O leitor escreve
Pedágio (1)
O secretário dos Transportes do Paraná defendeu as concessionárias e estas, através da Assessoria de Imprensa da Econorte, tentaram justificar no dia 1º a existência dos pedágios. As justificativas são pífias. O blá-blá-blá de sempre, que o Estado não tinha recursos para fazer a manutenção das rodovias e então buscou a alternativa ora em voga, contando com a compreensão e a bondade dos proprietários das concessionárias que se dispuseram a fazer o que o Estado deveria estar fazendo.
Dizer que as estradas paranaenses construídas há mais de 30 anos estavam abandonadas, é desmerecer o trabalho e as obras dos governos anteriores e abusar da memória dos que viram e assistiram a construção dos primeiros quilômetros de asfalto entre Cambé e Rolândia (1951). Também acompanhamos os primeiros quilômetros da BR 277 que terminava logo depois da Serra do Purunã com um marco da Rodovia Moisés Lupion (1960-62), depois Estrada do Café. Vimos a construção de milhares de quilômetros de estradas no governo de Jaime Canet, a duplicação das pistas entre Paranaguá-Ponta Grossa no governo de José Richa e neste mesmo governo o recapeamento e a reconstrução desta rodovia até Apucarana. No governo de Alvaro Dias, a duplicação de Londrina-Maringá, o início da duplicação Curitiba-Garuva.
Tudo isto construído e mantido com os recursos dos impostos. Só vimos as estradas em péssimo estado de conservação neste governo, que deixou que elas ficassem intransitáveis para justificar o que estamos vivendo. Não quero polemizar. Só insisto que o direito constitucional de ir e vir neste nosso Estado foi cassado, e para quem nada mais tinha de pagar, além do IPVA, o pedágio se torna o mais caro do mundo.
- TARCÍSIO MARTINS, Londrina
Pedágio (2)
Gostaria que Gustavo Mussnich, diretor-presidente da Econorte, mostrasse-nos o motivo pelo qual o pedágio que fica em Jataizinho está entre os mais caros do Estado, visto que a rodovia ao ser privatizada já estava totalmente construída, com recursos públicos pelo governo federal. Nós que utilizamos esta rodovia, vimos somente melhorias no que se refere a pinturas, roçadas e pequenas obras. Isto não justifica o alto custo deste pedágio. Para que não caia nenhuma suspeita de superfaturamento de custos, de obras realizadas, solicitamos que coloquem em cada praça uma planilha de custos, acessível a todos os usuários.
Só a transparência garantirá o bom conceito que até agora não temos desta privatização. Nossa rodovia aqui é de pista simples, precisa urgentemente ser duplicada, e até agora não vimos um cronograma de duplicação do trecho que vai de Cornélio Procópio a Londrina. Não queremos um prazo longo, visto que o dinheiro pago nas praças é à vista. Queremos uma duplicação urgente, ou um valor justo. Não queremos esperar até a próxima eleição para governador, para esperar uma redução de tarifas como foi feita anteriormente. Até lá poderá ser tarde demais, muitas vidas poderão não mais estar aqui para ver.
- AGNALDO B. NUNES, professor, Cornélio Procópio
Descontentamento
Nos últimos dias fomos bombardeados com vários noticiários que enfocavam a violência praticada contra o governador de São Paulo e contra o ministro da Saúde José Serra. Episódios que mostraram radicais que participavam de um movimento grevista, no centro de São Paulo, que agrediram o governador com cadeiradas, e um estudante secundarista, em Belo Horizonte, que agrediu com um ovo, pela segunda vez, o ministro José Serra.
Por outro lado, nos últimos dias, quase não tivemos retratado pela imprensa com a sua real dimensão, a série de mobilizações populares de descontentamento com o governo federal e estaduais, pelo aprofundamento da crise social porque passa o País. Em todos os acontecimentos o discurso do governo, que se deu de forma unificada, foi no sentido de que a sociedade brasileira não tolera mais estes atos de violência (contra os governantes), que colocam em risco a própria democracia. Se colocarmos na balança do estado democrático de direito os aspectos relacionados ao bem jurídico em jogo, de um lado a defesa do Estado (leia-se os governantes) e os direitos dos cidadãos, em especial, dos movimentos sociais, podemos perceber a contradição do discurso oficial.
A retórica do discurso oficial parece não encontrar mais eco, pois é cada vez maior o grau de insatisfação e revolta popular, como demonstram as últimas pesquisas de opinião pública, que retratam a realidade de um governo que tenta esconder as verdades históricas com uma política policialesca, militarizada e que exclui cada vez mais um contingente maior de pessoas para a marginalidade.
- AVANILSON A. ARAÚJO, advogado, Querência do Norte
Corrupção
É lamentável ver Londrina citada em esquema de corrupção pública e reportada em nível nacional, descredenciado nossa bela e próspera cidade. Em ano eleitoral é comum que uma infinidade de denúncias caia sobre os candidatos detentores do cargo que estão providos de uma larga e desleal vantagem intensificando a corrida pelo poder onde ninguém, denunciados, delatores escapam.
Tudo isso poderia ser evitado, se a reeleição e a obrigatoriedade de voto deixassem de existir. Todo candidato à reeleição tem a tranquilidade de ter a mão a máquina ou o cargo; assim, ele é assediado por megafinanciadores de campanhas, escusos que querem manter seus privilégios, influenciando-os. Esta viciada prática transforma-se numa corrente de corrupção, o eleitor é o primeiro e o mais barato, de uma infinita lista de vendidos que não percebem que a conta, nesse mercado é ele quem acaba pagando. Portando, conheça bem o candidato a quem deseja confiar seu voto, não deixe de votar. Vote sério e não se corrompa, você receberá muito mais em troca. Toda nação precisa de um líder e essa só será soberana quando seu líder for de lisura.
- MARCIO VIDOTTO, Londrina
Exemplo de vida
Morreu o Seu Moacir, 80 anos, atropelado, dia 8 de maio, às 7h30. Não o conhecia pessoalmente mas, quando passava por ele, tinha verdadeiro delírio de alegria. Ele corria 14 km por dia, era um exemplo de vida, de prazer por tudo que Deus nos deu. Tiraram-nos a oportunidade de vê-lo correndo na Rua Quintino Bocaiúva, só de shorts, tênis e camiseta na mão. Aí eu pergunto aos senhores responsáveis pelo trânsito, se é que posso dizê-lo assim. Quem será o próximo? É, pode ser qualquer um, mas, quando o próximo for atropelado, vou me lembrar de quando participei do Conselho de Trânsito de Londrina e um desses responsáveis assim se manifestou a respeito de um atropelamento, ocorrido à noite: Também, isto era hora de estar na rua?
- ALDO PEDALINO, Londrina
CorreçãoO 7º Tabelionato Volpi, instalado em Curitiba, contesta as acusações feitas pela Federação Comunitária das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclan), em notícia publicada pela Folha no último dia 1º, de que teria cobrado serviço de reconhecimento de firma fora da tabela vigente. O cartório afirma que os preços cobrados seguem à risca a tabela de custas editada pela Corregedoria Geral da Justiça.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





