Comércio
No dia 2, nesta coluna, a vendedora Marcia Favareto desmereceu a atuação do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), bem como da Zona Azul, administrada pela Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel). Quanto ao sindicato, não me veio outorga, mas quanto à Epesmel/Zona Azul, sim, por ter sido presidente do grupo de apoio à Epesmel durante suados 15 anos e me autorizo a este expediente.
Seria interessante que a ilustre missivista, ao invés de desmerecer o trabalho dos outros, ir ver o trabalho que os outros com muitas dificuldades fazem. Proponho-me a acompanhá-la bem como fazer demonstrar com que dificuldades a Zona Azul é mantida e a sua finalidade social. Afinal de contas, em uma controvérsia existem três lados, o seu, o do outro e o lado de quem está certo.
- JOSÉ CARLOS GHELARDI, advogado, Londrina
Professores
Nunca fui contrário aos movimentos dos professores contra o sucateamento da educação no Paraná. Nem naquilo que sempre escrevi e muito menos em meus atos. Pelo contrário, pois sou professor, inativo, senti e sinto na própria pele o descaso deste e outros governos com a educação. Nunca os professores encontraram tanta insensibilidade como no atual governo. Ele somente não mandou bater nos professores, ainda, porque repercutiu mal o ato contra os sem-terra.
Sua versão quanto ao gasto com o funcionalismo não é verdadeira, uma vez que todos os inativos do Estado estão sendo computados. Acontece, porém, que os inativos pagaram, como a lei manda, para ter hoje sua aposentadoria. É dinheiro do próprio inativo que volta e não do Estado. Portanto, são valores que não devem ser comutados para efeito da Lei Camata. Por outro lado, todos sabemos que este governo inchou a administração pública contratando seus afilhados políticos com enormes salários. Nesta administração pública estadual tem mais paletó que cadeira e este governo nunca entendeu que educação é investir no futuro.
Por estes e outros motivos entendo que os professores devem agir da mesma forma que os ruralistas, os bancários, os comerciários etc., participar ativamente nas eleições e influir na moralização como fizeram em Londrina. Nunca deixar que nas cidades sejam eleitos aqueles vereadores e prefeitos que abusam do seu poder econômico. Somente assim, com a participação ativa do professor, educando, ensinando e mostrando os exemplos atuais de corrupção aos seus alunos, é que podemos acreditar e ter esperança de futuro melhor.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, advogado, Ribeirão Claro
Estrutura fundiária
A microrregião homogênea de Paranavaí ou Norte Novíssimo, a mesma região situada no Norte do Paraná entre os rios Tibagi, Ivaí, Paranapanema e Paraná. Esta região teve sua colonização de 1950 em diante. Várias empresas colonizadoras se instalaram na região, realizando um empreendimesnto voltado à divisão das terras, geralmente em pequenas e médias propriedades, objetivando cultivar cafeeiros. Isso contribuiu para que um contingente de pessoas oriundas de outros Estados se dirigissem àquela região para trabalhar na lavoura de café. Desta forma a população aumentou vertiginosamente e a estrutura fundiária durante o ciclo cafeeiro 1950 – 1975 permaneceu conforme a proposta inicial das colonizadoras, de pequenas e médias propriedades, onde o número de habitantes por município era elevado.
No entanto, após 1970, devido a fatores, como geada e política do governo federal voltada para a industrialização, fez com que a estrutura fundiária se alterasse radicalmente e, em consequência, houve a ‘‘expulsão’’ dos que se dedicavam ao trabalho nos cafezais, que pouco a pouco foram erradicados. A estrutura fundiária foi radicalmente transformando esta região em um imenso vazio demográfico causado por pequenas propriedades, que quase desapareceram, surgindo os grandes latifúndios, muitos deles improdutivos.
Por volta de 1990, movido por motivos diversos começou a surgir nesta área o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que procura ocupar os grandes latifúndios provocando melhor distribuição de terra, ocasionado masmo que de maneira lenta, alteração da estrutura fundiária nesta região. Portanto, mesmo que concordem ou descordem da atitude deste movimento, devemos concordar que ao menos a questão da estrutura fundiária de inúmeros municípios está sendo alterada, levando inclusive prefeitos a defender a fixação de assentamentos em seus municípios.
- DAVID TEIXEIRA DE SOUSA, professor, Inajá
Idade ou capacidade?
Há alguns anos escrevi artigo sobre o tabu da idade no trabalho e nos planos de saúde. A emérita professora Maria Lucia Victor Barbosa, cujo convívio muito nos honra por seus dotes morais e intelectuais, gentil e voluntariamente dignou-se incluir um trecho do meu artigo no seu livro ‘‘Fragmentos de uma época’’, no qual se refere justamente à idade da razão. Retorno novamente contra essa mentalidade retrógrada, que talvez impensadamente, resolveu discriminar, pela idade e não pela capacidade, os que ainda estão aptos, mental e fisicamente, a desempenhar qualquer função, para a qual possuem os requisitos necessários.
Será que todos os empregadores são assim tão jovens, com tanta prática e teoria? Vemos através da história que os maiores feitos foram realizados por homens e mulheres de idade já bem avançada, quer seja na música, na pintura, na ciência, na política e em diversos setores. Querem jovens experientes e capacitados e não lhes dão oportunidade de se exercitar na prática e relegam os mais idosos e capazes porque não são mais jovens.
Estamos na era da tecnologia, mas as máquinas não se fazem por si mesmas. Os computadores jamais irão prescindir da mente humana, pois ela é a criadora de todo o progresso que usufruimos, de todo o bem e de todo o mal. O importante, acima de tudo, é não esquecermos que ainda somos de carne e osso. Que temos sentimento e emoções que, por mais que nos implantem o que quer que seja, possuimos uma alma, de onde provém toda ciência, toda sabedoria e todo amor.
Aquele que discrimina a pessoa pela idade está relegando o pai, a mãe e até a si mesmo, pois daqui a mais algum tempo, envelhecerá a menos que haja descoberto a fonte da juventude (o que um dia talvez seja possível), mas certamente se-lo-á através da inteligência humana.
- IRENE CRUZ CORREA, Londrina
CorreçãoO espetáculo ‘‘Valsa nº 6’’ fica em cartaz em Londrina até o dia 9 de julho e não até hoje, como foi publicado ontem na notícia da página 2 da Folha 2.
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