O LEITOR ESCREVE
Pró-egresso
Alguns condenados pela Justiça Criminal conseguem ficar em liberdade, desde que se comprometam a cumprir determinadas condições. O acompanhamento destas é feito por juízes, promotores e pelo Programa Pró-Egresso de Londrina. Este último é vinculado ao Patronato Penitenciário do Estado e também à Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania. O Programa Pró-Egresso de Londrina existe há mais de 20 anos e já estão constituídos mais de 19 Programas Pró-Egresso, em diversas cidades do Paraná.
Este programa tem se mostrado eficiente e com um custo irrisório diante do que se está pretendendo gastar com a construção de penitenciárias (R$ 7 milhões por unidade). O índice de reincidência dos sentenciados que passam pelo Programa, conforme dados do próprio Patronato Penitenciário, é de três por cento. O Pró-Egresso recebe recursos da Universidade Estadual de Londrina e da Secretaria da Justiça e da Cidadania, esta responsável pelo auxílio pecuniário destinado aos estagiários e a alguns profissionais. Ocorre, porém, que este auxílio atrasa geralmente mais de três meses, gerando enorme transtorno para os estagiários que, na maioria, dependem deste recurso para o sustento.
O descaso não se resume somente ao atraso no pagamento. Isto serviu de estopim apenas para a ‘greve’ decretada pelos estagiários (mais de trinta) em assembléia. O que acontece é falta de apoio dos órgãos competentes, desde a escassez de recursos materiais (computadores, bolsa-auxílio, transporte, livros etc.) até a valorização deste trabalho como solução viável para a caótica situação em que se encontra o Sistema Prisional. Talvez isto se dê porque não há retorno em votos numa próxima eleição para o Governo, que se torna mais popular em construir ‘elefantes brancos’ (penitenciárias), ao invés de investir muito menos em algo mais eficiente. Exposta a situação, faço meu protesto e apelo ao Governo estadual para que não feche as portas para aqueles que fazem com muito esforço um trabalho em prol da coletividade.
- WANDERLEY JOSÉ CARDOSO, presidente do Diretório Central dos Estudantes, Londrina
Cidadania
A UEL - Universidade Estadual de Londrina
e a UEPG - Universidade Estadual de
Ponta Grossa estão de parabéns pela realização do Forum ‘‘Cidadãos e Política - Quem deve governar?’’, em dependências da UEL, dia 24 de maio. Muitos cidadãos comuns (trabalhadores, donas-de-casa, lideranças comunitárias e estudantes) discutiram questões relacionadas ao uso do dinheiro no processo político, ao direito e dever de votar, papel ativo na política e o papel fundamental dos líderes. Dentre as conclusões, a mais marcantes é a de que o pai de família, a mãe, o estudante, o trabalhador e os excluídos da sociedade só poderão participar com eficácia da política e exercer o direito de cidadania a partir de movimentos de organização popular. É preciso se organizar em associações, conselhos, reanimar as entidades de classe, despertar a responsabilidade social e cívica das igrejas. Enfim, promover amplo reavivamento social e político da nação brasileira. A UEL já deu o primeiro passo.
- JOSÉ DEVANIR DE OLIVEIRA, Londrina
Indígena
Agradecemos o apoio da ‘Folha’ por ocasião do lançamento da ‘Cartilha do Índio’, sobre as etnias indígenas do Paraná, direcionada sobretudo às escolas do Estado. Na verdade, o indígena, além de discriminado pela sociedade envolvente, não costuma ser objeto de publicações didáticas, simples e sem pretensões acadêmicas e, como o nosso caso, destituída de finalidade lucrativa. Acreditamos ser necessário valorizar os caingangues e guaranis do Paraná, assim como os xetás, povo extinto pelo avanço das lavouras de café e em virtude da colonização desenfreada. Afinal de contas, se não damos real valor às origens é preciso pelo menos prestar tributo e reconhecer a dignidade daqueles que no início eram os verdadeiros senhores da terra que hoje ocupamos.
- EDÍVIO BATTISTELLI, Assessoria Indígena do Governo do Paraná
Aumento na Zona Azul
Gostaria de uma explicação convincente do órgão municipal que autoriza o reajuste da Zona Azul. Neste mês de junho o cartão unitário, que era de R$ 0,50, passou a custar R$ 0,60, sofrendo portanto um aumento de 20%. Segundo dizem, estamos vivendo num paraíso, sem inflação, e em princípio esse reajuste não se justifica. Não estou desmerecendo o mérito da organização e do trabalho oferecido à comunidade pela Zona Azul, que poucos conhecem, mas continuo com a opinião de que o aumento foi abusivo.
- PAULO ROBERTO DE LIMA, Londrina
Agradecimento
Expresso meus agradecimentos em nome da Delegacia Federal do Ministério da Agricultura no Paraná, pelo imprescindível apoio prestado pela ‘Folha’ para o sucesso da realização do 17º Congresso da Comissão Sericícola Internacional, no período de 22 a 26 de abril. Realizado pela primeira vez no Brasil, recebeu representantes de 25 países e autoridades federais, estaduais e municipais brasileiras bem como a realização do 1º Workshop da Política Sericícola do Brasil no Paraná. Não podemos deixar de homenagear e ressaltar a ímpar assistência prestada pela equipe de jornalismo que, com competência e dedicação, viabilizou o apoio e condições para que o evento tivesse expressivo reconhecimento internacional, com ampla divulgação.
- MARIO BEZERRA GUIMARÃES, delegado da Delegacia Federal de Agricultura no Paraná

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