O leitor escreve
Passagens aéreas
A Associação Brasileira de Agências de Viagens ABAV Nacional recebe com indignação e revolta a notícia sobre o contrato da Varig com a Associação dos Magistrados Brasileiros AMB, denunciado pelo jornal O Estado de São Paulo, no dia 9/6 (matéria de capa).
De acordo com o documento, os magistrados associados à AMB e seus dependentes podem obter elevados descontos em passagens internacionais e nacionais. Como cidadãos, os dirigentes da ABAV consideram ser uma afronta moral a oferta de privilégio concedida para uma elite da população, enquanto a maioria dos brasileiros assiste ao pleito de reajuste tarifário apresentados pelas companhias aéreas ao Governo.
Responsáveis pela comercialização de 85% das passagens áreas no Brasil incluindo viagens para destinos nacionais e internacionais os agentes de viagens lamentam a incoerência da Varig, que briga na justiça para tentar reduzier a justa remuneração devida aos profissionais do setor.
Segundo a assessoria jurídica da ABAV, os termos do contrato firmado entre AMB e a Varig contrariam o artigo 302, inciso terceiro, letra q do Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565 de 19 dezembro de 1986) o que talvez explique o teor da cláusula oitava do referido acordo comercial. Íntegra da cláusula oitava do contrato Varig e AMB: A AMB se compromete a não revelar a terceiros qualquer hipótese, as condições estabelecidas no presente acordo, determinando uma política de orientação a seus associados para o bom e fiel cumprimento deste instrumento.
- GOIACI ALVES GUIMARÃES, presidente da ABAV
Felicidade
Embora se diga que o conselho, caso valesse alguma coisa, não seria dado, mas vendido. Costumo aconselhar os que fingem ouvir-me (dizem, também, que o diálogo se compõe, as mais das vezes, de dois monólogos), que nunca façam sua felicidade depender de outrem. A felicidade é algo personalíssimo, que quase nunca está onde a lógica indicaria que estivesse, precisamente porque felicidade (e infelicidade) é cuca. Por não atentarem para isto, muitos cônjuges ou amantes, que haviam colocado sua alegria de viver nas mãos do outros Não consigo viver sem você , se entregam à desesperança quando ficam sem sós.
Os funcionários públicos concursados e antigos entretiveram sempre, com o Estado a que servem, não uma relação empregatícia, mas um caso de amor, de dependência sentimental, de entrega total. E, de repente, como que vindo das profundezas do inferno, chega um governo de subversivos, que os humilha e despede, coloca-os no olho da rua como vira-latas leprosos, destrói miseravelmente suas vidas.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília (DF)
O pé de mamão
Antigamente eu era o orgulho do meu dono, um velho professor. Meus frutos especialmente saborosos faziam a alegria dele e dos alunos que recebiam aulas na casa do professor.
Num inverno depois da chuva veio uma geada. Minhas folhas secaram, meu tronco murchou. O velho professor ficou muito triste pois pensou que eu tinha morrido. O que ele não sabia é que lá embaixo, dentro da terra eu ainda estava vivo.
Voltou o sol. Calor e umidade despertaram minha vida. Um dia professor passeando pelo pomar teve uma grande surpresa. No local do pé de mamão que julgava morto, estavam crescendo três brotos sadios. Ele ficou tão contente que chamou os vizinhos para partilhar da alegria. Os brotos cresceram, viraram troncos fortes e bonitos, na primavera veio a florada e logo mais, lá estavam o professor e os alunos admirando os mamõezinhos crescendo.
O velho professor não chegou a ver os mamões madurarem pois morreu antes. Os alunos, sem professor não vinham mais. Passarinhos bicavam os frutos maduros. As vezes andarilhos procuravam abrigo no pomar abandonado e ficavam muito felizes em encontrar o que comer.
Depois de um tempo terminou a abandono, pessoas e máquinas apareceram. O terreno foi nivelado, as árvores arrancadas. Uma escola foi construída no local. Onde era o pomar, a terra foi coberta com um chão de cimento para as crianças brincarem sem se sujar. O mamão que as crianças da escola comem no lanche é comprado e vem de longe.
Na terra, debaixo do cimento ainda sinto, no que restou de mim, um pouco de vida, mas essa vida não tem mais espaço para brotar.
- RUTH BARBARA STEIDLE, Rolândia
Agradecimento (1)
Sr. João Milanez: é com grande apreço que nos dirigimos a vossa senhoria, para externar nossa gratidão por seu envolvimento na conclusão das obras do Ginásio Poliesportivo (João Batista Santana), do Centro Indesp de Excelência Esportiva (Cenesp-UEL) e da pista de atletismo da UEL (Osvaldo Luiz Magalhães dos Santos), inaugurado no último dia 6. A presença de vossa senhoria no cerimonial de inauguração abrilhantou o evento, contribuindo para o sucesso do mesmo.
- GIANNA LEPRE PERIM, diretora do Centro de Educação Física e Desportos da UEL
Agradecimento (1)
Vimos através desta agradecer a atenção que este jornal tem deferido quando solicitamos, para que sejam documentados vários fatos de relevância para o Colégio Estadual Professor Paulo Freire, os quais têm contribuído em muito para elucidação dos acontecimentos.
Assim sendo, agradecemos a esta conceituada empresa jornalística, bem como a todos os funcionários dedicados que direta ou indiretamente têm atendido nossas solicitações e contribuído para que as metas sejam alcançadas com sucesso. Desejamos à Folha e seus funcionários o máximo de sucesso possível na missão de informar cada vez mais regiões e pessoas.
- MARIA AP. ZIRONDI WAGNER, diretora auxiliar, Londrina
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