Eleições (1)
Os legítimos brasileiros – índios – há 500 anos, por serem selvagens, ignorantes, foram caçados como animais pelos europeus ‘‘descobridores’’ (invasores). A Igreja Católica permitiu sua caça e escravidão. Por não serem batizados eram pagãos e, sendo assim, não eram tidos como gente. Do descobrimento até a atualidade o povo continua ignorante, indefeso, comandado por políticos pouco instruídos. Povo sem escolaridade é povo fraco, fácil de enganar, como índios de 500 anos atrás. Ainda não temos boas estradas, boas escolas, boa saúde etc. não por falta de recursos do solo brasileiro, mas pela incompetência dos nossos governantes, nossos representantes políticos.
Oitenta por cento dos vereadores, prefeitos e deputados dos 5.507 municípios brasileiros não têm sequer o 2º grau de escola convencional. Se não têm escolaridade não têm competência para bem administrar a coisa pública – pensam que têm. Prejudicam toda a sociedade. As cabeças pensantes devem lutar para que o eleitor possa ser escolarizado e os que nos governam também. Membros dos poderes Legislativo e Executivo devem ter no mínimo o 3º grau. Cabe aos poucos bons legisladores – patriotas – principalmente, à sociedade organizada, ao Ministério Público e à força da mídia, exigir preparo intelectual e responsabilidade dos políticos. Política, ao contrário do que se pensa, é assunto para cidadãos competentes e que vislumbram o bem-estar para a sociedade.
Para acelerarmos o progresso podemos nos orientar pelo exemplo do Japão que, após a Segunda Grande Guerra, ficou arrasado mas deu um salto passando a ser país de Primeiro Mundo em decorrência da prioridade para a educação. Determinou o imperador Hiroito: ‘‘Doravante, todos vão se curvar diante de mim, menos os professores.’’
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Eleições (2)
Está chegando a hora de elegermos os nossos representantes municipais. O momento é muito importante, pois só se repete a cada quatro anos. Para muitos de nós, esta será a primeira vez que exercitaremos o direito e o dever de escolher aqueles que durante quatro anos administrarão nosso patrimônio. Para tanto, devemos nos questionar se aquela pessoa a quem confiaremos nosso voto é digna de confiança.
Será que se tivéssemos uma empresa daríamos para essa ou aquela pessoa administrar? Como ela vem administrando os seus negócios particulares? Tem potencial/capacidade para administrar uma empresa (prefeitura) que em muitos casos é a maior empresa do município, dado o seu patrimônio? Se as respostas a estas e a outras tantas perguntas forem positivas, então: essa pessoa merece o nosso voto! Nem sempre um candidato bonzinho será um bom administrador. Pense nisso!
- JOSÉ SALES SARAIVA, administrador, Ouro Verde do Oeste (PR)
Orquestra Sinfônica
É com desagrado, ou melhor, tristeza, que faço essa pergunta, pois vejo que neste 20º Festival de Música de Londrina a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) não se apresentará. Foram em vão os apelos do maestro Norton Morozowicz para que os músicos reconsiderassem sua decisão de apoiar a greve dos professores e funcionários da UEL e se apresentassem em cerca de cinco concertos que fariam parte do programa do festival.
Sei das restrições salariais injustas que lhes foram impostas recentemente, mas creio que deveriam zelar pela instituição que afinal, é o seu ganha-pão. Essas circunstâncias estão ocorrendo em todos os setores de nossa sociedade e na verdade, as autoridades responsáveis não se preocupam com isso. Mas isso não justifica que uma orquestra de fora venha tocar em nossa seara. Quer dizer que os músicos da Osuel não fazem questão de zelar por ela e numa ocasião excepcional como esta do Festival de Música. Não se importam em fazer saber que somos uma das poucas cidades de interior que têm uma orquestra sinfônica. Certamente as centenas de visitantes dirão, por aí, que Londrina afirma que tem uma orquestra dessas, mas ela só existe no papel, ou nos veículos de propaganda. Portanto, quem mais vai perder no final das contas, serão os músicos pois não poderão afirmar que participam dessa orquestra que na prática, não existe e pouco lhes interessa.
- ARISTIDES ANTONIO JOSÉ MAKOWICH, médico, Arapongas
Conselho de Trânsito
A reativação do Conselho de Trânsito de Londrina é fato relevante e de muita importância para a comunidade. Os conselhos comunitários surgiram com a retomada democrática em nosso país e sem dúvida são artifícios fundamentais de sustentação e exercício de cidadania. O Conselho de Trânsito de Londrina contribuiu de maneira significativa, no passado, com campanhas educativas, encaminhamento de sugestões a organismos competentes e nos dá a certeza de que sua atuação doravante será de muita importância para que a sociedade organizada tenha mais um canal ligado.
O Código Nacional de Trânsito traz definições claras quanto à participação dos municípios e consequentemente a organização dos conselhos municipais de trânsito. Estes deverão caminhar em parceria com o poder público no sentido de deliberar sobre uma política ideal e na fiscalização e aplicação dos recursos provenientes das multas de trânsito que devem ser revertidas em campanhas educativas.
O Conselho de Trânsito de Londrina, que inicia a discussão do processo de transformação em Conselho Municipal de Trânsito, conforme determina a legislação vigente, atuará exatamente neste sentido, oferecendo aos poderes constituídos nossa contribuição como sociedade civil a este setor de que tanto dependemos na conquista de uma qualidade de vida melhor.
- WALTER COSTA BARROSO, Londrina
Petróleo
Somos um povo sem caráter, incapaz de assumir a responsabilidade pelos próprios erros e atribuímos, sistemática e cinicamente, a culpa de todos eles a algum remoto acontecimento além fronteira. Jamais admitimos que a crise seja nossa. Ela é asiática ou russa ou mexicana e pode não afetar os vizinhos, mas sempre nos acerta e, como somos duros na queda, algum tempo depois já estamos prontos para outra.
De vez em quando a culpa é da Opep, que aumenta os preços do petróleo. Países há que não extraem uma gota e não se queixam. Nós produzimos 1,265 milhão de barris/dia. Não produzimos mais por desleixo, não convertemos motores para o gás por não querermos, não desenvolvemos o Pró-Álcool por falta de vontade, não ajustamos o consumo à produção para não perder a boca rica da conta-petróleo e para dispormos de uma boa desculpa para o não cumprimento das metas.
Só a Bacia de Campos está atingindo 1 milhão de barris diários. E há numerosas outras províncias petrolíferas mal exploradas ou inexploradas. Por que não desconfiam de que há um mar de petróleo na Amazônia? Que foi feito dos poços baianos e nordestinos? E do xisto de Santa Catarina, maior reserva do mundo?
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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