O leitor escreve
Cultura
Empreendedores culturais, artistas, produtores culturais, representantes de entidades culturais, funcionários da Secretaria Municipal da Cultura, reunidos no dia 6 de julho de 2000, às 9 horas, no Sindicato dos Bancários de Londrina, diante da proposta para nova estrutura organizacional da Prefeitura de Londrina, elaborada pela comissão criada para este fim, posicionam-se veementemente contra: a fusão da Secretaria Municipal de Cultura com a Fundação de Esportes, dando origem à Secretaria Municipal de Cultura e de Esportes; a suspensão da Lei Municipal de Incentivo Fiscais à Cultura.
Embora cientes da situação financeira caótica na qual se encontra a Prefeitura Municipal de Londrina, provocada pela malversação do dinheiro público e respeitando o trabalho e seriedade da referida comissão, entendemos que estas medidas significam um retrocesso às conquistas arduamente obtidas ao longo de muitos anos pela comunidade cultural de Londrina. Embora, de imediato, as medidas propostas possam apresentar uma eventual redução de gastos, o custo da implantação de tais medidas acarretará prejuízos irreparáveis a toda produção cultural londrinense.
Em substituição à proposta de fusão, sugerimos um plano de racionalização dos recursos da Secretaria da Cultura por meio de ampla discussão com representantes do setor cultural, técnicos da Secretaria de Cultura e da prefeitura. Lembramos que nesta discussão faz-se necessária a participação do Conselho Municipal de Cultura, órgão legítimo, para essa discussão. Repudiamos toda e qualquer iniciativa que suspenda a aplicação das Leis de Incentivo à Cultura, tendo em vista os seguintes pontos: 1º Questionamos a legalidade da suspensão imediata, posto que os produtores culturais com projetos aprovados têm direito adquirido para o corrente ano; 2º A suspensão das Leis de Incentivo representa um corte de aproximadamente 90% das atividades culturais de Londrina, comprometendo o calendário cultural do ano 2001.
Solicitamos ao prefeito municipal de Londrina que as decisões referentes a essa área sejam reflexo de uma ampla e democrática discussão. Lembramos que nesta discussão faz-se necessária a participação do Conselho de Cultura, órgão legítimo e representativo da comunidade cultural londrinense. Por fim, reafirmamos a importância da cultura como instrumento contra a exclusão social, verdadeira arma contra a violência e, ao contrário do que se possa pensar, um importante e imprescindível fator de fomento econômico, gerando recursos e mobilizando a economia local de forma contundente.
- LEONARDO RAMOS, diretor do Balé de Londrina
Orquestra Sinfônica
Como músico há 31 anos, e membro da Orquestra Sinfônica da UEL há onze, nunca ouvi comentários tão maldosos e sem conhecimento de causa quanto os de Aristides Makowich a respeito de nossa orquestra (carta publicada no dia 5). Ele está negando não só seus músicos, mas também seus maestros e toda a estrutura da universidade, que através da Casa de Cultura lhe dá apoio e condições de realizar seu trabalho. Tivemos um imenso orgulho de participar de inúmeros concertos nos festivais de música de Londrina, de contribuir para o treinamento de dezenas de estudantes, e fazer base orquestral para solistas de renome internacional, além de gravações de obras inéditas de compositores brasileiros.
Temos muita satisfação de contarmos com a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná, que veio através do convite feito pelo diretor artístico do Festival. Só temos a ganhar com atrações deste nível. Agora, uma pergunta a Makowick: uma orquestra que não existe tocaria nomes como Ayrton Pinto, Antonio Del Claro, Eva Szekely, Yara Bernette, Marco Antonio Almeida, John Boudler, Gilberto Tinetti, Cristiana Pegoraro, Osvaldo Botelho? Seria regida por maestros e compositores como Othonio Benvenuto, José Eduardo Gramani, Cláudia Feres, Marcelo Stasi, Emaniel Martinez, Osvaldo Colarusso, Aylton Escobar, Carmini Carrisi, Edino Krieger, Giovanni Luisi, Edward Dolbashian? Teria um spalla do nível de Evgueni Ratchev, e um regente titular do quilate de Norton Morozowicz?
- GILSON LOPES CORSALETTI, Londrina
IPTU
Pagos meus impostos em dia, principalmente o IPTU. Mas, pelo decreto baixado semana passada, quem não pagou o do ano passado será isento de multas e juros. E, para o ano 2000 quem pagar à vista terá um desconto de 5%. Mas, mesmo estando em dia com as parcelas, pergunto: está existindo isonomia, ou estão fazendo de palhaços mais de 90% dos munícipes?
- CARLOS ALBERTO DE BARROS, Londrina
Desarmamento
Estamos observando, perplexos, o desencadeamento de um processo que visa ao desarmamento geral da população civil do Brasil, sob alegação do tipo armas causam crimes e o brasileiro não sabe usar armas, além de apresentar ao público estatísticas convenientemente manipuladas e/ou de origem desconhecida. Alguns políticos, apoiados por uma mídia ansiosa por assuntos que lhe garantam vendas e evidências, resolveram oferecer ao País uma solução simplista para os crescentes índices de criminalidade. Leis draconianas como esta no passado também foram implantadas, sob as mesmas alegações, por regimes totalitários como os de Adolf Hitler e Josef Stalin.
- FABIO POMIN LIBERADO, Londrina
Acil
Com muita razão orgulham-se os londrinenses das coisas boas e bonitas que a cidade ostenta. Frutos do trabalho honesto e persistente. Vem-me à mente o dístico luminoso que os ancestrais, de bom alvitre, gravaram-lhe no brasão. Valendo sempre o Prompte labore progredior Meu progresso é rápido pelo trabalho. E como progrediu a Londrina do barro vermelho e escorregadio.
Subam num prédio e devassem a amplidão da metrópole beleza e grandeza em somente 66 anos de caminhada. Expresso o que senti na terça-feira, dia 4, na solenidade de tomada de posse da nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Ali fervia a chusma dos capitães do trabalho cidadãos honrados da indústria e do comércio os responsáveis maiores da nossa indiscutível primazia. Invencíveis porque unidos alevantando bem alto o lábaro da moralização, muito embora forças contrárias joguem o barco rumo ao abismo manejando os instrumentos inglórios da corrupção.
Contemplei com respeito e sincera gratidão as figuras e os nomes dos que capitanearam os entreveros da Acil instituição maior que sempre concentrou em mãos seguras os elevados interesses da comunidade londrinense. E ajuizei comigo mesmo: É assim que se vence uma batalha empunhando com altanaria e prudência os lemes a fim de que o barco atinja vitorioso o porto da paz. Efusivos votos a Acil na sua nova e destemida arrancada. Para honra e tranquilidade de Londrina.
- EDUARDO AFONSO, professor em Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





