O leitor escreve
Praça
Em resposta à carta de Marco Alzamora, publicada na coluna O leitor escreve de ontem, a Secretaria Municipal de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba gostaria de esclarecer aos leitores em geral que o subscritor da mesma é contumaz crítico da Administração Municipal, por intermédio de veículos de comunicação. Ao que tudo indica, parece ele dispor de bastante tempo para expandir sua criatividade, escrevendo cartas e longos artigos aos jornais, sempre com o objetivo de discordar e atacar qualquer obra ou ação do município. É bastante clara, também, sua inspiração política nessas críticas, que refletem, em quase todas elas, sua opinião exclusivamente pessoal.
É de se estranhar que Marco Alzamora adote tal comportamento uma vez que tudo fez para tentar prestar serviços profissionais à Administração Municipal. Ele próprio chegou a entregar, em mãos, seu currículo de arquiteto à prefeitura. Provavelmente, o fato de não ter sido aproveitado ajude explicar o porquê da mudança de opinião em relação ao Poder Público Municipal.
Quanto aos questionamentos com referência à reforma da Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, a Prefeitura de Curitiba e o Ippuc esclarecem que não haverá dificuldades para transpor as cercas dos espaços físicos. Estão sendo colocados vários portões que permanecerão abertos durante todo o dia e parte da noite. As grandes não representam dificuldades, mas sim segurança e integridade do espaço de seus ocupantes.
O objetivo da reforma foi o de organizar a paisagem da Av. Cândido de Abreu, totalmente tomada por automóveis estacionados e criar oportunidades da prática de esporte e lazer nos horários complementares do Centro Cívico. Como se denota, não está havendo desvirtuamento da filosofia concepcional da praça, como alega Alzamorra, mas sim uma ampliação de suas funções, permitindo-se que toda a população se beneficie desse espaço e dos equipamentos que ali estão sendo implantados.
- SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DE CURITIBA
Violência
A qualquer acontecimento estarrecedor evidenciado pela mídia, principalmente quando o foco é a violência, afloram-se reações da sociedade como pena de morte, questionamentos dos direitos humanos e dos movimentos populares, penalidades aos 16 anos. Ultimamente, o governo de Fernando Henrique, estarrecido, como se culpa não tivesse, vem manifestando preocupações com a explosão de atos de violência.
Como de costume, de forma emergencial e emocional, o governo federal tenta dar uma resposta à sociedade, sem querer tratar a causa básica. Vem agora a Medida Provisória de combate à violência, com R$ 750 milhões (menos da metade do prejuízo causado pelos bancos Marka e FonteCindam), para estruturação das Polícias, construção e reforma de cadeias, Exército de rua, enfim e como de costume a parte repressiva.
De nada adiantará se este mesmo governo vem negando o enfrentamento das causas básicas: o combate à corrupção, dificultando diversas CPIs, como exemplo a CPI das Teles; não aceitando o Imposto de Renda progressivo, taxação de grandes fortunas, diminuição de impostos aos produtos e serviços e, aumentando os impostos ao setor especulativo. As reformas tributária, agrária, política agrícola, estímulos à micro e às pequenas empresas que criam postos de trabalho, parecem não interessar ao governo FHC.
O controle da violência requer uma melhor distribuição da renda e riqueza mais igualitária, na divisão dos espaços e oportunidades para todos, reconhecendo que mesmo o pobre e humilde tem direito à cidadania. Fora isso, é emergencial e emocional a resposta do governo federal à sociedade e, no mínimo demagógica. Penalizar o menor aos 16 anos de idade, modificando o Código Penal ou reprimindo a desesperança de seus sonhos, requer primeiro que o Estado pare de praticar a violência e, dê aos jovens o mínimo previsto na Constituição Brasileira, ou seja, direito a educação, sa© úde, segurança e moradia.
- MÁRCIO ARTUR DE MATOS, deputado federal do PT-PR
Correios
Antes havia a correspondência normal e os impressos. Costumava enviar a Folha para meu filho, nos Estados Unidos, pagando pela remessa (no Correio) como impresso R$ 2,30. Os impressos sempre tiveram tarifa bem mais baixa que as cartas. Outro dia, fui gentilmente informado pelos atendentes da agência Duque de Caxias, de que doravante não haverá mais a categoria de impressos. A correspondência está classificada em três tipos: expressa, preferencial e a econômica. Não há mais impressos. A mesma Folha que eu enviava por R$ 2,30 agora custa R$ 3,20. Por quê? Ah, subiu o dólar, disseram. Troca-se o rótulo e aumenta-se. Entretanto, hoje, dia 28, recebi o Boletim da Andes, postado em Curitiba como impresso dia 21 de junho. Que maravilha. Curitiba fica a cinco horas de distância de ônibus. Uma carta leva geralmente dois dias, o que é razoável num país como o nosso. Mas seis dias para entregar um impresso? Dá pra entender?
Tenho comigo um volume de cartas escritas pelo compositor Chopin, quando em Paris, no início do século 19. Lá, naquele tempo, havia três distribuições diárias de correspondência: de manhã, de tarde e à tardinha. A de nº 313, para seu amigo Augusto Franchomme, diz assim: Caro amigo, espero você hoje para o almoço no Café de Foy... E era assim. A gente mandava uma carta e ela chegava dali algumas horas. E não era telegrama. O Correio de lá era empresa? Não, nada disso. Era serviço público mesmo...
- HENRIQUE MOROZOWICZ, compositor, Londrina
Trânsito
Fiquei horrorizada ontem, por volta das 10h30, quando uma mulher dirigindo uma camionete Grand Cherokee na Rua Professor João Cândido deu uma ré, de aproximadamente 80 metros, perto da Alameda Miguel Blasi, para prosseguir na Rua Pio XII. Ela ainda parou o carro sobre a faixa de pedestres, causando transtornos e infringindo as leis de trânsito. Mas, o que me impressionou foi que neste local encontrava-se um agente de trânsito que simplesmente não tomou nenhuma providência. Pergunto: um carro velho que fizesse a mesma coisa se livraria da multa também?
- VERLANEA DAL MOLIN, secretária, Londrina
Essência
Ser aluno é ter um caminho a percorrer, com um início e duas saídas. A grande questão é descobrir, notar o momento de escolher a saída que devemos tomar. Alguns alunos passam toda a vida sem perceber que tinham uma opção a fazer enquanto estudavam esses saem com a massa estudantil e serão fantoches dos mal-intencionados governantes. Outros descobrem no decorrer do período de estudantes, mas acham que é tarde demais para mudar e engrossam o bloco anterior de cidadãos. Porém, há os que descobrem durante os estudos e decidem mudar. Descobrem a essência dos estudos, do aprendizado, o que este pode nos fornecer. Estes alunos são (serão) cidadãos, vencerão na vida. Atingirão o cume da sociedade. Terão o encargo de dar os rumos dessa sociedade que vivemos. Nas mãos destes cidadãos está o dever de liderar para que não sejam liderados.
- JOSSAN BATISTUTE, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





