Antidemocracia
Todos os cidadãos brasileiros vivem momentos de perplexidade, situação propícia ao surgimento e propagação de idéias radicais e antidemocráticas. São nesses momentos que precisamos de firmeza de homens que interpretem a lei na defesa dos direitos e deveres dos cidadãos, sob pena de não conseguirmos preservar o Estado democrático. Assim, afirma o desembargador Leonardo Lustosa, do Tribunal de Justiça do Paraná: ‘‘As autoridades, a partir da chamada redemocratização passaram a ser excessivamente tolerantes com aqueles que agem à margem da lei e da ordem, gerando insegurança e intranquilidade social’’, exemplo do denominado MST, organização sem personalidade jurídica, que, sob o pretexto de lutar em favor da reforma agrária, busca, na verdade, o poder, a implantar, no Brasil, uma ditadura comunista.
Esse objetivo está evidente se atentarmos para os vários ‘‘cursos de capacitação de militantes’’ que o MST organiza e desenvolve em todo o território nacional. O jornalista Carlos Soulié do Amaral, em recente artigo publicado no jornal ‘‘O Estado de São Paulo’’ e intitulado ‘‘O fascismo vermelho e o presidente’’, sustenta que nesses cursos (referindo-se aos de capacitação de militantes), as apostilas e os mestres ensinam que apenas ocupar a terra para trabalhar é uma posição já superada’’, esclarecem que a disputa fundamental não se dá mais entre os sem terras e fazendeiros, mas, sim, entre os sem-terra e o Estado, e avisam que o MST tem um projeto político revolucionário cuja meta é a conquista do poder’’. Os mestres insistem que o objetivo do movimento é ocupar os espaços que se conformam na superestrutura da sociedade’’ e advertem: ‘‘se alguém disser que esses espaços não devem ser ocupados por nossa organização, pois esses temas não nos competem, digamos, sem receio de equívocos, que os audazes sempre prevalecem sobre os medrosos.
O cidadão tem o direito de poupar, aplicando em poupança, ou adquirir bens móveis ou imóveis como apartamento, carro, obras de arte ou propriedade rural, para dela retirar seu sustento e o da sua família. Esta sagrada opção é, inclusive, a mais difícil, mas socialmente a de maior retorno, pois produzir alimentos é segurança de vida e um ato divino. Agora fazer do acesso à terra uma luta pelo poder, manipulando pessoas excluídas e com apoio ou conivência oficial, é buscar a desestruturação da nação, do Estado de Direito e dos valores democráticos, tornando-os subservientes a princípios ideológicos já praticamente varridos do mundo.
- ABELARDO LUPION, deputado federal (PFL-PR)
Colônia
O capitalismo tem uma maneira muito sutil e civilizada de dominar as nações, produzindo um novo colonialismo, e novas formas de escravidão, a exemplo do Brasil que outrora era colônia de Portugal, hoje colônia dos EUA. Os países vão perdendo sua autonomia, frente as grandes potências, em nome da globalização, os governantes se tornam os novos capatazes da grande ‘‘senzala’’, incumbidos de submeter toda a economia do país à grande prioridade de saldar os compromissos financeiros, de tal modo que a população inteira é chamada a este compromisso heróico de estar em dia com o sistema financeiro mundial.
Faz-se necessário reagir diante do processo de inserção submissa do Brasil no mercado mundial, sacrificando nossa identidade nacional, desnacionalizando nossa economia, diluindo nossa autonomia, e preparando o terreno para a aceitação forçada das opções que os outros nos apresentam. Em meio à avalanche do capitalismo na atual conjuntura, é difícil reverter o quadro que se apresenta.
Mas é possível iniciar um processo inverso, através de iniciativas políticas, marcadas pela atuação da cidadania, para que a destinação dos recursos públicos tenham finalidade de ativação da economia dentro de prioridades sociais. O orçamento participativo é, sem dúvida, um processo promissor de reeducação política do povo, para restituir à política sua indispensável capacidade de conduzir a economia a serviço dos intereresses da coletividade.
Uma economia guiada pela política, e uma política impregnada de valores éticos. Assim será possível ir traçando os novos parâmetros civilizatórios, que as profundas transformações deste final de milênio estão exigindo. Que o problema do desemprego seja o fato estimulante para nos motivar nesta empreitada, que exige a participação consciente de todos.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Amazônia
Há maiores interesses ocultos na Amazônia do que pode chegar ao conhecimento popular. Os olhares gulosos do mundo sempre se fixaram nas terras da América e muito especialmente nas áreas do Brasil. Os detentores do poder – e sempre detentores do poder – secundados pelo capitalismo sem alma, procuram dominações em todas as áreas e em todas as espécies.
Os olhares do mundo estão fixados na Amazônia, depois de desgastar territórios como o Nordeste, Centro, Sudeste e Sul, provocando a formação do deserto dos pampas, embora mais preservado pela fixação de uma colonização de trabalho. A criação de lei que altere a penetração na Amazônia tem inspirações diversas dos poderosos nacionais e não nacionais. Quais as riquezas de solo e subsolo que guarda a Amazônia? Não acreditamos no interesse puro e simples de plantar, colher e criar gado.
O critério apropriado para a entrada na Amazônia é aquele que não se apressa demais, apenas criando lei que permita a devastação, mas criando lei regulamentada, determinando topograficamente as áreas que podem ser penetradas e nestas áreas, também os espaços de conservação, mantendo áreas sagradas de preservação permanente e mais, estabelecendo leis severas contra os que desrespeitarem tais leis, impedindo os crimes de lesa pátria como aquelas aplicadas aos traidores e que deveriam ser aplicadas aos que traem a nação, depredando os orçamentos públicos.
- FAHED DAHER, médico de Apucarana
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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