Educação (1)
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem como objetivo, de acordo com o MEC, ‘‘proporcionar que cada cidadão possa realizar sua auto-avaliação e orientar melhor em suas escolhas futuras’’, além de ‘‘avaliar a realidade do ensino médio em todo País’’. Só que parece que nosso ministro Paulo Renato não conhece a realidade do ensino médio no Brasil e vive inventando ‘‘moda’’ para avaliar o que todos sabem: a situação da educação em nosso País vai de mal a pior. As greves que ‘‘pipocaram’’ em vários Estados e a clara política de sucateamento das áreas sociais, entre elas, a educação, que vem sendo implementada pelos governos federal e estadual.
É muita ‘‘cara-de-pau’’ do nosso ministro insistir nessa avaliação, em vez de tomar medidas concretas para proporcionar uma educação de qualidade e gratuita, em todos os níveis como, aliás, é obrigação do Estado, determinada pela constituição federal. O mais incrível é que se gastam milhões de reais com propagandas e implementação de projetos que se fazem passar por soluções milagrosas para o problema educacional.
Só com uma política educacional verdadeiramente comprometida com a maioria dos jovens e com a classe dos trabalhadores da educação e a aplicação de projetos sérios, como o que foi elaborado ainda na primeira gestão do governo FHC, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que foi discutida por inúmeras entidades ligadas à educação, durante inúmeros anos, e que foi ‘‘jogada no lixo’’ pelos ‘‘burocratas’’ de plantão. Eles ainda têm a petulância de insinuar que a sociedade civil não tem propostas, que somos todos ‘‘fracassomaníacos’’. Só não concordamos com o que se tem hoje, queremos de fato uma educação séria, sem essas baboseiras de Enem, Correção de Fluxo, Provão etc., e que se fosse aplicada a LDB. Aí sim estaríamos no caminho correto, para transformarmos este país numa grandiosa nação.
- ADRIANO LOZADO, presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (ULES)
Educação (2)
Dias atrás fiz críticas construtivas aos professores, nesta seção, quanto a sua participação educativa em pleitos eleitorais e para que eles acordassem para a realidade abrindo seus olhos, pois entendo ser esta uma participação ao exercício da cidadania. Em busca de direitos iniciaram uma greve que foi um verdadeiro fiasco. Ao ameaço de descontos votaram pela volta às aulas, sem averiguarem se durante a votação todos os que votaram eram mesmo professores. A paralisação se deu, dentre outros motivos, porque está havendo um sucateamento da educação, falta de reposição salarial etc. Como em outras reivindicações, o beneficiado foi o celetista. Ao estatutário nada, porque com eles estão os aposentados.
O que pesou para a volta às aulas? Nem mesmo o professor sabe se foi pela ameaça do não pagamento pelos dias parados ou se foi pelo risco do professor perder as férias do final de ano. O corte do pagamento não poderia ser, isto porque se há reposição existe a recuperação das horas aulas, que terão de ser pagas. Se não houver recuperação de aulas o aluno não completará a carga horária determinada e, portanto, perderá o ano, aumentando mais a despesa do governo. Então não foi pelo corte do pagamento. Foi pelo medo de ficar sem as férias do final do ano ou será que foi por que havia na assembléia pessoas votando sem ser professor? Quando entendemos da necessidade de se politizar os professores e os alunos é porque entendemos da necessidade de chamar os brios de cada um sobre sua responsabilidade com o futuro da nação.
É fácil cantar ‘‘caminhando’’, difícil está sendo entender por que cantam se quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Logicamente não se pode comparar professores com MST. A diferença é uma questão de cultura. Os professores que esperem o governo afiar seu chifre para investir na educação.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Ribeirão Claro
Solidariedade
Se levarmos em conta que, numa localidade onde 30 médicos se dispusessem a doar um dia por mês do seu trabalho e fossem seguidos por outros voluntários entendidos em enfermagem e assistência nos seus serviços, teríamos num excelente atendimento na área da saúde, talvez extinguindo de vez diversos males que assolam a população. Da mesma forma, 30 engenheiros com o mesmo procedimento, acompanhado de adjuntos, além de eliminar de vez qualquer favelamento, ainda teriam condições de modificar e embelezar as moradias, praças e passeios.
Falamos de duas profissões, mas na verdade, todos os moradores têm talento e aptidão. Mais ainda, convivem no mesmo lugar, onde muitas vezes a disparidade econômica e social é causadora de conflitos diários, violência de todo tipo. A demonstração de solidariedade sincera poderia suavizar muitos desses malefícios costumeiros e urbanos.
Partindo do ponto zero, os primeiros a participar dessa organização não governamental seriam os incentivadores, os coordenadores e divulgadores da idéia. Um deles poderia ser você. Dê uma olhada na sua história, verifique os pontos negativos da sua cidade, concentre sua atenção neles como se tivesse sido dada a incumbência de resolvê-los. Dê asas à imaginação, vislumbre o melhor e você sentindo o sabor do dever cumprido. O interessante é não pecar pela omissão.
- LUIZ TEODORO GARCIA, Londrina
Súplica da árvore
Tu, que passas e levantas contra mim o teu braço, antes de fazer-me o mal, olha-me bem. Minhas raízes evitam a erosão e facilitam a infiltração da água na terra, alimentando as fontes. Meus galhos servem de ninhais aos pássaros que embelezam o céu. Minhas folhas filtram o ar que tu respiras. Minha sombra amiga te protege contra o sol de verão. Meus frutos saciam tua fome e acalmam tua sede.
Sou a viga que suporta o teto da tua casa e a cama em que descansas. Sou o cabo das tuas ferramentas, e o portal da tua morada. Sou o quadro que emoldura o teu retrato. Quando nasces tenho a madeira para o teu berço; quando morres, em forma de ataúde, ainda te acompanho ao seio da terra. Sou ramo de bondade e flor de beleza. Fui até o madeiro da cruz pela qual o Senhor te salvou. Mas não sou eterna. Se tu me amas como mereço, livra-me da foice, do machado, da motosserra, do fogo e defenda-me contra os insensatos.
- JOSÉ ALCEU BISSOQUI, Cambé
Cidadão benemérito
Sem dúvida, uma das grandes lideranças da atualidade, no Paraná e no Brasil, chama-se José Carlos Gomes de Carvalho, também conhecido por Carvalhinho. O título de Cidadão Benemérito do Paraná concedido pela Assembléia Legislativa do Estado, dia 8, simboliza um desejo comum de todo o povo paranaense. Nos pronunciamentos e nas ações, Carvalhinho é testemunho puro da fé que pratica e esperança que cultiva. Mais ainda, conhece e domina todos os poderes que possuem o trabalho, a honestidade e a família. Nesta época em que a sociedade busca líderes confiáveis, José Carlos Gomes de Carvalho é oxigênio e esperança para todo o povo brasileiro.
- WANDERLEY CARLOS STRINGHINI, Curitiba
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