Educação
Indubitavelmente a educação é a única coisa neste mundo que alguém pode possuir na quantidade que quiser e levar embora consigo. Educação é necessidade de vida, processo sistemático, transmitindo legados culturais, ciências, técnicas e modo de vida, preparando pessoas a habilitar-se e a adquirir certos conhecimentos especiais, úteis à sociedade. Enfim, pensando e repensando o ser, plenamente educado. Isto não é brincadeira, é coisa séria. A escola tem que ser boa e criativa, saindo de si e tentando novas experiências.
Melhoria salarial reflete na qualidade de ensino, é óbvio. Por que o descaso gritante com a educação? Os governos têm que entender: educação é uma necessidade, não é gasto mas sim investimento. A educação pede socorro, está doente. O Estado é um espelho através do qual enxergamos professores tristes, esquecidos, marginalizados, nada representando no contexto social, estando em último sono com os seus valores intelectuais.
Os professores pedindo estão socorro pela dignidade salarial. É lamentável que isso esteja ocorrendo num governo que prometeu valorizar a classe. Que adianta uma escola com computadores, videoteca, aparentemente progressista, tendo professores legados a plano inferior? Os mestres não aguentam mais e gritam por socorro. Não é verdade a média salarial divulgada pelo governo.
Nenhum cidadão, em sã consciência, quer uma escola assim para seus filhos. Diante desse quadro crítico da educação, todos devem envidar esforços, cidadãos, políticos, religiosos e governo, numa análise séria buscar soluções concretas, propiciando a volta dos alunos às escolas estaduais. As maiores nações do mundo valorizam e respeitam o professor. Governador, olhe e reflita sobre as reivindicações dos professores. Governos que investem na educação podem vangloriar-se de ter uma sociedade justa e participativa, plenamente livre sem as chagas do analfabetismo.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, professor em Londrina
Criança
Gostaria de apresentar o ‘‘Projeto Criança: Desenvolvimento, Educação e Cidadania’’, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), sob minha coordenação. Este projeto objetiva disponibilizar o conhecimento psicológico a respeito de crianças visando a educação e a prevenção de abusos, através de publicações ao público, palestras, cursos, campanhas educativas e ações interdisciplinares junto à população, sendo que o enfoque principal será o desenvolvimento infantil (a descoberta da infância, diferenças culturais, estimulação); a educação infantil (ênfase na prevenção da punição física e violência doméstica) e a cidadania (direitos da criança, especialmente o direito à viver em família e em comunidade). O ano de 2000 é emblemático para ações em relação à criança: comemora-se 10 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil (julho).
Atualmente, os membros do Projeto Criança trabalham (profissionais voluntários e alunos de Psicologia da UFPR) em cinco áreas: resgatando a auto-estima, com meninos de rua em recuperação, da Fundação Educacional Profeta Elias; Construindo Caminhos, com crianças em situação de risco, atendidos pela Associação Brasileira de Amparo à Infância (ABAI); A Psicologia e Você, esclarecimentos e informações sistemáticas sobre psicologia e infância à população leiga (boletim informativo mensal Ciranda de Criança, com temas ligados à infância e à adolescência e com distribuição gratuita em todo Brasil e web site Projeto Criança (http://members.xoom.com/pcdec), por onde respondemos perguntas da população; Estimulando Bebês, um trabalho de estimulação precoce e massagem Shantala aos bebês (carentes e/ou abandonados) que estão vivendo no Berçário Municipal de Curitiba; Abaixo o Preconceito! Campanhas de conscientização sobre temas da infância; Famílias Adotivas: O Amor é Construído – folders; 40 Anos da Declaração dos Direitos da Criança – folders e exposição de fotografias.
- LIDIA NATALIA DOBRIANSKYJ WEBER, professora, Curitiba
Mercosul
O grande desafio do Mercosul diante dos gigantes do Planeta é se mostrar como uma união séria de países. E resistir às pressões. Adversários aparecem de todo lado: os norte-americanos fazem força para implodir a comunidade que tenta se formar por ser uma ameaça à hegemonia deles; os europeus, embora amigáveis (sequer enxergam o Mercosul como um bloco, mas como um único país, o Brasil (os outros seriam satélites, com mercados pouco interessantes). O motivo também é pouco nobre: dinheiro.
Há dois caminhos para o Mercosul: 1. Fazer como Canadá e México, que entregaram suas economias para o consumo norte-americano, ficando a reboque dos humores de Greenspan; 2. Buscar o comércio global. Os europeus trabalham muito para que o caminho escolhido seja o segundo e usam como argumento principal a proteção que a economia do Mercosul terá no caso de uma crise de consumo que afete os Estados Unidos.
Aí aparece nova contradição à francesa. Embora o discurso oficial seja de apoio a toda proposta de organização regional (o que criaria grupos mais fortes) para que as conversas entre europeus e sul-americanos prossigam, eles preferem deixar a decisão para depois de saberem o resultado da eleição presidencial norte-americana. Mesmo sabendo que a política externa dos Estados Unidos vai mudar muito pouco ou nada, seja qual for o resultado das urnas.
Para os europeus – e para os franceses em particular – a política brasileira em relação à América Latina ainda é muito tímida. Já devia estar em curso uma tentativa de ampliação da união que, se possível, juntasse todos os países do continente. As autoridades francesas acreditam que o fato de não haver grandes diferenças econômicas entre os países da região facilita a integração e evita os problemas que a União Européia enfrenta hoje para anexar mais 13 países interessados. Segundo o raciocínio dos europeus, esta seria a maneira mais fácil e rápida de o Mercosul se impor como um bloco importante.
- PAULO PESTANA, jornalista em Brasília
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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