos protagonistas de histórias indecorosas com trama de roubalheira do patrimônio público.
A cada corrupção que vem a público, há uma repercussão muito negativa no exterior, denegrindo a imagem de nosso País. E pelo fato da imprensa ser sensacionalista, a opinião pública estrangeira generaliza seu conceito a respeito dos brasileiros. Eles chegam à conclusão equivocada de que todos aqui são corruptos, quando na verdade sabemos que existem brasileiros extraordinários, com predicativos grandiosos que têm o orgulho de ser brasileiros.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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