Guaraqueçaba
Em relação à matéria publicada na edição desta quarta-feira, dia 5, da Folha do Paraná, na página 1 do caderno Folha Cidades, com o título ‘‘Tecnologia não vence poluição no litoral’’, temos os seguintes esclarecimentos a fazer:
O sistema de purificação de esgoto faz parte de um projeto piloto, incluído no Programa Baía Limpa. O investimento nesse sistema vem cumprindo integralmente seu objetivo, que é atender cerca de 60 famílias do bairro Costão, no município de Guaraqueçava, e não ‘‘despoluir o mar de Guaraqueçaba’’, conforme afirma a reportagem. Hoje estão conectadas ao equipamento 50 residências do bairro, o que permite o tratamento de 85% do esgoto do Costão. A população beneficiada equivale a 15% dos habitantes da área urbana de Guaraqueçaba. Estamos cientes de que o equipamento não irá solucionar o problema de todo o município, e que o caminho para isso será longo, no entanto essa é a primeira vez que uma alternativa de saneamento compatível com a região é concretizada.
O equipamento, adquirido no Japão, filtra e estereliza os dejetos num processo sofisticado de purificação. A parte líquida resultante do processo, completamente recuperada, é devolvida ao meio ambiente. Esse processo não representa qualquer risco ao equilíbrio do ecossistema. O presidente da Federação das Colônias de Pescadores do Paraná, Antonio Luciano Ferreira, confirma que as ações do Programa Baía Limpa, reforçadas com a instalação do equipamento, trouxeram benefícios para a região. ‘‘Hoje, peixes que não apareciam na baía há mais de quatro anos estão sendo vistos com frequência pelos pescadores’’, testemunha Ferreira.
Segundo Antonio Luciano Ferreira, neste ano os pescadores investiram em vários equipamentos específicos para a pesca de sardinha, em virtude do aumento desta espécie na baía. ‘‘Em decorrência da quantidade de sardinha, houve um esforço de pesca maior’’, confirma.
- HITOSHI NAKAMURA, secretário de Estado de Meio Ambiente, Curitiba
Nota da Redação:
A equipe da Folha foi a Guaraqueçaba e constatou ‘‘in loco’’ que o projeto não está funcionando de forma integral como alega a Secretaria do Meio Ambiente. Em nenhum momento, a reportagem afirmou que o principal objetivo da máquina era despoluir o mar. O que foi dito é que esse objetivo era sim do Programa Baía Limpa, como um todo.
Greve
Como pai de aluno da Universidade Estadual de Londrina (UEL) quero dizer ao secretário de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, sr. Ramiro Wahrhafitg que ‘‘fascista e autoritário’’ é o governo do Estado, que além de estar sucateando as universidades estaduais tem a ‘‘cara-de-pau’’ de soltar propaganda institucional sobre a UEL querendo enganar o povo do Paraná dizendo que graças a ele a nossa universidade é classe ‘‘A’’. Senhor secretário, se houver qualquer problema com os vestibulares de inverno da UEL e da UEM não tenha dúvida: a culpa será única e exclusivamente dos senhores e nós eleitores e cidadãos do Paraná saberemos, com certeza, dar o troco na hora certa.
- VALDIR ANTONIO DOS SANTOS, bancário aposentado, Arapongas
Orquestra Sinfônica
Como servidor, cumpridor dos meus deveres, no papel de educador, músico e cidadão londrinense, não posso me omitir diante da defesa da minha dignidade profissional, dos nossos salários, de uma universidade autônoma, democrática e de qualidade como a nossa, de um trabalho sério e responsável como o que estamos realizando através de uma série de atividades, que se inserem no programa de extensão universitária hoje, reconhecida nacionalmente. Além do repúdio a todas as considerações feitas à Folha, pela pessoa de Aristides Makowich (nesta seção, edição de ontem), gostaria também de esclarecer a este senhor, que a presença da Orquestra Sinfônica do Paraná tem sido um acontecimento tradicional no Festival de Música de Londrina e portanto, não é a justificativa para o exercício do meu direito de cidadania que me confere ou não, a participação em qualquer movimento, afora a questão do caráter de lealdade e moralidade que envolve a questão que, com certeza, vai além da sua compreensão e conhecimento.
Um Festival de Música só se justifica quando há a participação de pessoas ou de grupos que tenham um objetivo único de fazer música numa seara, que não é nossa, mas de todos. Não zelo a nossa instituição somente em ocasiões excepcionais mas, todos os dias, no decorrer de todo o ano e com o apoio da atual administração da Universidade Estadual de Londrina, contrariando a afirmação de que nenhuma autoridade se importa. Assim, não somente reconheço como também, manifesto a minha gratidão e profundo respeito a esta instituição que permite desenvolver o meu trabalho, representado pela expressão musical que transcende a veículos de propagandas e atividades isoladas e que se solidifica através de uma prática consciente que existe sim e, ao contrário do que o senhor acusa, muito me interessa.
- FABIANO MENEZES, músico da Orquestra Sinfônica da UEL, Londrina
Combustíveis
Manifesto meu repúdio à inércia e ao descaso dos técnicos do governo federal em apresentar soluções precárias para os problemas sérios que ocorrem no País, soluções estas que poderão gerar prejuízos irreversíveis para a população brasileira. Observa-se que a muito tempo o governo federal tem procurado controlar a evasão fiscal fraudulenta promovida por alguns distribuidores de combustíveis em todo o País, que deixam de recolher os tributos federais devidos, como Cofins e PIS/Pasep, acobertados por uma indústria de liminares.
Esses criminosos andam livres e soltos, lesando o fisco e a população brasileira, sem que nada aconteça. Até o momento não se tem conhecimento de qualquer medida coercitiva promovida pela Receita Federal, objetivando colocar estes fraudadores atrás das grades. Mesmo assim, na tentativa de solucionar a questão de forma branda, os técnicos do governo acharam por bem editar a Medida Provisória nº 1991, alterando a legislação da Cofins e PIS/Pasep, no sentido que estas obrigações tributárias passem a incidir sobre os combustíveis na refinaria, e não mais nas distribuidoras.
É certo que tal medida evitará a prática da fraude no primeiro momento. Contudo, irá gerar outros reflexos negativos. Basta observar o caso do óleo diesel. Hoje, as empresas que operam o transporte público em todo o País, ao adquirirem óleo diesel recebem a nota fiscal em destaque aos créditos de Cofins e PIS/Pasep, os quais serão compensados pelas mesmas no momento de pagar tais encargos. Com o novo sistema, estes créditos deixam de existir, o que eleva em 5% o custo do óleo diesel no serviço de transporte a ser prestado à coletividade, o que poderá significar em última instância um aumento na tarifa a ser paga pela população brasileira.
Será que em nenhum momento os técnicos do governo não atentaram para o fato que a população brasileira já está farta de tantos aumentos nas tarifas dos serviços públicos, e a cada aumento gera um desgaste para o presidente Fernando Henrique Cardoso, que tem pautado o seu governo na tentativa de evitar ou minimizar tais impactos nas classes menos favorecidas da população deste País? É certo que não, é mais fácil cobrir um santo e descobrir o outro, pois não interessa se a população pode ou não pagar um reajuste na passagem de ônibus. A verdade é única, as distribuidoras de combustíveis fradulentas não sofreram qualquer retaliação. Enquanto isso a população amargará o pagamento de uma conta indevida.
- CHICO DA PRINCESA, deputado federal (PSDB-PR)
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